terça-feira, 11 de outubro de 2011
Bom Ar
Pessoal, eu sei que esse blog está mais parado que o trânsito na Domingos Ferreira às 18 horas. Mas estive sem tempo, ultimamente, para escrever, mas prometo que vou tentar postar algumas histórias agora, pois a faculdade tá mais light, no momento.
A história de hoje aconteceu na minha viagem à Fortaleza, em Setembro. Quem me conhece sabe que eu AMO Fortaleza e sonho em morar lá. (APROVEITO O ESPAÇO DO MEU BLOG PARA LANÇAR A CAMPANHA: THAÍS QUER CASAR COM UM CEARENSE. Quem tiver um amigo/parente/conhecido ou até mesmo, seja residente da minha terrinha amada, pode enviar o currículo pro meu e-mail).
Mas deixando de lado o meu sonho de vida, vamos ao que interessa...
Eu viajei com dois amigos da faculdade, Marly* e Ronaldo*, nós estávamos dispostos a aloprar nas noites que estávamos na Terra do Sol e por isso fizemos um guia turístico maravilhoso.
Na primeira noite fomos para alguns bares da cidade, pouca badalação, pois no dia seguinte haveria uma mega Festa no Mucuripe Club, quem conhece Fortaleza com certeza conhece o paraíso em questão.
No dia seguinte resolvemos pendências de caráter acadêmico (Fortaleza é um super pólo na área que estudamos) e só falávamos da noite que estava por vir.
Quando, finalmente, anoiteceu a ansiedade tomava conta dos nossos corações.
Gente, o nome da festa era MUCURIPE SEM LIMITE, e como dizem por aí “Quem tem limite é município”, os três estavam cientes que seria uma noite de bagaceeeeira, né?
A festa era open bar de Espumante para mulher e Clone de Cerveja e Tequila a noite toda, resumindo: Nossos fígados estavam desesperados!
Quando deu umas 8 da noite, eu resolvi tomar meu banho para começar a me arrumar, pois sabia que Marly e Ronaldo iam demorar muito (pense num povo preguiçoso).
Muito bem, tomei meu bom banho, sequei o cabelo, escolhi a roupa, fiz maquiagem e coloquei perfume... Todos prontos? HERE WE GO!
Chegamos na Boatchi e fomos comprar nossos ingressos... NESSE MOMENTO EU ME DEI CONTA DE UMA COISA ABSURDA. Adivinhem? Lembra que eu tomei banho, ajeitei cabelo e etc antes que todo mundo? Eu deixei passar o mais importante disso tudo: O desodorante!
Aí eu entrei em desespero:
-MINHA GENTE, ESQUECI DE COLOCAR DESODORANTE!
Marly e Ronaldo:
-HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Eu que nessa hora já tava tendo um colapso nervoso, supliquei:
-Bora voltar no hotel? Eu pago o táxi!
Ronaldo:
-Oxeeeeee, Thaís, que besteira ninguém vai cheirar teu sovaco, deixa de coisa.
Eu tava muito abalada, pois mesmo que ninguém fosse sentir o cheiro do meu sovaco, eu tava sentindo a transpiração, né? Mas não teve jeito, entrei na boate daquele jeito mesmo.
Quando estamos no fundo do poço a solução mais prática é:
( )Beber
( )Embriagar-se
( )Encher a cara
( )Tomar todas
(x)Todas as alternativas acima
Foi isso que eu fiz para esquecer a catinga que se instalaria nas minhas axilas no fim da noite.
Bebi várias taças de espumante e algumas caipirinhas. Algum tempo depois estava bem alegrinha. Pena que a bebida nunca traz apenas euforia traz também a vontade eterna de fazer xixi. Pois bem, resolvi ir ao banheiro enquanto Marly e Ronaldo estavam no bar da boate.
Entrei no banheiro, fiz xixi e fui lavar as mãos... Quando de repente eu vi a salvação dos meus problemas: UM BOM AR! (vale ressaltar que havia álcool em meu sangue)
Não tive dúvidas, chequei se tinha mais alguém no banheiro, senti o cheiro do Bom Ar e tchaaanram: O fiz de desodorante!
Hahahahaha podem rir.
Voltei pra mesa e perguntei para Marly e Ronaldo:
-E aí, tô cheirosa?
Eles:
-Tá, o que foi isso?
Eu:
- BOM AR!
E contei a história... Eles riram demais, até hoje tiram onda da minha cara, mas com certeza foi um dos fatos mais marcantes da viagem!
Com isso aprendi:
- Cole no seu Dove/Rexona/Axe a plaquinha “Não me esqueça, por favor”
-Antes de sair pra balada, ligue pro local e pergunte se eles usam Bom Ar no banheiro
- Acredite em milagres!
E por último:
Flores do Campo é a melhor fragrância no mercado!Beijos,
Thaís.
sábado, 20 de agosto de 2011
Presepada
Sempre quis ser atriz! Sério mesmo. Desde pequena gostei de atuar... Quando eu não queria ir para escola eu me fingia de doente, eu fingia tão bem, maaaas tão bem, que minha mãe uma vez ligou pra funerária, de tão séria que foi minha atuação.
E quando eu não fazia a tarefa de casa? Oxe! fazia uma cena digna de Hollywood. A professora lacrimejava diante dos meus dramas.
Tem gente que me pergunta “E por que tu não fez Artes Cênicas?”.
Rapaz, sabe como é... Se eu fizesse artes cênicas aqui em Recife, iria terminar no Teatro Barreto Júnior fazendo musical com o Palhaço Chocolate. E definitivamente esse não é o futuro que eu quero para mim.
A história de hoje vai contar sobre o começo da minha “carreira” no show business,
o momento que eu vi que tinha talento para atuar. A partir desse dia, eu já comecei a imaginar como seria o meu Arquivo Confidencial no Faustão. Minha mãe sentada no sofá aqui de casa falando da minha infância, minha professora do colégio lembrando-se de tudo o que eu fiz naquele tempo e uma amiga me queimando (Meninas, por favor, não coloquem fotos queimas lá, viu?). Do outro lado, eu chorando, o rímel escorrendo,a babinha no canto da boca e a câmera dando aquele close bandido.
Eu era alfabetização quando essa história aconteceu. Quem lê o blog sabe que foi nesse mesmo ano que eu fiquei presa no banheiro.
Como todo mundo, que já passou pela alfabetização sabe no fim do ano a festinha de Natal bomba muito no colégio... Sempre rola aquele coral maroto que canta:
“Bate o sino pequenino, sino de Belém, já nasceu Deus menino, para o nosso bem”...
O porteiro coloca aquele gorrinho de Papai Noel, bem estiloso.
Na minha escola, as professoras colocavam uma roupa de ajudante de Noel,que era simplesmente RI-DÍ-CU-LA!
Algumas semanas antes da festinha de Natal reuniram todas as crianças da Alfa, para uma reuniãozinha na quadra. Eles iriam escolher os personagens do presépio para começar a ensaiar.
Eu, que nunca fui muito disciplinada nesses momentos, só fazia conversar e brincar com minhas coleguinhas, enquanto Tia Dandara* (Ela mesma! Tão lembrados né?) e as outras Tias decidiam quem seria os personagens na peça.
Quando eu me dei conta do que estava acontecendo, vi que ali estava a oportunidade da minha vida: Virar atriz!
Cheguei toda me achando para falar com Tia Dandara e perguntei:
-Posso ser Maria?
Tia Dandara respondeu cruelmente:
-O papel de Maria é da Bruna*!
Só porque a Bruna é loirinha? Mais bonita? Que preconceito é esse?
Mas sabe como é: Artista que é artista sempre busca uma pontinha em qualquer espetáculo que seja. Resolvi pedir outro papel, nem que fosse de Rei Mago.
-Tia Dandara, eu quero participar, tem algum personagem sobrando?
Tia Dandara respondeu:
-Tem sim, Thaís! O BURRINHO DO PRESÉPIO. Você quer?
-CLARO QUE QUERO.
Vocês têm idéia do que eu estava fazendo? EU IA SER O BURRINHO DO PRESÉPIO DO NATAL. Mas tenho dito: Tudo pela arte.
A professora admirada com minha coragem ficou muito feliz e espalhou para o colégio todo que já tinha alguém para ser o burrinho do presépio.
Cheguei em casa e avisei que a fantasia de burrinho deveria ser providenciada. (Chato não é ser o burrinho de Natal, chato é ouvir até hoje sua mãe contando para todo mundo que você foi o burrinho de Natal).
Não pensem que eu me importo com a zoação, pois quando eu tiver no Programa do Jô, vou contar para ele como foi meu primeiro trabalho como atriz.
O grande dia finalmente chegou!
Bruna estava de Maria, Laura* de Ovelhinha, Paulo* de José, Júlio*, Miguel* e Luís* de reis magos, Davi* de Anjo Gabriel e Thaís de Burrinho. Na época, eu não tinha noção, mas todo mundo tava rindo ao me olhar... Se isso fosse hoje em dia eu usaria meu extenso vocabulário de palavrão. Oor!
Chegou a cena principal: QUANDO O BURRINHO LEVA MARIA E JOSÉ PARA A MANJEDOURA!
Lá estava eu, de Burrinho, uma roupa quente pra baralho e toda maquiada de quadrúpede.
Quando eu entrei na quadra, andando de quatro, fui aplaudida demais e todos riram muito. Na época eu não percebi, mas acabava de nascer uma estrela.
Infelizmente, eu passei mal nesse dia, após a festinha natalina... Desidratei por conta da fantasia e obviamente tive meu psicológico afetado pro resto da vida.
Brincadeiras à parte, eu adorei ter participado dessa peça e aprendi várias coisas:
-Quando forem distribuir os papeis do presépio, fique sempre atento, pois Maria e José são mais concorridos que oferta de escova progressiva no Peixe Urbano.
-Se só tiver o papel do burrinho para você, aceite! Ou vocês acham que o primeiro papel de Regina Duarte foi em uma novela de Manoel Carlos?
-Beba água antes de vestir a fantasia de Burrinho, a não ser que você leve o personagem a sério e seja burro ao ponto de querer vomitar muito, hahaha.
E por último:
- Marque direitinho o rosto dos outros alunos que riram de você, quando você for famoso isso será importante.
Beijooos,
Thaís.
*Tia Dandara, Bruna, Laura, Júlio, Paulo, Miguel, Davi são pseudônimos.
*Sim, sou eu na foto.
*Pessoal, Mil desculpas pela demora para atualizar o blog. As aulas voltaram e eu fiquei muito sem tempo, tentarei escrever novas histórias. Brigada por continuarem acessando meu blog.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Desengavetando.
A história de hoje não é minha. É de um grande amigo meu: O Bartolomeu*. E apenas para que fiquem cientes, antes de postar a história eu mandei para Bartolomeu, disse que ele poderia mudar qualquer parte, caso se sentisse incomodado, mas ele disse que queria fosse pro blog desse jeitinho. Eu sei que eu contando a história por aqui, não é a mesma coisa que ouvi-la, o que dirá vivê-la. Juro que tentarei descrever exatamente como foi que tudo aconteceu. Vamos lá!
Bartolomeu estudava no mesmo colégio que eu e nos conhecemos na 8ª série. Eu digo a vocês que com certeza Bartô é meu amigo, pois se vocês me conhecessem na 8ª série pensariam duas vezes antes de começar uma amizade comigo #meupassadomecondena.
Lógico que eu não vou falar de como eu era, de como meu cabelo era (Deus, obrigada pela progressiva), também não vou falar do meu aparelho móvel (SE-BO-SO) e muito menos do meu tênis Kolosh preto. Já deu pra ter ideia de belezoca, né?
Eu estava me preparando para mais uma prova (Leia-se: eu estava preparando a cola na banca, antes de entregarem as provas)... E não sei como era no colégio que vocês estudavam, mas no meu, em dia de prova, misturavam todos os alunos, e foi justamente numa dessas misturas de turmas que eu conheci o Bartolomeu. Ele puxou papo comigo e começamos a conversar, em menos de 5 minutos já estávamos tirando fotos juntos, do celular dele, pois na época eu tinha um Nokia 1100 , hahaha. As fotos ficaram bizarras, velho. Sério mesmo, a gente tirou foto dos nossos tênis juntos. Alguém me explica qual o significado de tirar foto dos tênis juntos? (Mostrar para alguém que você usa Kolosh/All Star/Conga?) Top podre, mas tudo bem... O que interessa é que eu ganhei um amigo naquele dia e desde então nos tornamos BFF’s.
