Não bebo refrigerante
tenho celulite, histórias e um blog.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Bom Ar
Pessoal, eu sei que esse blog está mais parado que o trânsito na Domingos Ferreira às 18 horas. Mas estive sem tempo, ultimamente, para escrever, mas prometo que vou tentar postar algumas histórias agora, pois a faculdade tá mais light, no momento.
A história de hoje aconteceu na minha viagem à Fortaleza, em Setembro. Quem me conhece sabe que eu AMO Fortaleza e sonho em morar lá. (APROVEITO O ESPAÇO DO MEU BLOG PARA LANÇAR A CAMPANHA: THAÍS QUER CASAR COM UM CEARENSE. Quem tiver um amigo/parente/conhecido ou até mesmo, seja residente da minha terrinha amada, pode enviar o currículo pro meu e-mail).
Mas deixando de lado o meu sonho de vida, vamos ao que interessa...
Eu viajei com dois amigos da faculdade, Marly* e Ronaldo*, nós estávamos dispostos a aloprar nas noites que estávamos na Terra do Sol e por isso fizemos um guia turístico maravilhoso.
Na primeira noite fomos para alguns bares da cidade, pouca badalação, pois no dia seguinte haveria uma mega Festa no Mucuripe Club, quem conhece Fortaleza com certeza conhece o paraíso em questão.
No dia seguinte resolvemos pendências de caráter acadêmico (Fortaleza é um super pólo na área que estudamos) e só falávamos da noite que estava por vir.
Quando, finalmente, anoiteceu a ansiedade tomava conta dos nossos corações.
Gente, o nome da festa era MUCURIPE SEM LIMITE, e como dizem por aí “Quem tem limite é município”, os três estavam cientes que seria uma noite de bagaceeeeira, né?
A festa era open bar de Espumante para mulher e Clone de Cerveja e Tequila a noite toda, resumindo: Nossos fígados estavam desesperados!
Quando deu umas 8 da noite, eu resolvi tomar meu banho para começar a me arrumar, pois sabia que Marly e Ronaldo iam demorar muito (pense num povo preguiçoso).
Muito bem, tomei meu bom banho, sequei o cabelo, escolhi a roupa, fiz maquiagem e coloquei perfume... Todos prontos? HERE WE GO!
Chegamos na Boatchi e fomos comprar nossos ingressos... NESSE MOMENTO EU ME DEI CONTA DE UMA COISA ABSURDA. Adivinhem? Lembra que eu tomei banho, ajeitei cabelo e etc antes que todo mundo? Eu deixei passar o mais importante disso tudo: O desodorante!
Aí eu entrei em desespero:
-MINHA GENTE, ESQUECI DE COLOCAR DESODORANTE!
Marly e Ronaldo:
-HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Eu que nessa hora já tava tendo um colapso nervoso, supliquei:
-Bora voltar no hotel? Eu pago o táxi!
Ronaldo:
-Oxeeeeee, Thaís, que besteira ninguém vai cheirar teu sovaco, deixa de coisa.
Eu tava muito abalada, pois mesmo que ninguém fosse sentir o cheiro do meu sovaco, eu tava sentindo a transpiração, né? Mas não teve jeito, entrei na boate daquele jeito mesmo.
Quando estamos no fundo do poço a solução mais prática é:
( )Beber
( )Embriagar-se
( )Encher a cara
( )Tomar todas
(x)Todas as alternativas acima
Foi isso que eu fiz para esquecer a catinga que se instalaria nas minhas axilas no fim da noite.
Bebi várias taças de espumante e algumas caipirinhas. Algum tempo depois estava bem alegrinha. Pena que a bebida nunca traz apenas euforia traz também a vontade eterna de fazer xixi. Pois bem, resolvi ir ao banheiro enquanto Marly e Ronaldo estavam no bar da boate.
Entrei no banheiro, fiz xixi e fui lavar as mãos... Quando de repente eu vi a salvação dos meus problemas: UM BOM AR! (vale ressaltar que havia álcool em meu sangue)
Não tive dúvidas, chequei se tinha mais alguém no banheiro, senti o cheiro do Bom Ar e tchaaanram: O fiz de desodorante!
Hahahahaha podem rir.
Voltei pra mesa e perguntei para Marly e Ronaldo:
-E aí, tô cheirosa?
Eles:
-Tá, o que foi isso?
Eu:
- BOM AR!
E contei a história... Eles riram demais, até hoje tiram onda da minha cara, mas com certeza foi um dos fatos mais marcantes da viagem!
Com isso aprendi:
- Cole no seu Dove/Rexona/Axe a plaquinha “Não me esqueça, por favor”
-Antes de sair pra balada, ligue pro local e pergunte se eles usam Bom Ar no banheiro
- Acredite em milagres!
E por último:
Flores do Campo é a melhor fragrância no mercado!Beijos,
Thaís.
sábado, 20 de agosto de 2011
Presepada
Sempre quis ser atriz! Sério mesmo. Desde pequena gostei de atuar... Quando eu não queria ir para escola eu me fingia de doente, eu fingia tão bem, maaaas tão bem, que minha mãe uma vez ligou pra funerária, de tão séria que foi minha atuação.
E quando eu não fazia a tarefa de casa? Oxe! fazia uma cena digna de Hollywood. A professora lacrimejava diante dos meus dramas.
Tem gente que me pergunta “E por que tu não fez Artes Cênicas?”.
