quinta-feira, 30 de junho de 2011

Nada Caliente


Essa história aconteceu com uma amiga minha, a Walquíria*, mas eu vou chamá-la de Wal, que fica mais fácil.

Wal sempre teve um gosto muito peculiar para homens. Falo isso com convicção, pois conheço grande parte dos homens com quem ela se envolveu. (O primeiro amor dela tinha um queixo que mais parecia um tobogã do Beach Park)

Essa minha amiga, faz coisas inusitadas... Mas com certeza, a história a seguir, é uma das maiores roubadas que essa garota já se meteu (Thaís jura que faz a propaganda da Sessão da tarde pra ta falando assim)

Mas vamos ao que interessa:

Acho que todo mundo já teve um professor ou professora por quem se “apaixonou”. Acho isso altamente normal. Na maioria das vezes a paixão é platônica, mas em outros casos, a tarefa de casa vai além do que se imagina. E foi assim que aconteceu com Walquíria.

Wal fazia um curso de espanhol... “Uh-la-la, muy caliente” vocês devem estar pensando. Sem dúvidas esse é um dos idiomas mais quentes do mundo. Imaginem só, um professor falando igualzinho ao Victor Valentim, deve ser no mínimo, interessante.

Wal desde o primeiro dia de aula, notou que o professor estava olhando para ela diferente do resto da turma. Adalberto* usava de todos os artifícios para impressionar sua aluna, puxava papo, usava exemplos na aula do tipo:

“Walquíria es muy guapa”
(Walquíria é muito bonita)

(Como vocês podem ver, Wal é uma menina fácil de se seduzir... Eu mesma só me impressionaria se o Adalberto se vestisse de toureiro, me desse rosas e cantasse "besame mucho".)
Mas minha querida Wal se encantou com o simples elogio que ele a fez.

O tempo foi passando, as aulas cada vez mais “atrativas” e Wal foi se envolvendo mais e mais com o seu mestre. Infelizmente, essa minha amiga, só me contou essa história, depois do fato consumado, ou melhor, quase consumado, vocês entenderão mais a frente.

Adalberto é torcedor fanático do Criciúma* e Walquíria é Rubro-Negra desde pequena. A partir daí vocês podem pensar que essa relação não ia a lugar nenhum. Seus bobinhos! Foi por conta dessa rivalidade futebolística que a atracion entre eles sucumbiu.

Depois de meses de conversa, aula chata, troca de olhares e charminho, Adalberto finalmente chamou Wal para sair. O caro leitor deve estar imaginando que eles foram pra um restaurante espanhol, comer comida típica... Trocar uns passinhos de Dança Flamenca ou estudar mais espanhol, afinal, é isso que um professor espera de uma aluna: bom desempenho.

Juro que gostaria muito que a história terminasse por aqui, mas não. Adalberto chamou minha pobre, inocente e tímida amiga para um motel, isso mesmo, pessoal, MOTEL (era a primeira vez que Wal iria nesse estabelecimento). E ainda fez um pedido para sua aluninha:

- Vai com a camisa do Sport? Tenho um fetiche com isso.

Walquíria que não é boba nem nada, vestiu sua camisa rubro-negra, com uma lingerie nova por baixo e o esperou no lugar marcado.

Obviamente ele foi pontual, afinal, que professor não seria, sabendo que sua aluna iria fazer um trabalho extra em sua matéria?

Pois bem, eles chegaram ao tal motel e começaram a “namorar”... Obviamente não vou escrever aqui os detalhes que Wal me contou, pois levo em consideração que o blog não tem esse intuito... Mas eu devo e vou contar a melhor parte:

Adalberto simplesmente brochou!

Juro, que quando ouvi essa história imaginei muito Adalberto falando:

- Esa es la primera vez que me pasa eso!

(essa é a primeira vez que isso me acontece)

Depois dessa frustração homérica, os dois almoçaram e foram pra casa.

As aulas de Wal devem ter esfriado loucamente e Adalberto nunca mais passou nenhum dever de casa pra ela. Pelo menos Walquíria aprendeu um novo idioma, comeu um bom almoço e tem história pra contar.

Com isso aprendemos que:

-Jamais estude espanhol. Professores de grego ou latim não vão te seduzir, por exemplo.

-Faça as tarefas de casa que estão no LIVRO e nada mais...

-Saia para um barzinho, caso role um convite do professor.

Por último:

Español no es nada caliente.


Besos,

Thaís.