Bartolomeu era engraçado, simpático, educado... E tinha um jeito, muito... Como eu posso dizer... Afeminado. Sabe quando você conhece um cara e sente que a Coca é Fanta? Pois é, foi a primeira coisa que eu percebi em Bartô. Claro que eu não iria chegar pra ele e perguntar:
“Sois fresco é?”.
Sempre tive essa dúvida comigo. Ele apareceu namorando uma menina, eu fiquei em choque, mas fazer o que? Vai ver ele tinha esse jeito de Britney, mas no fundo era macho-cho.
Os anos passaram, meu cabelo conheceu a progressiva (Oh Glória!), meu aparelho móvel já não era mais usado, soube escolher melhor meus tênis... Porém Bartolomeu continuava aquela pessoa fofa e meiga.
Quando fomos pro 3º ano, ficamos na mesma turma. O convívio diário me fez perceber que Bartô era gay e ponto final, não tinha ninguém que me tirasse isso da cabeça. Uma vez cheguei a perguntá-lo sobre sua opção sexual, mas ele respondeu:
-Alocka! Claro que não queridjinha eu sou Homem com H maiúsculo!
Brincadeira! Ele simplesmente respondeu “Claro que não, Thaís”.
Ok, não quer admitir não admita. Mas que eu tenho certeza, eu tenho... Durante o ano ele comentava sobre meu cabelo, sobre as tendências de moda e falava tudo em francês. E ainda queria que eu acreditasse que ele era hétero? Faz-me rir, né?
Quem me conhece sabe que eu adoro ter amigos gays e super apoio a coragem deles de se expor nesse mundo preconceituoso, mas eu fico pensando que às vezes, eles próprios não se aceitam como querem que a sociedade os aceite? O blog não tem intuito de gerar polêmica, não mesmo. Mas logo na sequência, vocês vão ver como Bartolomeu foi maravilhoso e por que eu o admiro tanto.
Finalmente, nos formamos no Ensino Médio. Não nos falávamos todos os dias, mas sempre que dava saíamos para comer algo, botar o papo em dia... E mesmo depois do colégio, Bartolomeu não se assumiu. Eu fui muito displicente com nossa amizade em certa época. Ele me chamava para sair, eu sempre tinha compromisso e acabava adiando. Nunca me liguei que ele poderia tá me chamando para sair, pois queria desabafar, sei lá. Só sei que passei mais de 6 meses sem vê-lo. No fim daquele ano, Bartô me ligou dizendo que iria fazer intercâmbio! E disse que queria muito que eu fosse à despedida dele. Eu não fui. Ele me esperou no Aeroporto, no dia da viagem e eu também não fui (Ninguém precisa saber que eu moro do lado do Aeroporto). Bartô foi para Inglaterra e passou 6 meses lá. Quando ele voltou, conversamos muito no MSN e ele contou de como foi bom viajar, conhecer gente nova...
Em certo momento da conversa ele disse que tava muito chateado comigo por que eu não fui ao Aeroporto e tudo mais... Me senti péssima, mas disse que iria vê-lo assim que ele quisesse.
Não sei se foi o intercâmbio, que o deixou mais livre, mas vou tentar reproduzir a conversa histórica que tivemos:
Bartô I LOVE MADONNA diz:
Eu sou gay.
Thaís diz:
Eu sei (Gente, eu tava brincando, juro a vocês.. Falei para tirar onda).
Bartô I LOVE MADONNA diz:
Oxe! Como você sabe?
Thaís diz:
Ah sei lá... (Eu tava falando sem a mínima paciência)
Bartô I LOVE MADONNA diz:
Eu to falando sério Thaís! Sabe quando eu te chamava pra sair e você nunca ia? Eu queria contar para você que sou gay e me assumi.
Thaís TÔ OCUPADA, SÓ FALO COM BARTÔ:
É O QUE BARTOLOMEU? MEEEENTIRA! ME CONTAAA ISSO AGORA!!!!!
Bartô I LOVE MADONNA diz:
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiin, sou gaaaaaay, queria te contar há tanto tempo, mas vocÊ tava sempre ocupada... Vamos marcar de sair? Eu te conto tudo!
Minha gente, é sério, eu me arrependo muito por isso... Hoje em dia faço o impossível para estar com meus amigos quando eles me procuram. Enfim, eu fui ao encontro de Bartô, no Shopping. Chegando lá, depois de muito tempo sem vê-lo, percebi de como ele tava mudado,
ele já chegou dizendo:
-AMEEEEEI SUA SAIA DE CINTURA ALTA! E SUA PELE? PERFEITA!
kkkkkkkkkk, mas isso não importa, o que importa é o relato dele, de quando saiu do armário. Vou escrever as principais coisas que lembro:
-Primeiro de tudo, eu não saí do armário, eu desengavetei, que é muito mais bonito! (hahaha, minha gente ele DESENGAVETOU.)
-Mas e como foi isso?
-Ah, então... Eu conheci um bofe do babado, durante um curso e pegamos o mesmo táxi na volta pra casa... Até aí eu não tinha tido relação alguma com outros homens, mas senti que ele era gay, pois um gay reconhece outro gay (Isso é a mais pura verdade). Durante o caminho, o cara me chamou para sair com ele à noite, já que ele tava de passagem em Recife e queria conhecer a cidade (O nome agora é sair, na minha época era fornicar). E eu disse que sairia sim.
Pausa para comentário: Se fosse eu saindo com um cara que conheci durante um curso, eu era chamada de Bruna Surfistinha pra baixo, mas como estamos falando de um homem, ninguém repara isso.
Continuando o relato de Bartolomeu:
-Então, quando foi de noite, eu fui para o hotel em que ele estava hospedado e subi. Chegando no quarto eu me sentei na cama e esperei ele se arrumar. (Ah claro, até por que a pessoa sentar na cama com cara de “Meu nome é Bartô e apelido é quero dar” é super normal.)
De repente ele sentou do meu lado e deixou uma camisinha cair, nessa hora eu pensei
“ESTOU NO LUGAR CERTO.” (Essa foi a melhor hora pra mim.)
Começamos a conversar e eu perguntei se ele era gay ou Bi, ele me disse:
“Nunca fiquei com homens, mas você é uma gracinha”.
(Queria nem rir nessa hora, mentir é feio viu?).
Então começamos a nos beijar e...
Pois é, caros leitores, o final vocês já sabem... Finalmente, Bartolomeu se descobriu, e está feliz com a opção dele. Ele se assumiu para a família, para os amigos, sofre preconceitos, como qualquer pessoa, mas está em paz consigo mesmo e aproveitando a vida da melhor forma possível. Morro de rir com ele contando os casos amorosos, as aventuras e tudo mais.
E com a história do Bartolomeu aprendi:
-Nunca apresente seu namorado a um amigo gay, vai que ele é uma gracinha e o bofe queira mudar de time.
-Se um amigo seu souber sobre moda, tratamento de beleza e adorar Madonna e derivados, Desconfie.
- Sempre dê atenção aos seus amigos, pois você pode tá perdendo um babado muito grande, sem sair com eles.
E por último:
Verifique sempre se você está no lugar certo. HAHAHAHAHA!
Beijos,
Thaís.
*Bartolomeu é pseudônimo.
*Te amo, seu fofo :*
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Philéo
Hoje é dia do amigo, eu até poderia contar uma história que eu vivi com um deles, mas eu já faço isso sempre! Pois todas as histórias do blog só existem porque meus amigos existem.
Obrigada a todos vocês, que passam os dias comigo e fazendo com que eu me meta nas situações mais engraçadas e assim posso escrever aqui.
Brigada aos amigos de infância, amigos da faculdade, aos amigos que viram amigo por acaso, a amiga que tá longe mais tá sempre perto. Enfim, um FELIZ DIA DO AMIGO à todos vocês, que quero sempre por perto.
Eu ia postar um texto da internet, mas achei melhor escrever um texto nesse dia.
Todo mundo tem amigo, o Orkut me disse uma vez que eu tinha 600 amigos. Já pensou se eu tivesse isso tudo mesmo? Meu celular não ia parar de tocar, eu sempre ia estar fora de casa, ia ter que consolar uns 10 amigos que os namoros acabassem por semana, quando eu fosse pra um show iria de caravana, uma simples ida ao shopping pareceria um arrastão, imagine a conta do telefone aqui de casa!
Ainda bem que eu não tenho 600 amigos, eu não daria conta deles não.
Os amigos que eu tenho, são contados nos dedos... E eu posso dizer com toda a certeza do mundo: Eu tenho os melhores amigos do mundo.
Eu tenho uma amiga que me acorda todo dia de manhã e mesmo assim eu continuo amando ela.
Tenho outra amiga que ri de tudo o que acontece de errado comigo, e não tem um dia que eu não ligue pra ela, nem que seja para dizer “Ain como tu é ridícula”.
Tem outra amiga que é tão diferente de mim que chega a ser igualzinha, parece que a gente nasceu para se conhecer.
Tem um amigo que é carente e sempre pergunta se ele é o preferido, e eu o amo desse jeitinho que ele é.
Tem aquele outro amigo, que por mim eu casaria com ele, só não caso por que daí nossa amizade não existiria mais.
Tem a maiga (eu não escrevi errado, é maiga mesmo) que mora tão longe, mas parece que tá aqui do meu lado e ela me ensina muita coisa, inclusive que saudade dói muito.
Tem aquela amiga que todo mundo queria ter, é a famosa AMIGA PRA CARALHO e morram de inveja: Ela é minha amiga desde que eu tinha quatro anos de idade.
Tem a amiga que só me chama pra farra, mas que tá sempre disposta a me ajudar e ela sabe da reciprocidade dessa doação.
Tem a amiga que é a irmã que eu nunca tive e que tenho por ela um amor infinito.
Tem a prima que é a amiga desde sempre e para sempre.
Tem a amiga que me tira do regime, eu finjo que odeio isso, mas no fundo eu AMO.
Tem a amiga que faz tudo o que você nunca faria. Sou fã dela e ela nem imagina.
Tem o amigo que te faz rir com as besteiras mais inimagináveis do mundo.
Pois é, como vocês podem ver, eu tenho uma variedade enorme de amigos e amo muito todos eles. Trocaria os 600 do Orkut só por esses aí.
Amados, parabéns pelo dia de vocês! Contem sempre comigo.
Beijos,
da amiga Thaís.
*Espero que todos se encontrem aí ;)
Obrigada a todos vocês, que passam os dias comigo e fazendo com que eu me meta nas situações mais engraçadas e assim posso escrever aqui.
Brigada aos amigos de infância, amigos da faculdade, aos amigos que viram amigo por acaso, a amiga que tá longe mais tá sempre perto. Enfim, um FELIZ DIA DO AMIGO à todos vocês, que quero sempre por perto.
Eu ia postar um texto da internet, mas achei melhor escrever um texto nesse dia.
Todo mundo tem amigo, o Orkut me disse uma vez que eu tinha 600 amigos. Já pensou se eu tivesse isso tudo mesmo? Meu celular não ia parar de tocar, eu sempre ia estar fora de casa, ia ter que consolar uns 10 amigos que os namoros acabassem por semana, quando eu fosse pra um show iria de caravana, uma simples ida ao shopping pareceria um arrastão, imagine a conta do telefone aqui de casa!
Ainda bem que eu não tenho 600 amigos, eu não daria conta deles não.
Os amigos que eu tenho, são contados nos dedos... E eu posso dizer com toda a certeza do mundo: Eu tenho os melhores amigos do mundo.
Eu tenho uma amiga que me acorda todo dia de manhã e mesmo assim eu continuo amando ela.
Tenho outra amiga que ri de tudo o que acontece de errado comigo, e não tem um dia que eu não ligue pra ela, nem que seja para dizer “Ain como tu é ridícula”.
Tem outra amiga que é tão diferente de mim que chega a ser igualzinha, parece que a gente nasceu para se conhecer.
Tem um amigo que é carente e sempre pergunta se ele é o preferido, e eu o amo desse jeitinho que ele é.
Tem aquele outro amigo, que por mim eu casaria com ele, só não caso por que daí nossa amizade não existiria mais.
