Eu era caloura na Faculdade, quando essa história aconteceu. Acho que foi um trote, que ninguém me avisou. Mas, tudo bem, foi o seguinte:
Estava andando pela Faculdade, mais especificamente, pela cantina e reparei que tinham muitos alunos jogando dominó, baralho ou Uno, durante o horário de aula. Todos sabem que quando se ingressa numa graduação, Dominó I e II, introdução ao baralho e História do Uno, tornam-se cadeiras indispensáveis para um bom currículo. Particularmente, não gosto desses jogos... Sei lá, acho que pra jogar dominó, por exemplo, é necessário saber magia negra, pra descobrir as peças dos outros jogadores. E foi justamente, com essa brincadeira que começa tudo.
Três alunos estavam jogando, quando de repente o Roberto* me chama:
-Ei, menina, joga com a gente? Só falta uma partida para irmos para aula..
-Oi? Pô, desculpa, não sei jogar.
-Precisa saber não, é só para terminar essa partida, custa nada, vaai..
Me sentei na mesa, respirei 3 vezes e peguei as pedras. Durante o jogo Roberto me perguntou várias coisas: Nome, lugar, objeto, cor, fruta, programa de Tv... E eu fui respondendo, simpática que sou. O jogo finalmente acabou e eu me despedi dos três.
À noite, quando abri meu Orkut, Roberto havia me adicionado. Como assim? Eu só disse meu primeiro nome, onde ele arrumou meu Orkut? Aceitei normalmente.
No dia seguinte, recebo um depoimento dele: Me dá teu MSN?
Talvez se eu não tivesse dado, meu prejuízo futuro não teria sido tão grande... Mas continuemos.
Dei o bendito MSN, e conversamos por algum tempo. Roberto começara a dar em cima de mim, e pediu meu celular. Oh, meu Deus, o que eu faço?
Achei chato negar, mas já estava pensando numa desculpa, caso ele desse em cima de mim, novamente.
Ele me mandou algumas mensagens e percebi que tinha que cortá-lo, sem ser grossa. Resolvi então dizer que tinha acabado um namoro recentemente e não rolava. Ele entendeu, pelo menos foi o que pareceu. Nascia daí uma boa amizade.
Um mês se passou e Roberto começou a namorar. Ele me disse todo entusiasmado, que havia encontrado a mulher da vida dele. Sinceramente, nem levei a sério, eu mesma já encontrei o homem da minha vida 723 vezes. Mas dei muito apoio e disse que contasse comigo, sempre que fosse preciso.
O tempo foi passando, O álbum “E(L)A” no Orkut estava cada dia mais cheio de fotos, declarações e músicas de Belo. Vi que o Roberto, realmente havia encontrado sua cara metade.
Estávamos no mês de Maio, quando Roberto chega com uma bomba no MSN:
-VOU CASAR!
Gente, é sério, eram TRêS MESES DE NAMORO E JÁ IA CASAR? Graças à Deus, pelo MSN ele não viu minha cara, mas fiquei chocada e perguntei o por que dessa decisão tão séria.
-Ah, Thaís, to amando e sei que ela é a mulher da minha vida.
Achei que fosse fogo de palha e na primeira discussão, ele mudaria de ideia. Doce engano.
Agoora começa a parte tensa da história: Quando Roberto me chamou pra ser a madrinha do casório.
Na hora eu respondi:
-Com certeza, Robertinho, e ainda darei o bolo do casamento!
Pessoal, por favor, JAMAIS digam isso quando alguém chamar para tal cargo. Enquanto Bial aconselha a usar filtro solar, eu aconselho a não prometer o bolo do casamento.
Roberto retrucou:
-Sério? Pois em homenagem à você, vamos noivar no dia do seu aniversário!
Fiquei lisonjeada, e, apesar de o noivado ser um passo para o casamento, nunca imaginei que essa relação fosse chegar ao altar.
Eles noivaram no dia do meu aniversário, realmente e Roberto disse que o casamento seria no fim do ano. Juro, que, nessa hora bateu um frio na espinha, pois eu tinha prometido o B-O-L-O!
Mas deixei o tempo passar...
Chegou Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março e NADA do casamento. Nessa época eu nem lembrava mais da minha promessa. Como já disse no post anterior, sou péssima com isso.