*Walquíria e Adalberto são pseudônimos, e eu mudei o time de Adalberto.
*A foto de Victor Valentim é meramente ilustrativa, pois Adalberto não é bonito, #prontofalei

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Está na Bíblia.




Eu tenho muitas saudades da época do colégio. Sinto falta de algumas coisas, como:

Meu professor de literatura que era lindo... Gente, é sério, tudo o que eu aprendi sobre Machado de Assis e Cia, eu devo a ele. Mas acho melhor mudar de assunto, pois esse mestre merece uma história só pra ele.
Sinto falta do contato diário com meus amigos, da responsabilidade que era bem menor, naquela época. Mas nada me faz tanta falta quanto o fato de ir de Condução Escolar pro colégio.

Quando eu entrei na faculdade, entrei também num submundo: o do ônibus CDU/CAXANGÁ/BOA VIAGEM, toda manhã, quando eu subo nele, só me vem um único pensamento na cabeça “Eu era feliz e não sabia”. O cheiro do desodorante vencido (em plena 7 da manhã), o empurra-empurra e as acochadas, me fazem lembrar os momentos felizes que passei na Condução de Tio Carlos*.

Eu sempre fui de transporte escolar pro colégio, do maternal ao 3º ano.
Normalmente, nesses transportes, a maioria dos alunos tem menos de 10 anos de idade.Cansei de ouvir as músicas de High School Musical e Rebelde. Mas (por sorte) eu não era a única idosa de lá, uma grande amiga, a Patrícia*, desfrutou de bons momentos com a criançada.
(Falei igual ao Palhaço Chocolate agora).

Eu e Patrícia, ríamos muito com as crianças. E como não podia deixar de ser, abusávamos da inocência infantil, inventando cada mentira horrível (Espero que a mãe de nenhum deles leia essa história).

Porém, dou minha palavra que nunca contei pra eles que Papai Noel não existe, que a Fadinha dos dentes é uma estelionatária e que eles não nasceram da cegonha (Até porque, do jeito que o mundo anda, eu aprendi isso com eles).

O mais engraçado de conviver com eles, é que os pimpolhos acreditavam em TUDO o que a gente dizia, tudo mesmo. Uma vez eu e Patrícia dissemos que sabíamos falar inglês fluentemente, e começamos um diálogo mais ou menos assim:

-Everybody
-Rock your body

-Everybody



-Rock your body right


-Backstreet's Back alright.

Eles ficaram encantados com nossa desenvoltura lingüística, e, coitados, mal sabem eles que foram lesados.

Mas a história de hoje aconteceu em um dia depois da aula, por volta das 12:30. Foi mais ou menos assim:
Rafaela*, uma das meninas da condução, que tinha uns 7 anos, foi chamar Carlos, o motorista do transporte e claro que ela o chamava de” Tio Carlos”:

-Tio Carlos, o senhor vai dar bombom hoje? (Ele sempre dava, nas sextas)

Eu olhei pra ela, bem séria e disse:

-Rafaela, por que tu chama Carlos de tio? Ele é irmão da tua mãe ou teu pai?

Ela, um pouco confusa, respondeu:

-Não... Mas eu tenho que chamar ele de Tio.

Aí eu, muito malignamente disse:

-Sabia que é errado, chamar alguém que não é seu tio de verdade de Tio?

Rafaela ficou preocupada.

Aí Patrícia disse:

- Pois é Rafa, isso é pecado e Deus castiga.

Rafaela meio desconfiada retrucou:

-É nada, eu chamo todo mundo de tio e tia.

Eu com a maior cara de pau do mundo:

-É pecado, está na Bíblia.

Patrícia ainda completou:

-Mateus, capítulo 2, versículo 4...

Na mesma hora eu disse:

-Tá escrito “Não chamarás em vão, aquele que não for parente”


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, Vocês precisavam ver a cara de Rafaela nessa hora.
Ela ficou muuito preocupada, afinal, ela era uma pecadora desde os 3 anos de idade, no mínimo. Mas mesmo assim ainda duvidou.

Então Patrícia disse:

-Procure na Bíblia, Mateus 2:4.

Depois disso, Rafaela cada vez que ia falar com Tio Carlos, ficava com muito medo.

Mas tudo bem, ela foi pro colégio e eu e Patrícia não parávamos de rir. Sério, fiquei com uma dor de tanto gargalhar.