Tem a maiga (eu não escrevi errado, é maiga mesmo) que mora tão longe, mas parece que tá aqui do meu lado e ela me ensina muita coisa, inclusive que saudade dói muito.
Tem aquela amiga que todo mundo queria ter, é a famosa AMIGA PRA CARALHO e morram de inveja: Ela é minha amiga desde que eu tinha quatro anos de idade.
Tem a amiga que só me chama pra farra, mas que tá sempre disposta a me ajudar e ela sabe da reciprocidade dessa doação.
Tem a amiga que é a irmã que eu nunca tive e que tenho por ela um amor infinito.
Tem a prima que é a amiga desde sempre e para sempre.
Tem a amiga que me tira do regime, eu finjo que odeio isso, mas no fundo eu AMO.
Tem a amiga que faz tudo o que você nunca faria. Sou fã dela e ela nem imagina.
Tem o amigo que te faz rir com as besteiras mais inimagináveis do mundo.
Pois é, como vocês podem ver, eu tenho uma variedade enorme de amigos e amo muito todos eles. Trocaria os 600 do Orkut só por esses aí.
Amados, parabéns pelo dia de vocês! Contem sempre comigo.
Beijos,
da amiga Thaís.
*Espero que todos se encontrem aí ;)
terça-feira, 19 de julho de 2011
Havaianas, TODO MUNDO USA.
Queria saber quem foi o gênio que criou esse slogan “Havaianas, todo mundo usa, recuse imitações”.
Aliás, esse meio gênio. Eu concordo que TODO MUNDO usa essas sandálias. Desde a famosa mais rica da Globo, que é fotografada no calçadão de Copacabana pela Contigo! até a diarista da minha casa. Quando eu digo que a pessoa que criou esse slogan é um meio gênio, é porque ninguém recusa uma imitação das Havaianas. Ou vai dizer que você aí, nunca usou uma Dupé, Ipanema ou Macarena (essa última é top podre, atestado master de “sou pobre sim, e daí?”). Na verdade, eu nem sei por que to dando tanta importância a essas sandálias, mas não podia ser diferente, já que a história de hoje gira em torno delas.
Eu tinha 18 anos quando essa história ocorreu.
Uma amiga minha me apresentou a um amigo dela, o Fabrício. Fomos nós 3 pra um barzinho e como vocês já sabem rolou aquilo que sempre rola num primeiro encontro. Todo mundo é simpático demais, quietinho demais e sem defeito demais, né? As conversas são super interessantes, e não sei por que, mas nesse momento “Tô te conhecendo” sempre se repetem as mesmas perguntas...
Comigo foi mais ou menos assim:
Fabrício:
-E aí faz o que da vida?
Eu sorrindo, já com câimbra no músculo risório:
-Fisioterapia...
- Tu gosta?
-Adoro! (Ele esperava que eu respondesse o que? “Ah velho, odeio, mas sabe como é, tava tão entediada em casa que resolvi estudar Fisioterapia, tenho fetiche por articulações do corpo humano”)
2ª pergunta clássica de primeiro encontro:
-Que tipo de música tu costuma ouvir?
-Ah, sou super eclética, escuto tudo: MPB, forró, axé, música clássica, tango. (Mal sabe ele que no meu celular tem todas as músicas de Michele Melo, Luan Santana e Menudos)
Aí, quando você pergunta isso mesmo para o jovem, ele responde:
-Ah, eu também sou assim, escuto de tudo um pouco. (Fala sério, tu tem cara de quem fica roendo ao som de Belo, vendo o mesmo vídeo no youtube e ainda mais legendado, para acompanhar a letra).
Depois disso, vem a pergunta que vai fazer ele te julgar como santa ou piriguete:
-Tu costuma sair pra onde normalmente?
Você, com aquela cara de Açucena de Cordel Encantado, responde:
-Rapaz, sou muito caseira, nem saio muito, só às vezes... (Nessa hora você já pensa nas fotos do Facebook que podem te queimar... Aquelas fotos que você tá dançando funk na boate)
Aí, o moço olha com aquela cara de “Me engana que eu gosto”...
Agora sabe o que me deixa muito sem graça? Quando o indivíduo indaga bem assim:
-O que te atrai num homem?
Nessa hora TODA mulher responde utopicamente:
-Hum, tem que ter bom humor, ser sincero, legal, gentil, fiel, cheiroso e me tratar super bem, né? (Essa é a descrição perfeita do meu cabeleireiro gay)
Nessa hora o cara se desespera internamente, pois ele sabe que é praticamente impossível ter todos essas qualidades, mas mesmo assim ele faz uma cara de:
“Eu sou exatamente assim, baby”. #querovomitar
Bem, depois dessas perguntas e outras tantas, você começa a se ligar se o carinha é gente boa ou não, se vale a pena levar aquilo pra frente ou é melhor esperar outro primeiro encontro (com as mesmas perguntas).
No meu caso com o Fabrício, o encontro foi bem legal. Conversamos bastante, até que ele resolveu me chamar pra um show que aconteceria no dia seguinte, de uma banda de Axé. Como eu sou bem fã da tal banda, resolvi aceitar o convite dele. No fim da noite ele me deixou em casa e combinamos a saída da noite seguinte.
No outro dia, ele me adicionou no MSN e Orkut, e conversamos até a hora do show.
Por ser um show de Axé, mais despojado, resolvi colocar um short jeans e uma blusa arrumadinha, no pé coloquei uma sandália rasteira que eu tinha, muito bonitinha, cheia de strass. Falando sério, eu tava super arrumadinha.
Quando deu 19 horas, o Fabrício chegou aqui em casa. Eu entrei no carro super sem jeito, quando ele me deu uma flor (Izi Malia, que coija mais linda...), Não sou meeeeega fã de flor não, mas foi bonitinho né?
Seguimos para o local do show. Quando chegamos lá e eu desci do carro, simplesmente minha sandália partiu-se! Isso mesmo, meus caros, a porcaria da sandália arrebentou e não tinha como consertar. Eu entrei em desespero e olhei com cara de choro pra Fabrício, dizendo:
-Meu Deus, minha sandália partiu!
Fabrício um pouco sem entender a gravidade perguntou se não tinha como ajeitar ali.
-Tem não, e agora?
Aí ele:
-Entra descalça, ué?
É O QUE, MEU FILHO? DESCALÇA? PRA MIM EU SOU DALAI LAMA, PRA SAIR POR AÍ SEM SAPATO.
Vocês devem estar se perguntando por que eu não voltei em casa. Pô, Fabrício já tinha pagado o estacionamento que custou a ele 10 reais. Imagine o prejuízo que eu ia dar, sem condições.
Mas, eu sempre tenho as melhores ideias, isso é fato... No meio do desespero eu ouvi uma voz, que dizia assim:
-OLHA O CIGAAARRO, QUEM VAI QUERER? TEM MALBORO E DERBY.
Mermão, quando eu olhei pra vendedora de cigarro, vi que o no pé dela, tinham duas lindas Havaianas calçadas. Oxe, num tive dúvida, cheguei perto dela e disse:
-Moça, por quanto a senhora me vende sua sandália?
Ela:
-Han?
Eu quase chorando:
-É moça, minha sandália já era, preciso de uma sandália... Quanto a senhora calça?!
-39
-MEU NÚMERO, SUA LINDA. Me vende por quanto?
Ela cochichou com a vendedora de Hot-Dog e disse:
-Dez real!
Na hora tirei o dinheiro e calcei as Havaianas (elas estavam encardidas já, e tão usadas que eu conseguia sentir o asfalto pelo solado), mas com o alívio que eu senti, parecia que tinha um par de Arezzo nos meus pés.
Fabrício sem acreditar naquilo, olhou com cara de nojo pros meus pés e disse:
- E se essa mulher tiver frieira?
Na hora eu respondi:
-Prefiro pegar micose que entrar descalça...
Aproveitei o show, super bem, com minhas novas sandálias e agradeço até hoje a vendedora de cigarro, por ter salvo minha noite. E antes que alguém pergunte, eu e Fabrício não demos certo... Descobri que ele é fã de Wando e Netinho de Paula. Brincadeira viu, pessoal?
Com isso aprendi:
- Antes de sair de casa, se certifique que sua sandália está bem colada, mas por precaução, leve uma reserva na bolsa.
-Faça um panfleto com as respostas que você com certeza dará num primeiro encontro, assim você economiza tempo e saliva.
-Antes de sair de casa, dê aquela checada no Facebook/Orkut e apague a foto que você aparece estilo Valeska Popozuda.
E por último:
Só vá pra shows, se tiver certeza que as vendedoras de cigarro/bombom/espetinho calçam o mesmo número de sandália que você.
Beijos,
Thaís.
*Fabrício é pseudônimo.
sábado, 16 de julho de 2011
Brenninho fazendo arte (2)
Olhaí, mais uma vez meu amigo Brenninho contribuindo para o Não bebo refrigerante. Adorei essa montagem, pois a Infinitologia de Jogos Mortais é uma das minhas preferidas :)
Brigada Brenninho!
Se der, ainda hoje eu posto uma historinha nova, beleza creuza?
Beijos,
Thaís.
Brigada Brenninho!
Se der, ainda hoje eu posto uma historinha nova, beleza creuza?
Beijos,
Thaís.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Papai Noel mão de vaca.
Adoro o Natal! Sério mesmo, para mim é uma das melhores festas do ano, ficando atrás somente da páscoa. Não sei por que, mas sempre que chega Dezembro e o Shopping fica todo enfeitado, fico extremamente feliz. Desde criança foi assim, apesar de eu ter todos os motivos para odiar o Papai Noel, sempre espero pela época do Véio.
Mas porque eu tenho todos os motivos para odiá-lo? Vocês saberão, ao ler mais um drama infantil de quem sofreu com a ilusão natalina, mas que hoje superou e pode contar sem lágrimas nos olhos.
Quando eu era criança, queria muito uma bicicleta. Quero dizer, eu e todas as crianças do mundo sonhávamos com uma bicicleta no Natal... Bando de criança clichê viu? Vou te contar...
Como de costume, em Novembro escrevi minha cartinha para o bom velhinho e pedi para minha mãe colocá-la no correio.
Caros leitores, se hoje, temos no mundo milhares de assassinos e marginais, com toda a certeza do a culpa é do Papai Noel. Beleza, que criança tem que acreditar que ele exista e que os sonhos são reais. Mas porque mandam a gente escrever uma carta se nem endereço nos dão?Porra! O Pólo Norte é grande, e os carteiros de lá não tem obrigação de saber onde ele mora não. Outra coisa, os nossos pais deveriam dizer antes, de escrevermos a tal carta, se o velhinho tá com dinheiro pra comprar nossos presentes. (Se nossos pais não têm dinheiro pra comprar a Barbie Castelo Encantado, deveriam deixar isso claro, usando o Papai Noel como desculpa).
Vocês devem tá pensando que eu não ganhei minha bicicleta e por isso sou revoltada assim. Sinto informar: Eu ganhei minha bicicleta Caloi, sim! Mas me fizeram acreditar que tudo o que eu quisesse, eu teria no Natal.
Analisem comigo:
-Eu escrevi uma cartinha pedindo uma bicicleta.
-Uma bicicleta rosa apareceu no meu quintal.
-Minha mãe é uma atriz e fingiu que não sabia de nada.
-Eu tinha 6 anos e não percebi a máfia da bike rosa.
Todos já perceberam que a bicleta foi plantada no quintal, pela mafiosa da minha mãe. Que por sinal, já havia feito isso um ano antes com a boneca da Angélica, tirando proveito da minha inocência.
Pois bem, eu tinha certeza que o velho barbudo existia, e tudo o que eu quisesse poderia pedir no Natal. Um ano se passou e eu fui escolher o bendito presente natalino.
Eu queria ganhar as bonecas das Spice Girls, tipo assim, TODAS AS CINCO BONECAS:
Emma, Geri, Mel B, Mel C e Victoria.
Eu fiz tudo direitinho, escrevi a cartinha, entreguei pra minha mãe e esperei pelo presente.
Na noite de Natal eu estava muito ansiosa, ficava o tempo todo olhando pro céu, esperando o trenó aparecer e minhas bonecas serem depositadas na janela.
A ceia aconteceu normalmente, ganhei os presentes dos familiares, assisti ao Especial de Natal da Globo e nada do Velho chegar com minhas bonecas. A sorte dele é que na época não existia twitter, pois eu já teria o xingado muito #NoelPilantra.