Era uma linda tarde de Maio, quando abro o meu Orkut e vejo que tem um recado de Paula*, a noiva de Roberto. O Recado era mais ou menos assim:
“Madrinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,
O grande dia está chegando, queremos você ao nosso lado no altar.
bjuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus.”
Gente nessa hora, meu mundo caiu, a vontade de chorar era grande, mas fiquei calma e respondi:
“Como assim? Roberto não me disse nada... Quando será o grande dia?
Beijo”
Na verdade eu queria ter respondido:
“Paula, Estou fazendo intercâmbio em Hong-Kong, infelizmente não poderei comparacer ao casamento, mandarei um cartão para desejar toda felicidade para você e Roberto”
Quando eu menos esperava, Roberto me mandou um scrap:
“Madrinha, vamos nos casar em Julho.. O convite está sendo feito, já paguei o Buffet, não falei contigo antes, porque eu tava cheio de coisa pra fazer!”
Nessa hora eu entrei em desespero... Eu tinha 2 meses pra juntar dinheiro para um bolo de casamento. Com minha mesada, o máximo que o casal teria, era um Cupcake, e olhe lá!
Rezei pra que ele tivesse esquecido o presente que eu havia prometido e fingi que nada havia acontecido.
Alguns dias depois, Roberto, que já não entrava mais no MSN, resolveu entrar. Juro, que meu coração não acelerava tanto desde que meu paquerinha da época do colégio vinha falar comigo. E não, basta entrar no MSN, tem que conversar com a Madrinha.
- Oi, madrinhaaaaa. (leia-se: Quero o bolo)
- Oi, Robertinho, como vc está? (a minha hora estava chegando)
- Tô beem, tava precisando falar contigo... (ainda tinha esperanças que fosse outro assunto)
- Oi, pode falar, Robertinho...
- É que é um assunto delicado. (Pensei: Ou é putaria ou é o bolo. Porque quando homem começa com isso de “assunto delicado”, tem putaria no meio)
- Pode falar...
- Thaís, tu vai mesmo dar o bolo do meu casamento?
THAÍS QUERIA ESTAR OFFLINE... Mas respondi:
-Claro, pô, eu num prometi? Então! Pode deixar o bolo comigo :)
-Ah, ainda bem, fiquei com medo que tu não fosse dar... Nem me programei pra gastar com o bolo.
- Relaxa...
Resolvi então contar a grande novidade à minha mãe. Ela simplesmente respondeu:
-Thaís, você sabe quanto custa um bolo de casamento? Por que você não prometeu um Faqueiro Tramontina, um DVD ou conjunto de lençol?
-Mãe, eu ia adivinhar que um namoro de um mês ia virar um casamento?
Depois de ouvir muita reclamação, chamei os noivos aqui em casa para escolher o modelo do bolo, sabor e derivados. Preciso dizer que a noiva escolheu o bolo mais caro? Pois é, nada é tão ruim que não possa piorar.
No mês seguinte eu estava ao lado deles no altar, de fato, e falida, de fato, também.
Mas como tudo na vida, aprendi algumas lições:
-Nunca duvide do amor, por mais exagerado que ele seja.
-Nunca prometa um presente que não possa ser comprado num Home Center.
-Ser madrinha de casamento, nem sempre é uma honra.
E por último:
-JAMAIS JOGUE DOMINÓ COM ESTRANHOS, ELES PODEM ARRUINAR SUA VIDA.
Beijos,
Thaís.
Obs: Roberto e Paula são pseudônimos.
Êpaaaa...!!! Roberto sou euu! E outra...minha esposa escolheu o mais barato, sua mentirosaaa!! A gnt sabia q vc era cafuçu e n tinha como pagar..
ResponderExcluirBrenno, seu pseudonimo jamais seria Roberto.. deixa de ser assim
ResponderExcluirKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
ResponderExcluirKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Essa história é TOP demais! E nem venha com essa de que você nunca mais será madrinha... Você vai ser a MINHA. E digo logo que quero minha GELADEIRA. KKKKKKKK #CaraNaPoeira.
Tô amando, amiga.
:*
HASEIUHUESIHASIUEHASEIU ótimas lições de moral! adoreeei!
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkk, Moniii, ri demais!! "Ou é putaria ou é o bolo." kkkkkkkkkkk muito tua cara, isso!! Amei o blog! Beijinhos
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Brigada, Marcele.. Teu blog é um arraso visse, sempre leio :DD beeijos :**
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