No outro dia Rafaela chega na condução dizendo que foi ver na Bíblia e não tinha isso. No mínimo ela contou pra mãe, e ela disse que era mentira.

Aí Patrícia disse:

-Que cor é a bíblia da sua casa?

Rafaela:

-Marrom

Patrícia:

-Pois é, só tem isso escrito na bíblia Azul.

Até hoje lembro da carinha desesperada dela.

Vocês podem até achar que éramos odiadas, por essas crianças, mas no meu último dia de condução, todas choraram muito. E antes que alguém diga que foi de felicidade,eu deixo claro que foi de tristeza, me senti como a Xuxa nesse dia.

Com isso aprendi:

-Nunca deixem seus filhos conversarem com gente tão mais velha.

-Não minta pra crianças, a não ser que seja necessário

-Tenha sempre duas bíblias de cores diferentes em casa.

e por último:

Não chamarás em vão, aquele que não for parente.Beijos,


Thaís.

*Tio Carlos, Rafaela e Patrícia são pseudônimos.



quarta-feira, 22 de junho de 2011

A menina do banheiro



Muita gente acredita na lenda urbana da Loira do banheiro, né?

Eu preciso compartilhar um fato com vocês: Por pouco eu não virei a menina do banheiro.
Sim. Menina, por que eu tinha apenas 6 anos, quando essa história aconteceu.

O ano era 1997. Nessa época, Chiquititas estava no auge do sucesso, Titanic era o filme mais comentado do momento, Lady Diana faleceu, Fernando Henrique era nosso Presidente, minha mãe assistia “Por amor” na Globo, Sandy não era Devassa e Júnior ainda estava na mídia,
“George: O rei da floresta” ainda era um filme inédito, Ivete Sangalo não era milionária. E eu, estava na Alfabetização.
Como toda criança, de seis anos de idade, minhas manhãs se resumiam a:
-Colar papel crepom picado num desenho.
-Usar tinta Guache como uma fonte inesgotável.
-Escrever textos ricos do tipo: “A bola é vermelha”, “A menina é bonita”, “A flor é rosa”
-Sentar no chão, até a bunda ficar quadrada, ao som de Eliana, Angélica ou Xuxa.
-Correr na hora do recreio para pegar o balanço vazio.

Eu estudava num colégio, que, ficava em frente ao Edifício onde eu morava, era tão perto que eu bebia água em casa quando dava sede via da janela da sala minha casa.
A minha sala de aula era ampla e tinha uma peculiaridade: Nela havia um banheiro.
Tudo bem que criança não consiga segurar xixi e cocô suas necessidades fisiológicas por muito tempo, mas não estudo arquitetura nem pedagogia para entender o porque daquele banheiro ali. O fato é, que foi lá o cenário de um dos dramas vividos por quem vos escreve.
Era uma manhã ensolarada, de sexta-feira. Sim, eu tenho boa memória! Tudo ocorria muito bem... Mas é como dizem “Bom demais pra ser verdade”.

Eu já tinha feito a caligrafia do dia (Acho que em vão, pois até hoje minha letra parece uma psicografia).
Já tinha desenhado uma árvore e era chegada a hora mais esperada do dia:
Sentar no chão para ouvir música!

#TODASGRITA

No meio da música “borboletinha tá na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha”, fiquei muito apertada e fui fazer xixi. Fiz xixi e lavei minhas mãos, assim como o Castelo Ra-tim-bum me ensinou. Quando eu girei a maçaneta da porta, SIMPLESMENTE NÃO ABRIA, NÃO ABRIA.

Fiquei desesperada, louca, alucinada...” E agora? O que farei?” pensei na hora.

Resolvi bater na porta e gritar. Mas a música da Eliana estava muito alta, e 25 crianças cantavam junto com a professora, Tia Dandara*.
Reparei que a janela do banheiro tinha vista para minha casa! Subi na privada e comecei a gritar desesperadamente:

-NAAAAALVA, NAAAAALVA, NAAAAALVA (minha babá, na época)

E Nalva ouviu? NÃO ¬¬

Eu já tava conformada com a ideia de morar no banheiro... Olhei pra torneira e logo pensei :
“Quando eu sentir sede, vou tomar essa água”
(o que mais me doía é que do outro lado da porta, na minha lancheirinha, estava minha garrafinha de Pitchula Guaraná, e eu iria tomar água da COMPESA. Oh, vida injusta!)

Mas tudo bem até aí... mas e quando a fome batesse?

E quando a escola fechasse?