A festa de Natal acabou, os convidados foram embora e eu fiquei na sala assistindo televisão, aguardando meu presente. Minha mãe que era comparsa do véio, nem pra me avisar que ele não viria. Aliás, nem pra me avisar que não tinha dinheiro para comprar as 5 bonecas, que na época custava 70 reais cada uma, ou seja, 350 reais seria o meu presente.
O relógio andava e eu não parava de olhar. Deu uma hora da manhã e eu resolvi diminuir meu pedido. Pensei sozinha:
“Papai Noel, pode trazer só quatro bonecas, eu não quero a Mel C”
Mesmo assim, não chegou nada... Os ponteiros continuavam a andar e minha esperança não morria de jeito nenhum.
Às 01:30 eu dispensei a Mel B e pensei novamente:
“Papai Noel, só traga 3 bonecas”
Vejam como eu era boazinha, reduzi o custo do meu presente em 140 reais.
Mais 20 minutos se passaram e NADA das renas no céu, eu já tava desesperada, mas mantive o pensamento positivo! Minha mãe já sabendo que eu não iria ganhar nada daquele veio safado, soltou a frase:
-Thaís, Papai Noel tá sem dinheiro...
Aí eu:
-Tá bom então eu só quero duas bonecas, a Emma e a Geri.
Gente, eu abri mão da Victoria Beckham e o Noel nem pra se sensibilizar?
DEU 2 DA MANHÃ E NADA DO MEU PRESENTE, aí eu apelei, mermão. Apelei mesmo:
“Papai Noel eu SÓ QUERO A BONECA DA GERI”
Velhoooo, num é possível, ele não tinha 70 reais pra comprar um presente pra mim? O que ele gasta como salário das Renas é bem mais que isso. O que ele gasta com aquela roupa vermelha ridícula, também é bem mais, ou vocês acham que veludo pra fazer uma roupa que caiba num obeso daqueles é barato? E ele não foi capaz de me trazer uma bonequinha?
Ah fala sério...
Depois disso tudo eu fui dormir, muito triste obviamente e desiludida com o Natal.
Alguns anos mais tarde minha mãe abriu o jogo comigo e disse que não tinha condições de dar 350 reais num presente pra mim e que Papai Noel nunca existiu.
Com isso aprendi:
-Antes de escrever sua cartinha pro Papai Noel veja o saldo bancário dos seus pais.
-No dia do Natal fique atento a movimentação na sua casa, pois é quando estamos distraídos que a máfia acontece.
- Se papai Noel não chegar até meia-noite, pode tirar sua Rena da chuva, ele não vem mais.
E por último:
Nunca peça uma coleção de bonecas ao Papai Noel, pois ele é mão de vaca.
Beijos,
Thaís.
Mas porque eu tenho todos os motivos para odiá-lo? Vocês saberão, ao ler mais um drama infantil de quem sofreu com a ilusão natalina, mas que hoje superou e pode contar sem lágrimas nos olhos.
Quando eu era criança, queria muito uma bicicleta. Quero dizer, eu e todas as crianças do mundo sonhávamos com uma bicicleta no Natal... Bando de criança clichê viu? Vou te contar...
Como de costume, em Novembro escrevi minha cartinha para o bom velhinho e pedi para minha mãe colocá-la no correio.
Caros leitores, se hoje, temos no mundo milhares de assassinos e marginais, com toda a certeza do a culpa é do Papai Noel. Beleza, que criança tem que acreditar que ele exista e que os sonhos são reais. Mas porque mandam a gente escrever uma carta se nem endereço nos dão?
Vocês devem tá pensando que eu não ganhei minha bicicleta e por isso sou revoltada assim. Sinto informar: Eu ganhei minha bicicleta Caloi, sim! Mas me fizeram acreditar que tudo o que eu quisesse, eu teria no Natal.
Analisem comigo:
-Eu escrevi uma cartinha pedindo uma bicicleta.
-Uma bicicleta rosa apareceu no meu quintal.
-Minha mãe é uma atriz e fingiu que não sabia de nada.
-Eu tinha 6 anos e não percebi a máfia da bike rosa.
Todos já perceberam que a bicleta foi plantada no quintal, pela mafiosa da minha mãe. Que por sinal, já havia feito isso um ano antes com a boneca da Angélica, tirando proveito da minha inocência.
Pois bem, eu tinha certeza que o velho barbudo existia, e tudo o que eu quisesse poderia pedir no Natal. Um ano se passou e eu fui escolher o bendito presente natalino.
Eu queria ganhar as bonecas das Spice Girls, tipo assim, TODAS AS CINCO BONECAS:
Emma, Geri, Mel B, Mel C e Victoria.
Eu fiz tudo direitinho, escrevi a cartinha, entreguei pra minha mãe e esperei pelo presente.
Na noite de Natal eu estava muito ansiosa, ficava o tempo todo olhando pro céu, esperando o trenó aparecer e minhas bonecas serem depositadas na janela.
A ceia aconteceu normalmente, ganhei os presentes dos familiares, assisti ao Especial de Natal da Globo e nada do Velho chegar com minhas bonecas. A sorte dele é que na época não existia twitter, pois eu já teria o xingado muito #NoelPilantra.
A festa de Natal acabou, os convidados foram embora e eu fiquei na sala assistindo televisão, aguardando meu presente. Minha mãe que era comparsa do véio, nem pra me avisar que ele não viria. Aliás, nem pra me avisar que não tinha dinheiro para comprar as 5 bonecas, que na época custava 70 reais cada uma, ou seja, 350 reais seria o meu presente.
O relógio andava e eu não parava de olhar. Deu uma hora da manhã e eu resolvi diminuir meu pedido. Pensei sozinha:
“Papai Noel, pode trazer só quatro bonecas, eu não quero a Mel C”
Mesmo assim, não chegou nada... Os ponteiros continuavam a andar e minha esperança não morria de jeito nenhum.
Às 01:30 eu dispensei a Mel B e pensei novamente:
“Papai Noel, só traga 3 bonecas”
Vejam como eu era boazinha, reduzi o custo do meu presente em 140 reais.
Mais 20 minutos se passaram e NADA das renas no céu, eu já tava desesperada, mas mantive o pensamento positivo! Minha mãe já sabendo que eu não iria ganhar nada daquele veio safado, soltou a frase:
-Thaís, Papai Noel tá sem dinheiro...
Aí eu:
-Tá bom então eu só quero duas bonecas, a Emma e a Geri.
Gente, eu abri mão da Victoria Beckham e o Noel nem pra se sensibilizar?
DEU 2 DA MANHÃ E NADA DO MEU PRESENTE, aí eu apelei, mermão. Apelei mesmo:
“Papai Noel eu SÓ QUERO A BONECA DA GERI”
Velhoooo, num é possível, ele não tinha 70 reais pra comprar um presente pra mim? O que ele gasta como salário das Renas é bem mais que isso. O que ele gasta com aquela roupa vermelha ridícula, também é bem mais, ou vocês acham que veludo pra fazer uma roupa que caiba num obeso daqueles é barato? E ele não foi capaz de me trazer uma bonequinha?
Ah fala sério...
Depois disso tudo eu fui dormir, muito triste obviamente e desiludida com o Natal.
Alguns anos mais tarde minha mãe abriu o jogo comigo e disse que não tinha condições de dar 350 reais num presente pra mim e que Papai Noel nunca existiu.
Com isso aprendi:
-Antes de escrever sua cartinha pro Papai Noel veja o saldo bancário dos seus pais.
-No dia do Natal fique atento a movimentação na sua casa, pois é quando estamos distraídos que a máfia acontece.
- Se papai Noel não chegar até meia-noite, pode tirar sua Rena da chuva, ele não vem mais.
E por último:
Nunca peça uma coleção de bonecas ao Papai Noel, pois ele é mão de vaca.
Beijos,
Thaís.
domingo, 10 de julho de 2011
versão 2.0
Dia 10 de Julho de 1991 nascia uma pessoa maravilhosa: EU!
Hahaha, pra quem não sabe, hoje é meu aniversário e como não podia deixar de ser,
vim compartilhar esse momento com vocês, que sempre estão lendo meu blog, comentando, rindo. Brigadão, pessoal! Fico muito feliz com isso.
Hoje eu não vou postar uma história, pois to sem tempo para escrevê-la.
Vou contar três coisinhas sobre o meu dia:
- Eu nasci no dia da pizza. (agora eu entendo porque tenho essa bordinha de catupiry na barriga)
- Quando eu nasci, a médica chegou no quarto e disse pra minha mãe: “infelizmente tive que fazer um corte maior, a cabeça da criança é um pouco grande”. Como percebem, sofro bullying desde a maternidade e Graças à Deus o parto de mamãe não foi normal, porque né...
-Eu nunca comemorei meu aniversário no colégio/faculdade, sempre sonhei com um “Parabéns pra você” na sala e nunca tive. Se um dia eu for psicopata, vocês já sabem o motivo.
Então é isso, pessoal... Só espero que ninguém cante pra mim hoje:
“Hoje vai ter uma festa, bolo, guaraná, muitos doces pra você”
Pois eu NÃO BEBO REFRIGERANTE.
hihihi, beeeijos,
Thaís na versão 2.0
Hahaha, pra quem não sabe, hoje é meu aniversário e como não podia deixar de ser,
vim compartilhar esse momento com vocês, que sempre estão lendo meu blog, comentando, rindo. Brigadão, pessoal! Fico muito feliz com isso.
Hoje eu não vou postar uma história, pois to sem tempo para escrevê-la.
Vou contar três coisinhas sobre o meu dia:
- Eu nasci no dia da pizza. (agora eu entendo porque tenho essa bordinha de catupiry na barriga)
- Quando eu nasci, a médica chegou no quarto e disse pra minha mãe: “infelizmente tive que fazer um corte maior, a cabeça da criança é um pouco grande”. Como percebem, sofro bullying desde a maternidade e Graças à Deus o parto de mamãe não foi normal, porque né...
-Eu nunca comemorei meu aniversário no colégio/faculdade, sempre sonhei com um “Parabéns pra você” na sala e nunca tive. Se um dia eu for psicopata, vocês já sabem o motivo.
Então é isso, pessoal... Só espero que ninguém cante pra mim hoje:
“Hoje vai ter uma festa, bolo, guaraná, muitos doces pra você”
Pois eu NÃO BEBO REFRIGERANTE.
hihihi, beeeijos,
Thaís na versão 2.0
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Será que ele é?
Eu tenho uma amiga que me pediu muuito para ter uma história dela postada aqui no blog.
Como eu sou uma ótima amiga e faço o possível pela felicidade dela, vou contar uma situação engraçada que eu presenciei.
Eu e Juliana* estudávamos no mesmo colégio e no terceiro ano, é tradição viajar para Porto Seguro – BA, e claro que seguimos a tradição. Quem já foi, sabe do que eu tô falando... Uma viagem pedagógica, onde os alunos conhecem a fundo a história da nação, desfrutam de bons momentos com os amigos e deparam-se com alunos do Brasil todo.
Leia-se: A galera avacalha o sistema por uma semana, bebe como se não tivesse um fígado a zelar, fica com uma pessoa de cada estado (ou 8 de cada estado, varia de cada pessoa) e se alimenta muito bem (miojo no café, miojo no almoço, no jantar, miojo cru, miojo com vodka, miojo com leite condensado...)
Outro dia eu falo mais dessa viagem.
Eu e Juliana ficamos no mesmo quarto (nessa hora grande parte dos leitores já sabem de quem eu tô falando), era muito engraçado, passamos por bons momentos nessa viagem. Mas a parte engraçada aconteceu numa manhã ensolarada na Bahia. Um amigo nosso que é gay, o Lauro*, também estava nessa excursão e sempre ia lá no quarto papear, tirar cochilo... Essas coisas. Esse meu amigo é gay assumido e vive contando os casos que já teve.
Juliana, por outro lado, é 100% heterossexual e já ficou com um dos meninos mais populares de Recife. Aí vocês pensam: Ela ficou com Carlinhos Bala? Com Jason Wallace? Com Cardinot? Com Jota Ferreira? Com... Calma, gente, quando eu falo popular eu me refiro àquela pessoa que tá em todas as baladas da cidade, que é o primeiro a comprar o ingresso do open bar concorrido e tem um sobrenome de referência. Eu não posso colocar o nome da criatura no blog, por isso, chamarei o elemento de José Henrique Vila Saldanha Peixoto*
(ficou nome de rico, né?).
Juliana já tinha sido vista várias vezes ao lado de José Henrique Vila Saldanha Peixoto, nas baladinhas do Recife, se orgulhava de ter ficado com ele e dizia que o mesmo tinha o borogodó. Mas todos nós sabemos, que quando uma pessoa é Pop, todos os olhares viram-se para ela... Surgiu um boato que José Henrinque Vila Saldanha Peixotoqueimava a rosca era gay.. Boatos são boatos até que alguém me prove o contrário.
Muito bem, estávamos eu, Juliana e Lauro conversando no quarto em Porto Seguro, quando surgiu o assunto “Eu já fiquei com...”, cada um que contasse de algum boy que ficou.
Juliana viu que aquela era a hora exata de sondar com Lauro se José Henrique Vila Saldanha Peixoto era ou não era uma racha louca. (Gente, to me superando na baixaria).
Então Ju indagou:
-Lauro, tu sabe quem é Zé Henrique?
Lauro com cara de ai-como-eu-tô-bandida respondeu:
-José Henrique Vila Saldanha Peixoto?
Juliana toda orgulhosa:
-Sim, esse mesmo.
-JÁ PEGUEI!
Na moral, por que eu não gravei aquilo na hora? Vocês precisavam ver a cara de Juliana! Eu tive crises de riso...
Aí Lauro complementou:
- O que tem ele?
Juliana com o rabo entre as pernas:
-Eu também peguei.
Lauro sapequinha:
-Ain, ele é ótimo né? Um cavalheiro... Abre a porta do carro, paga a conta...
Antes que ele terminasse, eu interrompi:
-Lauro, tu fosse pros ” finalmentes” com José Henrique Vila Saldanha Peixoto?
Lauro poker face:
-COOOM CERTEZA, QUERIDA!
Na boa, por mais que eu descreva a cena, vocês não podem imaginar a cara de Juliana nessa hora... Ela ficou um pouco decepcionada. Imaginem, pô, seu castelo de ilusão sendo destruído.
Bem, depois que os dois descobriram que tinham um bofe em comum, começaram a comentar do indivíduo. Pois é, José Henrique Vila Saldanha Peixoto bate cabelo na boate gay, dança Lady Gaga no chuveiro e chora assistindo Titanic.
Com isso aprendi:
- Procure homens com sobrenomes comuns (ex: Silva, Guedes, Cavalcanti..)
- Quando tiver com um boy, coloque Madonna ou Lady Gaga pra tocar, se o gato for gay, com certeza vai soltar o David Brazil que tem dentro dele.
-Dê ouvidos aos boatos.
E por último:
Não cascavie o passado do seu amigo gay, você pode ter uma surpresinha.
Beijos,
Thaís.
*Lauro, Juliana e José Henrique Vila Saldanha Peixoto são pseudônimos.
*Juliana, demorou mas sua história está no blog. :)
Como eu sou uma ótima amiga e faço o possível pela felicidade dela, vou contar uma situação engraçada que eu presenciei.
Eu e Juliana* estudávamos no mesmo colégio e no terceiro ano, é tradição viajar para Porto Seguro – BA, e claro que seguimos a tradição. Quem já foi, sabe do que eu tô falando... Uma viagem pedagógica, onde os alunos conhecem a fundo a história da nação, desfrutam de bons momentos com os amigos e deparam-se com alunos do Brasil todo.
Leia-se: A galera avacalha o sistema por uma semana, bebe como se não tivesse um fígado a zelar, fica com uma pessoa de cada estado (ou 8 de cada estado, varia de cada pessoa) e se alimenta muito bem (miojo no café, miojo no almoço, no jantar, miojo cru, miojo com vodka, miojo com leite condensado...)
Outro dia eu falo mais dessa viagem.
Eu e Juliana ficamos no mesmo quarto (nessa hora grande parte dos leitores já sabem de quem eu tô falando), era muito engraçado, passamos por bons momentos nessa viagem. Mas a parte engraçada aconteceu numa manhã ensolarada na Bahia. Um amigo nosso que é gay, o Lauro*, também estava nessa excursão e sempre ia lá no quarto papear, tirar cochilo... Essas coisas. Esse meu amigo é gay assumido e vive contando os casos que já teve.
Juliana, por outro lado, é 100% heterossexual e já ficou com um dos meninos mais populares de Recife. Aí vocês pensam: Ela ficou com Carlinhos Bala? Com Jason Wallace? Com Cardinot? Com Jota Ferreira? Com... Calma, gente, quando eu falo popular eu me refiro àquela pessoa que tá em todas as baladas da cidade, que é o primeiro a comprar o ingresso do open bar concorrido e tem um sobrenome de referência. Eu não posso colocar o nome da criatura no blog, por isso, chamarei o elemento de José Henrique Vila Saldanha Peixoto*
(ficou nome de rico, né?).
Juliana já tinha sido vista várias vezes ao lado de José Henrique Vila Saldanha Peixoto, nas baladinhas do Recife, se orgulhava de ter ficado com ele e dizia que o mesmo tinha o borogodó. Mas todos nós sabemos, que quando uma pessoa é Pop, todos os olhares viram-se para ela... Surgiu um boato que José Henrinque Vila Saldanha Peixoto
Muito bem, estávamos eu, Juliana e Lauro conversando no quarto em Porto Seguro, quando surgiu o assunto “Eu já fiquei com...”, cada um que contasse de algum boy que ficou.
Juliana viu que aquela era a hora exata de sondar com Lauro se José Henrique Vila Saldanha Peixoto era ou não era uma racha louca. (Gente, to me superando na baixaria).
Então Ju indagou:
-Lauro, tu sabe quem é Zé Henrique?
Lauro com cara de ai-como-eu-tô-bandida respondeu:
-José Henrique Vila Saldanha Peixoto?
Juliana toda orgulhosa:
-Sim, esse mesmo.
-JÁ PEGUEI!
Na moral, por que eu não gravei aquilo na hora? Vocês precisavam ver a cara de Juliana! Eu tive crises de riso...
Aí Lauro complementou:
- O que tem ele?
Juliana com o rabo entre as pernas:
-Eu também peguei.
Lauro sapequinha:
-Ain, ele é ótimo né? Um cavalheiro... Abre a porta do carro, paga a conta...
Antes que ele terminasse, eu interrompi:
-Lauro, tu fosse pros ” finalmentes” com José Henrique Vila Saldanha Peixoto?
Lauro poker face:
-COOOM CERTEZA, QUERIDA!
Na boa, por mais que eu descreva a cena, vocês não podem imaginar a cara de Juliana nessa hora... Ela ficou um pouco decepcionada. Imaginem, pô, seu castelo de ilusão sendo destruído.
Bem, depois que os dois descobriram que tinham um bofe em comum, começaram a comentar do indivíduo. Pois é, José Henrique Vila Saldanha Peixoto bate cabelo na boate gay, dança Lady Gaga no chuveiro e chora assistindo Titanic.
Com isso aprendi:
- Procure homens com sobrenomes comuns (ex: Silva, Guedes, Cavalcanti..)
- Quando tiver com um boy, coloque Madonna ou Lady Gaga pra tocar, se o gato for gay, com certeza vai soltar o David Brazil que tem dentro dele.
-Dê ouvidos aos boatos.
E por último:
Não cascavie o passado do seu amigo gay, você pode ter uma surpresinha.
Beijos,
Thaís.
*Lauro, Juliana e José Henrique Vila Saldanha Peixoto são pseudônimos.
*Juliana, demorou mas sua história está no blog. :)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Brenninho fazendo arte
Hoje eu não vou postar uma história... Mas um presentinho muito bonitinho que eu ganhei do meu amigo Brenninho. Ele já me ajudou uma vez numa ilustração, de "A menina do banheiro", recordam?
Então, ele tem um blog http://www.notprettyregularly.blogspot.com/ com as criações dele.
Ele não faz publicidade, apesar de levar muito jeito, mas se garante muito.
Qualquer dia escrevo alguma história engraçada dele e sempre que ele fizer uma montagem referente ao
Não bebo refrigerante, vou postar! :)
Beijos e a até a próxima postagem.
Thaís.
Então, ele tem um blog http://www.notprettyregularly.blogspot.com/ com as criações dele.
Ele não faz publicidade, apesar de levar muito jeito, mas se garante muito.
Qualquer dia escrevo alguma história engraçada dele e sempre que ele fizer uma montagem referente ao
Não bebo refrigerante, vou postar! :)
Beijos e a até a próxima postagem.
Thaís.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Mickey no cemitério
Antes de escrever a história, gostaria que ninguém me julgasse, ao término da leitura. Por mais cruel que pareça, eu JURO que não me controlei no dia. Estamos combinados?
A morte nunca foi e nunca será uma coisa fácil de lidar, por mais banal que pareça ou por mais evoluído espiritualmente que sejamos, é sempre embaraçoso passar por uma perda.
Como já devem deduzir, a história de hoje conta uma fatalidade.
Era uma tarde como todas as outras, eu estava sozinha em casa, comendo meu bom Biscoito Treloso com um copo de água (e depois notando o dente preto), a Sessão da tarde estava uma maravilha como sempre e minha escoliose sendo moldada pelo sofá. O tédio reinava, a "Lagoa azul" também e os farelos do biscoito se espalhavam pelo sofá (Odeio do fundo do meu coração esse farelos, por isso enfio um biscoito de uma vez só na boca, para evitar a sujeira), mas vou parar de enrolar... Quando eu menos espero o telefone toca. Fui muito arretada atender, jurando que era a mulher do Asilo Vovô João* pedindo ajuda, atendi:
-Alô?
-Alô, é da casa da Fabíola*? (Fabíola é minha mãe)
-Oi, é sim, mas ela tá trabalhando... Quer deixar recado?
-Oi, Thaís, quem tá falando é o Mário*, marido de Luísa*...
Uma pausa para explicação: Minha mãe e Luísa são amigas há anos, eu nunca havia atendido a uma ligação de Mário (o casal mora no Acre*)... Mas fiquei na minha e prossegui a ligação.
-Oi , Mário... Olha, tu queres ligar para o trabalho dela?
-Quero sim, qual o número?
-3333-7777
-Ok, brigada.
Voltei para o meu sofá lindo, peguei meu Treloso novamente e... A porcaria do telefone tocou de novo. Fiquei muito P. da vida, mas fui atender.
-Alô?
-Oi, Thaís, sou eu, o Mário.. Não consegui falar com a Fabíola, posso deixar o recado contigo?
-Ah, claro (Agora que você me fez perder o começo da Lagoa azul, pode falar uma hora aqui comigo, imagine que eu sou seu chat amizade)
-Thaís, avisa a Fabíola que Dona Amara faleceu. (Dona Amara era a sogra dele, mãe de Luísa)
-SÉÉÉRIO? (podem falar o que quiser, que minha pergunta foi ridícula, mas sempre eu reajo à essas notícias da pior forma... preciso trabalhar isso melhor)
Mário sem acreditar na minha pergunta idiota respondeu:
-Sério, o enterro será no fim da tarde no cemitério “Descanse em paz”*
-Morreu de quê?
-Coração.
-Ok, vou avisar a minha mãe.
-Obrigada.
Nessa hora fiquei meio em choque, sei lá, eu gostava de Dona Amara, era uma ótima pessoa e sempre que me via, fazia uma festa. Mas deixei a tristeza de lado e tentei ligar pra minha mãe.
Liguei pra empresa, liguei pro celular, liguei pro orelhão na frente da empresa, liguei pro Papa e minha mãe não atendia.
Resolvi ligar pra minha vó, que conhecia Dona Amara, para dar a notícia e pedir que ela ligasse pra minha mãe, vai que ela atendia.
-Alô, vovó?
-Oi minha fofinha, diga..
-Sabe quem morreu? (como podem perceber eu sou um pouco sem noção)
-Sei não..
-Dona Amara!
-Hen hen, foi nada! (E agora vocês percebem que genética é tudo.)
-Pois foi, vó, liga pra minha mãe e avisa, que eu não tô conseguindo.
-Tá certo, vou ligar...