Por que provavelmente, quando Nalva fosse me buscar e não me achasse lá, minha mãe ia na polícia dizer que eu fui sequestrada.

Comecei a imaginar minha vida toda naquele banheiro... eu crescendo, e comemorando anos de vida junto com uma privada, uma pia, um espelho e uma toalhinha (que por sinal, era verde e muito fedida)... Imaginei minha mãe com outra filha e eu assistindo tudo da janelinha.

Me imaginei adulta e ainda assim, morando no banheiro.

Pra falar a verdade eu até comecei a me acostumar com a ideia, tirando o fato, claro, de morrer de fome. Isso era o pior, tendo em vista que sempre me alimentei direitinho.
Eu tava gostando da ideia, pois eu seria a primeira criança a morar sozinha, aos 6 anos de idade.

Depois de muito sofrimento, planos pro futuro (nada como a inocência de uma criança) e sede:
BEEEEEEEEEEEEEI! (Onomatopeia referente a porta abrindo violentamente).

Tia Dandara abriu a porta e me salvou!

Todas as crianças ficaram comovidas com meu caso, fizeram uma roda ao meu redor, me abraçaram, prometeram picolé (que até hoje não deram) e eu só fazia chorar.
Com isso aprendi:

-Nunca matricule seu filho numa escola que tem um banheiro dentro da sala de aula.

-Sempre leve comida, água mineral e celular ao banheiro, nunca sabemos quando vamos ficar presos.

-Peça pra abaixar a música da Eliana, quando você for se ausentar.

E o mais importante:

-SEMPRE AVISE A SUA BABÁ QUE VOCÊ PODE ESTAR NO BANHEIRO DA ESCOLA.



Beijos e Bom São João,


Thaís.

Obs:Tia Dandara é pseudônimo

Obs²: E gostaria de agradecer ao meu amigo Brenno, pela ilustração da história de hoje.
Ah, e ele tem um blog muito legal: http://notprettyregularly.blogspot.com/

Obs³: Gostaria de agradecer também, à todos, que acessaram o Não bebo refrigerante. Brigadão, tá :)
Depois do São João, prometo uma história massa... Já que no feriado ficarei impossibilitada de postar.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O bolo de casamento

Eu era caloura na Faculdade, quando essa história aconteceu. Acho que foi um trote, que ninguém me avisou. Mas, tudo bem, foi o seguinte:
Estava andando pela Faculdade, mais especificamente, pela cantina e reparei que tinham muitos alunos jogando dominó, baralho ou Uno, durante o horário de aula. Todos sabem que quando se ingressa numa graduação, Dominó I e II, introdução ao baralho e História do Uno, tornam-se cadeiras indispensáveis para um bom currículo. Particularmente, não gosto desses jogos... Sei lá, acho que pra jogar dominó, por exemplo, é necessário saber magia negra, pra descobrir as peças dos outros jogadores. E foi justamente, com essa brincadeira que começa tudo.

Três alunos estavam jogando, quando de repente o Roberto* me chama:

-Ei, menina, joga com a gente? Só falta uma partida para irmos para aula..
-Oi? Pô, desculpa, não sei jogar.
-Precisa saber não, é só para terminar essa partida, custa nada, vaai..
Me sentei na mesa, respirei 3 vezes e peguei as pedras. Durante o jogo Roberto me perguntou várias coisas: Nome, lugar, objeto, cor, fruta, programa de Tv... E eu fui respondendo, simpática que sou. O jogo finalmente acabou e eu me despedi dos três.
À noite, quando abri meu Orkut, Roberto havia me adicionado. Como assim? Eu só disse meu primeiro nome, onde ele arrumou meu Orkut? Aceitei normalmente.

No dia seguinte, recebo um depoimento dele: Me dá teu MSN?
Talvez se eu não tivesse dado, meu prejuízo futuro não teria sido tão grande... Mas continuemos.
Dei o bendito MSN, e conversamos por algum tempo. Roberto começara a dar em cima de mim, e pediu meu celular. Oh, meu Deus, o que eu faço?

Achei chato negar, mas já estava pensando numa desculpa, caso ele desse em cima de mim, novamente.

Ele me mandou algumas mensagens e percebi que tinha que cortá-lo, sem ser grossa. Resolvi então dizer que tinha acabado um namoro recentemente e não rolava. Ele entendeu, pelo menos foi o que pareceu. Nascia daí uma boa amizade.
Um mês se passou e Roberto começou a namorar. Ele me disse todo entusiasmado, que havia encontrado a mulher da vida dele. Sinceramente, nem levei a sério, eu mesma já encontrei o homem da minha vida 723 vezes. Mas dei muito apoio e disse que contasse comigo, sempre que fosse preciso.