Fui assistir ao filme, comer meu biscoito, mesmo que muito triste, não podia fazer nada, né?
Gente, de repente o portão abre, minha mãe chega aos prantos:
-Thaís, DONAAAAA AMARA MORREU!!!!!!!!!!!!!!!
-Eu sei mãe, eu mandei minha vó te ligar.
-Meeeu Deuuuuuuus, como aconteceu isso?
-Morreu, ué... Coração e tal..
-Se arrume, vamos ao enterro!
-Tá, mãe. (eu ia perder Malhação, mas tudo bem, não podia deixar minha mãe sozinha nessa hora).
Fomos ao cemitério. E antes de qualquer coisa, preciso dizer que é só entrar num cemitério que eu começo a rir, é tipo de nervoso sabe? Incontrolável. Contive-me e desci do táxi.
Todos choravam muito (Sério, Thaís? E a gente achando que tava rolando um Festival de Verão no cemitério) e eu sempre perto da minha mãe, já que o momento era difícil para todos.
Demos uma olhadinha no caixão, Dona Amara morreu serena. Falamos com a família toda, Luísa e Mário, o Viúvo e os demais.
Numa hora eu estava perto do caixão quando ouvi uma conversa de duas vizinhas de Dona Amara:
-Ela tava em depressão, por isso fez o que fez.
Minha mãe olhou pra mim e disse soletrando, praticamente:
- E-l- a s-e m-a-t-o-u
Fiquei em choque.É muito difícil entender como alguém, aparentemente feliz, tirou sua própria vida. Mas não podemos julgar ninguém, cada um tem problemas e a força para superá-los depende de cada um.
O velório continuava, as pessoas chegavam e eu rezava para que tudo acabasse logo, tava angustiada. Mas a verdade é: Sempre tem um lado engraçado em tudo na vida.
Eu estava sentadinha esperando a hora do enterro, quando minha mãe me chama:
-Thaís, olha quem chegou (isso bem baixinho).
-Quem?
-Lili*... (Ela é dona de um Buffet infantil, que tem todos os personagens da Disney, para animar as crianças)
Na hora eu só tive um pensamento:
-Mãe, o Mickey veio?
Minha mãe não entendeu e questionou com a cabeça...
Eu repeti:
-O Mickey veio com Lili?
Nessa hora minha mãe começou a rir muito. Como eu sou uma boa filha fui abraçá-la e disse no ouvido dela:
-O Pato Donald veio também.
Bicho, nesse momento eu e minha mãe já estávamos morrendo de rir, imaginando esses personagens no cemitério. Vocês aí façam um esforço e imaginem também.
Depois disso os parentes estavam dando o último adeus, todos muito comovidos com aquilo tudo...
Eu já não tava rindo, mas minha mãe resolveu chegar no meu ouvido e dizer:
-Thaís, sabe quem tá muito chateada?
-Quem?
-Margarida!
-Han?
-É rapaz, roubaram o laço da Margarida e colocaram numa coroa de flores, ela tá reclamando com o Pato Donald.
Mermão, eu juro que nunca ri tanto. Para vocês terem ideia, acharam, que a gente tava chorando, deram lenço de papel e tudo mais... Mas tudo não passava de gargalhada.
Cheguei a um ponto, que tive que andar pelos túmulos para me recuperar.
Finalmente o corpo foi enterrado e eu pude voltar pra casa. Essa história aconteceu há uns 7 anos, mas até hoje eu lembro e conto pra todo mundo. Não pude colocar a história na integra, mas coloquei as principais partes.
Com isso aprendi:
-Nunca atenda o telefone quando estiver assistindo à Sessão da tarde e comendo Biscoito Treloso.
-Tente se controlar em velórios e enterros, pois o morto pode se vingar, nunca se sabe.
-Reze para que donas de buffets infantis não apareçam em um velório
E por último:
Jamais use o laço da Margarida numa coroa de flores, ela fica muito chateada.
Beijos,
Thaís.
*Fabíola, Mário, Luísa, Dona Amara e Lili são pseudônimos.
*Mudei o estado onde Luísa e Mário moravam e o nome do cemitério.
*Infelizmente tive uma crise nervosa e não consegui parar de rir, mas tenho total respeito por Dona Amara.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Nada Caliente
Essa história aconteceu com uma amiga minha, a Walquíria*, mas eu vou chamá-la de Wal, que fica mais fácil.
Wal sempre teve um gosto muito peculiar para homens. Falo isso com convicção, pois conheço grande parte dos homens com quem ela se envolveu. (O primeiro amor dela tinha um queixo que mais parecia um tobogã do Beach Park)
Essa minha amiga, faz coisas inusitadas... Mas com certeza, a história a seguir, é uma das maiores roubadas que essa garota já se meteu (Thaís jura que faz a propaganda da Sessão da tarde pra ta falando assim)
Mas vamos ao que interessa:
Acho que todo mundo já teve um professor ou professora por quem se “apaixonou”. Acho isso altamente normal. Na maioria das vezes a paixão é platônica, mas em outros casos, a tarefa de casa vai além do que se imagina. E foi assim que aconteceu com Walquíria.
Wal fazia um curso de espanhol... “Uh-la-la, muy caliente” vocês devem estar pensando. Sem dúvidas esse é um dos idiomas mais quentes do mundo. Imaginem só, um professor falando igualzinho ao Victor Valentim, deve ser no mínimo, interessante.
Wal desde o primeiro dia de aula, notou que o professor estava olhando para ela diferente do resto da turma. Adalberto* usava de todos os artifícios para impressionar sua aluna, puxava papo, usava exemplos na aula do tipo:
“Walquíria es muy guapa”
(Walquíria é muito bonita)
(Como vocês podem ver, Wal é uma menina fácil de se seduzir... Eu mesma só me impressionaria se o Adalberto se vestisse de toureiro, me desse rosas e cantasse "besame mucho".)
Mas minha querida Wal se encantou com o simples elogio que ele a fez.
O tempo foi passando, as aulas cada vez mais “atrativas” e Wal foi se envolvendo mais e mais com o seu mestre. Infelizmente, essa minha amiga, só me contou essa história, depois do fato consumado, ou melhor, quase consumado, vocês entenderão mais a frente.
Adalberto é torcedor fanático do Criciúma* e Walquíria é Rubro-Negra desde pequena. A partir daí vocês podem pensar que essa relação não ia a lugar nenhum. Seus bobinhos! Foi por conta dessa rivalidade futebolística que a atracion entre eles sucumbiu.
Depois de meses de conversa, aula
Juro que gostaria muito que a história terminasse por aqui, mas não. Adalberto chamou minha pobre, inocente e tímida amiga para um motel, isso mesmo, pessoal, MOTEL (era a primeira vez que Wal iria nesse estabelecimento). E ainda fez um pedido para sua aluninha:
- Vai com a camisa do Sport? Tenho um fetiche com isso.
Walquíria que não é boba nem nada, vestiu sua camisa rubro-negra, com uma lingerie nova por baixo e o esperou no lugar marcado.
Obviamente ele foi pontual, afinal, que professor não seria, sabendo que sua aluna iria fazer um trabalho extra em sua matéria?
Pois bem, eles chegaram ao tal motel e começaram a “namorar”... Obviamente não vou escrever aqui os detalhes que Wal me contou, pois levo em consideração que o blog não tem esse intuito... Mas eu devo e vou contar a melhor parte:
Adalberto simplesmente brochou!
Juro, que quando ouvi essa história imaginei muito Adalberto falando:
- Esa es la primera vez que me pasa eso!
(essa é a primeira vez que isso me acontece)
Depois dessa frustração homérica, os dois almoçaram e foram pra casa.
As aulas de Wal devem ter esfriado loucamente e Adalberto nunca mais passou nenhum dever de casa pra ela. Pelo menos Walquíria aprendeu um novo idioma, comeu um bom almoço e tem história pra contar.
Com isso aprendemos que:
-Jamais estude espanhol. Professores de grego ou latim não vão te seduzir, por exemplo.
-Faça as tarefas de casa que estão no LIVRO e nada mais...
-Saia para um barzinho, caso role um convite do professor.
Por último:
Español no es nada caliente.
Besos,
Thaís.
*Walquíria e Adalberto são pseudônimos, e eu mudei o time de Adalberto.
*A foto de Victor Valentim é meramente ilustrativa, pois Adalberto não é bonito, #prontofalei
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Está na Bíblia.
Eu tenho muitas saudades da época do colégio. Sinto falta de algumas coisas, como:
Meu professor de literatura que era lindo... Gente, é sério, tudo o que eu aprendi sobre Machado de Assis e Cia, eu devo a ele. Mas acho melhor mudar de assunto, pois esse mestre merece uma história só pra ele.
Sinto falta do contato diário com meus amigos, da responsabilidade que era bem menor, naquela época. Mas nada me faz tanta falta quanto o fato de ir de Condução Escolar pro colégio.
Quando eu entrei na faculdade, entrei também num submundo: o do ônibus CDU/CAXANGÁ/BOA VIAGEM, toda manhã, quando eu subo nele, só me vem um único pensamento na cabeça “Eu era feliz e não sabia”. O cheiro do desodorante vencido (em plena 7 da manhã), o empurra-empurra e as acochadas, me fazem lembrar os momentos felizes que passei na Condução de Tio Carlos*.
Eu sempre fui de transporte escolar pro colégio, do maternal ao 3º ano.
Normalmente, nesses transportes, a maioria dos alunos tem menos de 10 anos de idade.Cansei de ouvir as músicas de High School Musical e Rebelde. Mas (por sorte) eu não era a única idosa de lá, uma grande amiga, a Patrícia*, desfrutou de bons momentos com a criançada.
(Falei igual ao Palhaço Chocolate agora).
Eu e Patrícia, ríamos muito com as crianças. E como não podia deixar de ser, abusávamos da inocência infantil, inventando cada mentira horrível (Espero que a mãe de nenhum deles leia essa história).
Porém, dou minha palavra que nunca contei pra eles que Papai Noel não existe, que a Fadinha dos dentes é uma estelionatária e que eles não nasceram da cegonha (Até porque, do jeito que o mundo anda, eu aprendi isso com eles).
O mais engraçado de conviver com eles, é que os pimpolhos acreditavam em TUDO o que a gente dizia, tudo mesmo. Uma vez eu e Patrícia dissemos que sabíamos falar inglês fluentemente, e começamos um diálogo mais ou menos assim:
-Everybody
-Rock your body
-Everybody
-Rock your body right
-Backstreet's Back alright.
Eles ficaram encantados com nossa desenvoltura lingüística, e, coitados, mal sabem eles que foram lesados.
Mas a história de hoje aconteceu em um dia depois da aula, por volta das 12:30. Foi mais ou menos assim:
Rafaela*, uma das meninas da condução, que tinha uns 7 anos, foi chamar Carlos, o motorista do transporte e claro que ela o chamava de” Tio Carlos”:
-Tio Carlos, o senhor vai dar bombom hoje? (Ele sempre dava, nas sextas)
Eu olhei pra ela, bem séria e disse:
-Rafaela, por que tu chama Carlos de tio? Ele é irmão da tua mãe ou teu pai?
Ela, um pouco confusa, respondeu:
-Não... Mas eu tenho que chamar ele de Tio.
Aí eu, muito malignamente disse:
-Sabia que é errado, chamar alguém que não é seu tio de verdade de Tio?
Rafaela ficou preocupada.
Aí Patrícia disse:
- Pois é Rafa, isso é pecado e Deus castiga.
Rafaela meio desconfiada retrucou:
-É nada, eu chamo todo mundo de tio e tia.
Eu com a maior cara de pau do mundo:
-É pecado, está na Bíblia.
Patrícia ainda completou:
-Mateus, capítulo 2, versículo 4...
Na mesma hora eu disse:
-Tá escrito “Não chamarás em vão, aquele que não for parente”
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, Vocês precisavam ver a cara de Rafaela nessa hora.
Ela ficou muuito preocupada, afinal, ela era uma pecadora desde os 3 anos de idade, no mínimo. Mas mesmo assim ainda duvidou.
Então Patrícia disse:
-Procure na Bíblia, Mateus 2:4.
Depois disso, Rafaela cada vez que ia falar com Tio Carlos, ficava com muito medo.
Mas tudo bem, ela foi pro colégio e eu e Patrícia não parávamos de rir. Sério, fiquei com uma dor de tanto gargalhar.
No outro dia Rafaela chega na condução dizendo que foi ver na Bíblia e não tinha isso. No mínimo ela contou pra mãe, e ela disse que era mentira.
Aí Patrícia disse:
-Que cor é a bíblia da sua casa?
Rafaela:
-Marrom
Patrícia:
-Pois é, só tem isso escrito na bíblia Azul.
Até hoje lembro da carinha desesperada dela.
Vocês podem até achar que éramos odiadas, por essas crianças, mas no meu último dia de condução, todas choraram muito. E antes que alguém diga que foi de felicidade,eu deixo claro que foi de tristeza, me senti como a Xuxa nesse dia.
Com isso aprendi:
-Nunca deixem seus filhos conversarem com gente tão mais velha.
-Não minta pra crianças, a não ser que seja necessário
-Tenha sempre duas bíblias de cores diferentes em casa.
e por último:
Não chamarás em vão, aquele que não for parente.Beijos,
Thaís.
*Tio Carlos, Rafaela e Patrícia são pseudônimos.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A menina do banheiro
Muita gente acredita na lenda urbana da Loira do banheiro, né?
Eu preciso compartilhar um fato com vocês: Por pouco eu não virei a menina do banheiro.
Sim. Menina, por que eu tinha apenas 6 anos, quando essa história aconteceu.
O ano era 1997. Nessa época, Chiquititas estava no auge do sucesso, Titanic era o filme mais comentado do momento, Lady Diana faleceu, Fernando Henrique era nosso Presidente, minha mãe assistia “Por amor” na Globo, Sandy não era Devassa e Júnior ainda estava na mídia,
“George: O rei da floresta” ainda era um filme inédito, Ivete Sangalo não era milionária. E eu, estava na Alfabetização.
Como toda criança, de seis anos de idade, minhas manhãs se resumiam a:
-Colar papel crepom picado num desenho.
-Usar tinta Guache como uma fonte inesgotável.
-Escrever textos ricos do tipo: “A bola é vermelha”, “A menina é bonita”, “A flor é rosa”
-Sentar no chão, até a bunda ficar quadrada, ao som de Eliana, Angélica ou Xuxa.
-Correr na hora do recreio para pegar o balanço vazio.
Eu estudava num colégio, que, ficava em frente ao Edifício onde eu morava, era tão perto que eu
A minha sala de aula era ampla e tinha uma peculiaridade: Nela havia um banheiro.
Tudo bem que criança não consiga segurar
Era uma manhã ensolarada, de sexta-feira. Sim, eu tenho boa memória! Tudo ocorria muito bem... Mas é como dizem “Bom demais pra ser verdade”.
Eu já tinha feito a caligrafia do dia (Acho que em vão, pois até hoje minha letra parece uma psicografia).
Já tinha desenhado uma árvore e era chegada a hora mais esperada do dia:
Sentar no chão para ouvir música!
#TODASGRITA
No meio da música “borboletinha tá na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha”, fiquei muito apertada e fui fazer xixi. Fiz xixi e lavei minhas mãos, assim como o Castelo Ra-tim-bum me ensinou. Quando eu girei a maçaneta da porta, SIMPLESMENTE NÃO ABRIA, NÃO ABRIA.
Fiquei desesperada, louca, alucinada...” E agora? O que farei?” pensei na hora.
Resolvi bater na porta e gritar. Mas a música da Eliana estava muito alta, e 25 crianças cantavam junto com a professora, Tia Dandara*.
Reparei que a janela do banheiro tinha vista para minha casa! Subi na privada e comecei a gritar desesperadamente:
-NAAAAALVA, NAAAAALVA, NAAAAALVA (minha babá, na época)
E Nalva ouviu? NÃO ¬¬
Eu já tava conformada com a ideia de morar no banheiro... Olhei pra torneira e logo pensei :
“Quando eu sentir sede, vou tomar essa água”
(o que mais me doía é que do outro lado da porta, na minha lancheirinha, estava minha garrafinha de Pitchula Guaraná, e eu iria tomar água da COMPESA. Oh, vida injusta!)
Mas tudo bem até aí... mas e quando a fome batesse?
E quando a escola fechasse?
Por que provavelmente, quando Nalva fosse me buscar e não me achasse lá, minha mãe ia na polícia dizer que eu fui sequestrada.
Comecei a imaginar minha vida toda naquele banheiro... eu crescendo, e comemorando anos de vida junto com uma privada, uma pia, um espelho e uma toalhinha (que por sinal, era verde e muito fedida)... Imaginei minha mãe com outra filha e eu assistindo tudo da janelinha.
Me imaginei adulta e ainda assim, morando no banheiro.
Pra falar a verdade eu até comecei a me acostumar com a ideia, tirando o fato, claro, de morrer de fome. Isso era o pior, tendo em vista que sempre me alimentei direitinho.
Eu tava gostando da ideia, pois eu seria a primeira criança a morar sozinha, aos 6 anos de idade.
Depois de muito sofrimento, planos pro futuro (nada como a inocência de uma criança) e sede:
BEEEEEEEEEEEEEI! (Onomatopeia referente a porta abrindo violentamente).
Tia Dandara abriu a porta e me salvou!
Todas as crianças ficaram comovidas com meu caso, fizeram uma roda ao meu redor, me abraçaram, prometeram picolé (que até hoje não deram) e eu só fazia chorar.
Com isso aprendi:
-Nunca matricule seu filho numa escola que tem um banheiro dentro da sala de aula.
-Sempre leve comida, água mineral e celular ao banheiro, nunca sabemos quando vamos ficar presos.
-Peça pra abaixar a música da Eliana, quando você for se ausentar.
E o mais importante:
-SEMPRE AVISE A SUA BABÁ QUE VOCÊ PODE ESTAR NO BANHEIRO DA ESCOLA.
Beijos e Bom São João,
Thaís.
Obs:Tia Dandara é pseudônimo
Obs²: E gostaria de agradecer ao meu amigo Brenno, pela ilustração da história de hoje.
Ah, e ele tem um blog muito legal: http://notprettyregularly.blogspot.com/
Obs³: Gostaria de agradecer também, à todos, que acessaram o Não bebo refrigerante. Brigadão, tá :)
Depois do São João, prometo uma história massa... Já que no feriado ficarei impossibilitada de postar.
terça-feira, 21 de junho de 2011
O bolo de casamento
Eu era caloura na Faculdade, quando essa história aconteceu. Acho que foi um trote, que ninguém me avisou. Mas, tudo bem, foi o seguinte:
Estava andando pela Faculdade, mais especificamente, pela cantina e reparei que tinham muitos alunos jogando dominó, baralho ou Uno, durante o horário de aula. Todos sabem que quando se ingressa numa graduação, Dominó I e II, introdução ao baralho e História do Uno, tornam-se cadeiras indispensáveis para um bom currículo. Particularmente, não gosto desses jogos... Sei lá, acho que pra jogar dominó, por exemplo, é necessário saber magia negra, pra descobrir as peças dos outros jogadores. E foi justamente, com essa brincadeira que começa tudo.
Três alunos estavam jogando, quando de repente o Roberto* me chama:
-Ei, menina, joga com a gente? Só falta uma partida para irmos para aula..
-Oi? Pô, desculpa, não sei jogar.
-Precisa saber não, é só para terminar essa partida, custa nada, vaai..
Me sentei na mesa, respirei 3 vezes e peguei as pedras. Durante o jogo Roberto me perguntou várias coisas: Nome, lugar, objeto, cor, fruta, programa de Tv... E eu fui respondendo, simpática que sou. O jogo finalmente acabou e eu me despedi dos três.
À noite, quando abri meu Orkut, Roberto havia me adicionado. Como assim? Eu só disse meu primeiro nome, onde ele arrumou meu Orkut? Aceitei normalmente.
No dia seguinte, recebo um depoimento dele: Me dá teu MSN?
Talvez se eu não tivesse dado, meu prejuízo futuro não teria sido tão grande... Mas continuemos.
Dei o bendito MSN, e conversamos por algum tempo. Roberto começara a dar em cima de mim, e pediu meu celular. Oh, meu Deus, o que eu faço?
Achei chato negar, mas já estava pensando numa desculpa, caso ele desse em cima de mim, novamente.
Ele me mandou algumas mensagens e percebi que tinha que cortá-lo, sem ser grossa. Resolvi então dizer que tinha acabado um namoro recentemente e não rolava. Ele entendeu, pelo menos foi o que pareceu. Nascia daí uma boa amizade.
Um mês se passou e Roberto começou a namorar. Ele me disse todo entusiasmado, que havia encontrado a mulher da vida dele. Sinceramente, nem levei a sério, eu mesma já encontrei o homem da minha vida 723 vezes. Mas dei muito apoio e disse que contasse comigo, sempre que fosse preciso.
O tempo foi passando, O álbum “E(L)A” no Orkut estava cada dia mais cheio de fotos, declarações e músicas de Belo. Vi que o Roberto, realmente havia encontrado sua cara metade.
Estávamos no mês de Maio, quando Roberto chega com uma bomba no MSN:
-VOU CASAR!
Gente, é sério, eram TRêS MESES DE NAMORO E JÁ IA CASAR? Graças à Deus, pelo MSN ele não viu minha cara, mas fiquei chocada e perguntei o por que dessa decisão tão séria.
-Ah, Thaís, to amando e sei que ela é a mulher da minha vida.
Achei que fosse fogo de palha e na primeira discussão, ele mudaria de ideia. Doce engano.
Agoora começa a parte tensa da história: Quando Roberto me chamou pra ser a madrinha do casório.
Na hora eu respondi:
-Com certeza, Robertinho, e ainda darei o bolo do casamento!
Pessoal, por favor, JAMAIS digam isso quando alguém chamar para tal cargo. Enquanto Bial aconselha a usar filtro solar, eu aconselho a não prometer o bolo do casamento.
Roberto retrucou:
-Sério? Pois em homenagem à você, vamos noivar no dia do seu aniversário!
Fiquei lisonjeada, e, apesar de o noivado ser um passo para o casamento, nunca imaginei que essa relação fosse chegar ao altar.
Eles noivaram no dia do meu aniversário, realmente e Roberto disse que o casamento seria no fim do ano. Juro, que, nessa hora bateu um frio na espinha, pois eu tinha prometido o B-O-L-O!
Mas deixei o tempo passar...
Chegou Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março e NADA do casamento. Nessa época eu nem lembrava mais da minha promessa. Como já disse no post anterior, sou péssima com isso.
Era uma linda tarde de Maio, quando abro o meu Orkut e vejo que tem um recado de Paula*, a noiva de Roberto. O Recado era mais ou menos assim:
“Madrinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,
O grande dia está chegando, queremos você ao nosso lado no altar.
bjuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus.”
Gente nessa hora, meu mundo caiu, a vontade de chorar era grande, mas fiquei calma e respondi:
“Como assim? Roberto não me disse nada... Quando será o grande dia?
Beijo”
Na verdade eu queria ter respondido:
“Paula, Estou fazendo intercâmbio em Hong-Kong, infelizmente não poderei comparacer ao casamento, mandarei um cartão para desejar toda felicidade para você e Roberto”
Quando eu menos esperava, Roberto me mandou um scrap:
“Madrinha, vamos nos casar em Julho.. O convite está sendo feito, já paguei o Buffet, não falei contigo antes, porque eu tava cheio de coisa pra fazer!”
Nessa hora eu entrei em desespero... Eu tinha 2 meses pra juntar dinheiro para um bolo de casamento. Com minha mesada, o máximo que o casal teria, era um Cupcake, e olhe lá!
Rezei pra que ele tivesse esquecido o presente que eu havia prometido e fingi que nada havia acontecido.
Alguns dias depois, Roberto, que já não entrava mais no MSN, resolveu entrar. Juro, que meu coração não acelerava tanto desde que meu paquerinha da época do colégio vinha falar comigo. E não, basta entrar no MSN, tem que conversar com a Madrinha.
- Oi, madrinhaaaaa. (leia-se: Quero o bolo)
- Oi, Robertinho, como vc está? (a minha hora estava chegando)
- Tô beem, tava precisando falar contigo... (ainda tinha esperanças que fosse outro assunto)
- Oi, pode falar, Robertinho...