O tempo foi passando, O álbum “E(L)A” no Orkut estava cada dia mais cheio de fotos, declarações e músicas de Belo. Vi que o Roberto, realmente havia encontrado sua cara metade.
Estávamos no mês de Maio, quando Roberto chega com uma bomba no MSN:

-VOU CASAR!

Gente, é sério, eram TRêS MESES DE NAMORO E JÁ IA CASAR? Graças à Deus, pelo MSN ele não viu minha cara, mas fiquei chocada e perguntei o por que dessa decisão tão séria.

-Ah, Thaís, to amando e sei que ela é a mulher da minha vida.

Achei que fosse fogo de palha e na primeira discussão, ele mudaria de ideia. Doce engano.
Agoora começa a parte tensa da história: Quando Roberto me chamou pra ser a madrinha do casório.
Na hora eu respondi:
-Com certeza, Robertinho, e ainda darei o bolo do casamento!

Pessoal, por favor, JAMAIS digam isso quando alguém chamar para tal cargo. Enquanto Bial aconselha a usar filtro solar, eu aconselho a não prometer o bolo do casamento.


Roberto retrucou:

-Sério? Pois em homenagem à você, vamos noivar no dia do seu aniversário!
Fiquei lisonjeada, e, apesar de o noivado ser um passo para o casamento, nunca imaginei que essa relação fosse chegar ao altar.
Eles noivaram no dia do meu aniversário, realmente e Roberto disse que o casamento seria no fim do ano. Juro, que, nessa hora bateu um frio na espinha, pois eu tinha prometido o B-O-L-O!

Mas deixei o tempo passar...
Chegou Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março e NADA do casamento. Nessa época eu nem lembrava mais da minha promessa. Como já disse no post anterior, sou péssima com isso.

Era uma linda tarde de Maio, quando abro o meu Orkut e vejo que tem um recado de Paula*, a noiva de Roberto. O Recado era mais ou menos assim:

Madrinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,
O grande dia está chegando, queremos você ao nosso lado no altar.
bjuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus.”

Gente nessa hora, meu mundo caiu, a vontade de chorar era grande, mas fiquei calma e respondi:

Como assim? Roberto não me disse nada... Quando será o grande dia?
Beijo

Na verdade eu queria ter respondido:

“Paula, Estou fazendo intercâmbio em Hong-Kong, infelizmente não poderei comparacer ao casamento, mandarei um cartão para desejar toda felicidade para você e Roberto”

Quando eu menos esperava, Roberto me mandou um scrap:

Madrinha, vamos nos casar em Julho.. O convite está sendo feito, já paguei o Buffet, não falei contigo antes, porque eu tava cheio de coisa pra fazer!”

Nessa hora eu entrei em desespero... Eu tinha 2 meses pra juntar dinheiro para um bolo de casamento. Com minha mesada, o máximo que o casal teria, era um Cupcake, e olhe lá!
Rezei pra que ele tivesse esquecido o presente que eu havia prometido e fingi que nada havia acontecido.

Alguns dias depois, Roberto, que já não entrava mais no MSN, resolveu entrar. Juro, que meu coração não acelerava tanto desde que meu paquerinha da época do colégio vinha falar comigo. E não, basta entrar no MSN, tem que conversar com a Madrinha.

- Oi, madrinhaaaaa. (leia-se: Quero o bolo)
- Oi, Robertinho, como vc está? (a minha hora estava chegando)
- Tô beem, tava precisando falar contigo... (ainda tinha esperanças que fosse outro assunto)
- Oi, pode falar, Robertinho...
- É que é um assunto delicado. (Pensei: Ou é putaria ou é o bolo. Porque quando homem começa com isso de “assunto delicado”, tem putaria no meio)
- Pode falar...
- Thaís, tu vai mesmo dar o bolo do meu casamento?

THAÍS QUERIA ESTAR OFFLINE... Mas respondi:

-Claro, pô, eu num prometi? Então! Pode deixar o bolo comigo :)
-Ah, ainda bem, fiquei com medo que tu não fosse dar... Nem me programei pra gastar com o bolo.
- Relaxa...

Resolvi então contar a grande novidade à minha mãe. Ela simplesmente respondeu:

-Thaís, você sabe quanto custa um bolo de casamento? Por que você não prometeu um Faqueiro Tramontina, um DVD ou conjunto de lençol?
-Mãe, eu ia adivinhar que um namoro de um mês ia virar um casamento?

Depois de ouvir muita reclamação, chamei os noivos aqui em casa para escolher o modelo do bolo, sabor e derivados. Preciso dizer que a noiva escolheu o bolo mais caro? Pois é, nada é tão ruim que não possa piorar.

No mês seguinte eu estava ao lado deles no altar, de fato, e falida, de fato, também.

Mas como tudo na vida, aprendi algumas lições:

-Nunca duvide do amor, por mais exagerado que ele seja.
-Nunca prometa um presente que não possa ser comprado num Home Center.
-Ser madrinha de casamento, nem sempre é uma honra.

E por último:

-JAMAIS JOGUE DOMINÓ COM ESTRANHOS, ELES PODEM ARRUINAR SUA VIDA.


Beijos,

Thaís.

Obs: Roberto e Paula são pseudônimos.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Aberto ao público


Sempre que eu conto uma história, uma resenha ou faço um trocadilho, alguém me pergunta:

-Por que tu não escreve um blog?
-Por que tu não faz stand-up comedy? (Como se isso fosse fácil: pego um banquinho, um microfone e tenho um teatro lotado)
-Por que tu não coloca isso no twitter?

Ou às vezes nem perguntam nada, apenas exclamam:
-TU É RIDÍCULA, THAÍS *e alguns risos*! (Claro, que vejo isso, como um gesto carinhoso, é tipo um feedback mostrando o quão boa foi a história.)

Protelei muito até criar esse blog, mas sacomequié, tô de férias da faculdade, com mais tempo livre e acabei resolvendo postar os casos que meus amigos, conhecidos e familiares conhecem muito bem.

Aí, surge a pergunta: "Ei, abestalhada, e por quê escolhesse esse nome?"
Resposta: Pois foi o primeiro que me veio na cabeça!
Mentira, não foi bem assim... Na verdade pensei em outros nomes, mas estavam indisponíveis... Então eu pensei "Qual a história que eu mais conto na vida?"

e Tchaaaanran: Toda vez que eu vou almoçar/lanchar/jantar com alguém, que, não seja minha mãe, sempre me oferecem algum tipo de refrigerante e, toda vez, eu respondo com um singelo "Não bebo refrigerante".

Depois disso vem a 2ª pergunta: Mas por quê? Promessa? Regime? Religião? Medo de celulite?

Não foi nenhuma promessa. Apesar de eu sempre usar desse artifício na época do colégio quando via minhas notas de matemática, física e geometria... Nunca fui muito boa na hora de pagar uma promessa.

Uma vez prometi que se eu passasse por média, assistiria à novela Chocolate com pimenta ajoelhada no MILHO (e não aquele milho em conserva, milho de Pipoca). Acabei furando a promessa, mas fiquei com medo que no ano seguinte eu fosse reprovada por não ter assistido a tal novela ajoelhada no tal milho.

A novela já tinha acabado, mas eu sou inteligente, rapaz! Ajoelhei no milho por UMA HORA (mais ou menos o tempo que dura uma novela das seis, porque a das nove, dura cinco horas, dependendo do dia).
Resultado: Joelho em carne viva, mas passei pra 8ª série.

Não foi por religião. Pelo menos, na Bíblia, eu nunca li nada do tipo "Bebeis do vinho, que é o sangue de Cristo e dispensai a Coca-Cola que é o maior vício".

Não foi por medo de celulite. Até porque uma pessoa que come chocolate todo dia, fritura e tudo aquilo que o Globo Repórter proíbe a gente de comer, toda sexta à noite, tem medo do bicho papão, mas de celulite não!

Na realidade, eu tava fazendo um regime e decidi abdicar dessa bebida... Passaram-se dias, meses e quando vi não bebia refrigerante há cinco anos. Essa é uma linda história de garra e superação, né não?

Bem, agora, que vocês sabem que eu NÃO BEBO REFRIGERANTE, gostaria de explicar como serão as histórias postadas.

1- Todos os fatos são reais;
2- Podem ter ocorrido comigo ou algum conhecido meu;
3- Serão usados pseudônimos;
4- Se não for engraçada, me desculpa, as histórias aconteceram dessa forma

E por último: Espero que gostem :)
Um beijo,

Thaís.