- É que é um assunto delicado. (Pensei: Ou é putaria ou é o bolo. Porque quando homem começa com isso de “assunto delicado”, tem putaria no meio)
- Pode falar...
- Thaís, tu vai mesmo dar o bolo do meu casamento?
THAÍS QUERIA ESTAR OFFLINE... Mas respondi:
-Claro, pô, eu num prometi? Então! Pode deixar o bolo comigo :)
-Ah, ainda bem, fiquei com medo que tu não fosse dar... Nem me programei pra gastar com o bolo.
- Relaxa...
Resolvi então contar a grande novidade à minha mãe. Ela simplesmente respondeu:
-Thaís, você sabe quanto custa um bolo de casamento? Por que você não prometeu um Faqueiro Tramontina, um DVD ou conjunto de lençol?
-Mãe, eu ia adivinhar que um namoro de um mês ia virar um casamento?
Depois de ouvir muita reclamação, chamei os noivos aqui em casa para escolher o modelo do bolo, sabor e derivados. Preciso dizer que a noiva escolheu o bolo mais caro? Pois é, nada é tão ruim que não possa piorar.
No mês seguinte eu estava ao lado deles no altar, de fato, e falida, de fato, também.
Mas como tudo na vida, aprendi algumas lições:
-Nunca duvide do amor, por mais exagerado que ele seja.
-Nunca prometa um presente que não possa ser comprado num Home Center.
-Ser madrinha de casamento, nem sempre é uma honra.
E por último:
-JAMAIS JOGUE DOMINÓ COM ESTRANHOS, ELES PODEM ARRUINAR SUA VIDA.
Beijos,
Thaís.
Obs: Roberto e Paula são pseudônimos.
Estava andando pela Faculdade, mais especificamente, pela cantina e reparei que tinham muitos alunos jogando dominó, baralho ou Uno, durante o horário de aula. Todos sabem que quando se ingressa numa graduação, Dominó I e II, introdução ao baralho e História do Uno, tornam-se cadeiras indispensáveis para um bom currículo. Particularmente, não gosto desses jogos... Sei lá, acho que pra jogar dominó, por exemplo, é necessário saber magia negra, pra descobrir as peças dos outros jogadores. E foi justamente, com essa brincadeira que começa tudo.
Três alunos estavam jogando, quando de repente o Roberto* me chama:
-Ei, menina, joga com a gente? Só falta uma partida para irmos para aula..
-Oi? Pô, desculpa, não sei jogar.
-Precisa saber não, é só para terminar essa partida, custa nada, vaai..
Me sentei na mesa, respirei 3 vezes e peguei as pedras. Durante o jogo Roberto me perguntou várias coisas: Nome, lugar, objeto, cor, fruta, programa de Tv... E eu fui respondendo, simpática que sou. O jogo finalmente acabou e eu me despedi dos três.
À noite, quando abri meu Orkut, Roberto havia me adicionado. Como assim? Eu só disse meu primeiro nome, onde ele arrumou meu Orkut? Aceitei normalmente.
No dia seguinte, recebo um depoimento dele: Me dá teu MSN?
Talvez se eu não tivesse dado, meu prejuízo futuro não teria sido tão grande... Mas continuemos.
Dei o bendito MSN, e conversamos por algum tempo. Roberto começara a dar em cima de mim, e pediu meu celular. Oh, meu Deus, o que eu faço?
Achei chato negar, mas já estava pensando numa desculpa, caso ele desse em cima de mim, novamente.
Ele me mandou algumas mensagens e percebi que tinha que cortá-lo, sem ser grossa. Resolvi então dizer que tinha acabado um namoro recentemente e não rolava. Ele entendeu, pelo menos foi o que pareceu. Nascia daí uma boa amizade.
Um mês se passou e Roberto começou a namorar. Ele me disse todo entusiasmado, que havia encontrado a mulher da vida dele. Sinceramente, nem levei a sério, eu mesma já encontrei o homem da minha vida 723 vezes. Mas dei muito apoio e disse que contasse comigo, sempre que fosse preciso.
O tempo foi passando, O álbum “E(L)A” no Orkut estava cada dia mais cheio de fotos, declarações e músicas de Belo. Vi que o Roberto, realmente havia encontrado sua cara metade.
Estávamos no mês de Maio, quando Roberto chega com uma bomba no MSN:
-VOU CASAR!
Gente, é sério, eram TRêS MESES DE NAMORO E JÁ IA CASAR? Graças à Deus, pelo MSN ele não viu minha cara, mas fiquei chocada e perguntei o por que dessa decisão tão séria.
-Ah, Thaís, to amando e sei que ela é a mulher da minha vida.
Achei que fosse fogo de palha e na primeira discussão, ele mudaria de ideia. Doce engano.
Agoora começa a parte tensa da história: Quando Roberto me chamou pra ser a madrinha do casório.
Na hora eu respondi:
-Com certeza, Robertinho, e ainda darei o bolo do casamento!
Pessoal, por favor, JAMAIS digam isso quando alguém chamar para tal cargo. Enquanto Bial aconselha a usar filtro solar, eu aconselho a não prometer o bolo do casamento.
Roberto retrucou:
-Sério? Pois em homenagem à você, vamos noivar no dia do seu aniversário!
Fiquei lisonjeada, e, apesar de o noivado ser um passo para o casamento, nunca imaginei que essa relação fosse chegar ao altar.
Eles noivaram no dia do meu aniversário, realmente e Roberto disse que o casamento seria no fim do ano. Juro, que, nessa hora bateu um frio na espinha, pois eu tinha prometido o B-O-L-O!
Mas deixei o tempo passar...
Chegou Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março e NADA do casamento. Nessa época eu nem lembrava mais da minha promessa. Como já disse no post anterior, sou péssima com isso.
Era uma linda tarde de Maio, quando abro o meu Orkut e vejo que tem um recado de Paula*, a noiva de Roberto. O Recado era mais ou menos assim:
“Madrinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,
O grande dia está chegando, queremos você ao nosso lado no altar.
bjuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus.”
Gente nessa hora, meu mundo caiu, a vontade de chorar era grande, mas fiquei calma e respondi:
“Como assim? Roberto não me disse nada... Quando será o grande dia?
Beijo”
Na verdade eu queria ter respondido:
“Paula, Estou fazendo intercâmbio em Hong-Kong, infelizmente não poderei comparacer ao casamento, mandarei um cartão para desejar toda felicidade para você e Roberto”
Quando eu menos esperava, Roberto me mandou um scrap:
“Madrinha, vamos nos casar em Julho.. O convite está sendo feito, já paguei o Buffet, não falei contigo antes, porque eu tava cheio de coisa pra fazer!”
Nessa hora eu entrei em desespero... Eu tinha 2 meses pra juntar dinheiro para um bolo de casamento. Com minha mesada, o máximo que o casal teria, era um Cupcake, e olhe lá!
Rezei pra que ele tivesse esquecido o presente que eu havia prometido e fingi que nada havia acontecido.
Alguns dias depois, Roberto, que já não entrava mais no MSN, resolveu entrar. Juro, que meu coração não acelerava tanto desde que meu paquerinha da época do colégio vinha falar comigo. E não, basta entrar no MSN, tem que conversar com a Madrinha.
- Oi, madrinhaaaaa. (leia-se: Quero o bolo)
- Oi, Robertinho, como vc está? (a minha hora estava chegando)
- Tô beem, tava precisando falar contigo... (ainda tinha esperanças que fosse outro assunto)
- Oi, pode falar, Robertinho...
- É que é um assunto delicado. (Pensei: Ou é putaria ou é o bolo. Porque quando homem começa com isso de “assunto delicado”, tem putaria no meio)
- Pode falar...
- Thaís, tu vai mesmo dar o bolo do meu casamento?
THAÍS QUERIA ESTAR OFFLINE... Mas respondi:
-Claro, pô, eu num prometi? Então! Pode deixar o bolo comigo :)
-Ah, ainda bem, fiquei com medo que tu não fosse dar... Nem me programei pra gastar com o bolo.
- Relaxa...
Resolvi então contar a grande novidade à minha mãe. Ela simplesmente respondeu:
-Thaís, você sabe quanto custa um bolo de casamento? Por que você não prometeu um Faqueiro Tramontina, um DVD ou conjunto de lençol?
-Mãe, eu ia adivinhar que um namoro de um mês ia virar um casamento?
Depois de ouvir muita reclamação, chamei os noivos aqui em casa para escolher o modelo do bolo, sabor e derivados. Preciso dizer que a noiva escolheu o bolo mais caro? Pois é, nada é tão ruim que não possa piorar.
No mês seguinte eu estava ao lado deles no altar, de fato, e falida, de fato, também.
Mas como tudo na vida, aprendi algumas lições:
-Nunca duvide do amor, por mais exagerado que ele seja.
-Nunca prometa um presente que não possa ser comprado num Home Center.
-Ser madrinha de casamento, nem sempre é uma honra.
E por último:
-JAMAIS JOGUE DOMINÓ COM ESTRANHOS, ELES PODEM ARRUINAR SUA VIDA.
Beijos,
Thaís.
Obs: Roberto e Paula são pseudônimos.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Aberto ao público
Sempre que eu conto uma história, uma resenha ou faço um trocadilho, alguém me pergunta:
-Por que tu não escreve um blog?
-Por que tu não faz stand-up comedy? (Como se isso fosse fácil: pego um banquinho, um microfone e tenho um teatro lotado)
-Por que tu não coloca isso no twitter?
Ou às vezes nem perguntam nada, apenas exclamam:
-TU É RIDÍCULA, THAÍS *e alguns risos*! (Claro, que vejo isso, como um gesto carinhoso, é tipo um feedback mostrando o quão boa foi a história.)
Protelei muito até criar esse blog, mas sacomequié, tô de férias da faculdade, com mais tempo livre e acabei resolvendo postar os casos que meus amigos, conhecidos e familiares conhecem muito bem.
Aí, surge a pergunta: "Ei, abestalhada, e por quê escolhesse esse nome?"
Resposta: Pois foi o primeiro que me veio na cabeça!
Mentira, não foi bem assim... Na verdade pensei em outros nomes, mas estavam indisponíveis... Então eu pensei "Qual a história que eu mais conto na vida?"
e Tchaaaanran: Toda vez que eu vou almoçar/lanchar/jantar com alguém, que, não seja minha mãe, sempre me oferecem algum tipo de refrigerante e, toda vez, eu respondo com um singelo "Não bebo refrigerante".
Depois disso vem a 2ª pergunta: Mas por quê? Promessa? Regime? Religião? Medo de celulite?
Não foi nenhuma promessa. Apesar de eu sempre usar desse artifício na época do colégio quando via minhas notas de matemática, física e geometria... Nunca fui muito boa na hora de pagar uma promessa.
Uma vez prometi que se eu passasse por média, assistiria à novela Chocolate com pimenta ajoelhada no MILHO (e não aquele milho em conserva, milho de Pipoca). Acabei furando a promessa, mas fiquei com medo que no ano seguinte eu fosse reprovada por não ter assistido a tal novela ajoelhada no tal milho.
A novela já tinha acabado, mas eu sou inteligente, rapaz! Ajoelhei no milho por UMA HORA (mais ou menos o tempo que dura uma novela das seis, porque a das nove, dura cinco horas, dependendo do dia).
Resultado: Joelho em carne viva, mas passei pra 8ª série.
Não foi por religião. Pelo menos, na Bíblia, eu nunca li nada do tipo "Bebeis do vinho, que é o sangue de Cristo e dispensai a Coca-Cola que é o maior vício".
Não foi por medo de celulite. Até porque uma pessoa que come chocolate todo dia, fritura e tudo aquilo que o Globo Repórter proíbe a gente de comer, toda sexta à noite, tem medo do bicho papão, mas de celulite não!
Na realidade, eu tava fazendo um regime e decidi abdicar dessa bebida... Passaram-se dias, meses e quando vi não bebia refrigerante há cinco anos. Essa é uma linda história de garra e superação, né não?
Bem, agora, que vocês sabem que eu NÃO BEBO REFRIGERANTE, gostaria de explicar como serão as histórias postadas.
1- Todos os fatos são reais;
2- Podem ter ocorrido comigo ou algum conhecido meu;
3- Serão usados pseudônimos;
4- Se não for engraçada, me desculpa, as histórias aconteceram dessa forma
E por último: Espero que gostem :)
Um beijo,
Thaís.
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