Rapaz, sabe como é... Se eu fizesse artes cênicas aqui em Recife, iria terminar no Teatro Barreto Júnior fazendo musical com o Palhaço Chocolate. E definitivamente esse não é o futuro que eu quero para mim.
A história de hoje vai contar sobre o começo da minha “carreira” no show business,
o momento que eu vi que tinha talento para atuar. A partir desse dia, eu já comecei a imaginar como seria o meu Arquivo Confidencial no Faustão. Minha mãe sentada no sofá aqui de casa falando da minha infância, minha professora do colégio lembrando-se de tudo o que eu fiz naquele tempo e uma amiga me queimando (Meninas, por favor, não coloquem fotos queimas lá, viu?). Do outro lado, eu chorando, o rímel escorrendo,a babinha no canto da boca e a câmera dando aquele close bandido.
Eu era alfabetização quando essa história aconteceu. Quem lê o blog sabe que foi nesse mesmo ano que eu fiquei presa no banheiro.
Como todo mundo, que já passou pela alfabetização sabe no fim do ano a festinha de Natal bomba muito no colégio... Sempre rola aquele coral maroto que canta:
“Bate o sino pequenino, sino de Belém, já nasceu Deus menino, para o nosso bem”...
O porteiro coloca aquele gorrinho de Papai Noel, bem estiloso.
Na minha escola, as professoras colocavam uma roupa de ajudante de Noel,que era simplesmente RI-DÍ-CU-LA!
Algumas semanas antes da festinha de Natal reuniram todas as crianças da Alfa, para uma reuniãozinha na quadra. Eles iriam escolher os personagens do presépio para começar a ensaiar.
Eu, que nunca fui muito disciplinada nesses momentos, só fazia conversar e brincar com minhas coleguinhas, enquanto Tia Dandara* (Ela mesma! Tão lembrados né?) e as outras Tias decidiam quem seria os personagens na peça.
Quando eu me dei conta do que estava acontecendo, vi que ali estava a oportunidade da minha vida: Virar atriz!
Cheguei toda me achando para falar com Tia Dandara e perguntei:
-Posso ser Maria?
Tia Dandara respondeu cruelmente:
-O papel de Maria é da Bruna*!
Só porque a Bruna é loirinha? Mais bonita? Que preconceito é esse?
Mas sabe como é: Artista que é artista sempre busca uma pontinha em qualquer espetáculo que seja. Resolvi pedir outro papel, nem que fosse de Rei Mago.
-Tia Dandara, eu quero participar, tem algum personagem sobrando?
Tia Dandara respondeu:
-Tem sim, Thaís! O BURRINHO DO PRESÉPIO. Você quer?
-CLARO QUE QUERO.
Vocês têm idéia do que eu estava fazendo? EU IA SER O BURRINHO DO PRESÉPIO DO NATAL. Mas tenho dito: Tudo pela arte.
A professora admirada com minha coragem ficou muito feliz e espalhou para o colégio todo que já tinha alguém para ser o burrinho do presépio.
Cheguei em casa e avisei que a fantasia de burrinho deveria ser providenciada. (Chato não é ser o burrinho de Natal, chato é ouvir até hoje sua mãe contando para todo mundo que você foi o burrinho de Natal).
Não pensem que eu me importo com a zoação, pois quando eu tiver no Programa do Jô, vou contar para ele como foi meu primeiro trabalho como atriz.
O grande dia finalmente chegou!
Bruna estava de Maria, Laura* de Ovelhinha, Paulo* de José, Júlio*, Miguel* e Luís* de reis magos, Davi* de Anjo Gabriel e Thaís de Burrinho. Na época, eu não tinha noção, mas todo mundo tava rindo ao me olhar... Se isso fosse hoje em dia eu usaria meu extenso vocabulário de palavrão. Oor!
Chegou a cena principal: QUANDO O BURRINHO LEVA MARIA E JOSÉ PARA A MANJEDOURA!
Lá estava eu, de Burrinho, uma roupa quente pra baralho e toda maquiada de quadrúpede.
Quando eu entrei na quadra, andando de quatro, fui aplaudida demais e todos riram muito. Na época eu não percebi, mas acabava de nascer uma estrela.
Infelizmente, eu passei mal nesse dia, após a festinha natalina... Desidratei por conta da fantasia e obviamente tive meu psicológico afetado pro resto da vida.
Brincadeiras à parte, eu adorei ter participado dessa peça e aprendi várias coisas:
-Quando forem distribuir os papeis do presépio, fique sempre atento, pois Maria e José são mais concorridos que oferta de escova progressiva no Peixe Urbano.
-Se só tiver o papel do burrinho para você, aceite! Ou vocês acham que o primeiro papel de Regina Duarte foi em uma novela de Manoel Carlos?
-Beba água antes de vestir a fantasia de Burrinho, a não ser que você leve o personagem a sério e seja burro ao ponto de querer vomitar muito, hahaha.
E por último:
- Marque direitinho o rosto dos outros alunos que riram de você, quando você for famoso isso será importante.
Beijooos,
Thaís.
*Tia Dandara, Bruna, Laura, Júlio, Paulo, Miguel, Davi são pseudônimos.
*Sim, sou eu na foto.
*Pessoal, Mil desculpas pela demora para atualizar o blog. As aulas voltaram e eu fiquei muito sem tempo, tentarei escrever novas histórias. Brigada por continuarem acessando meu blog.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Desengavetando.
A história de hoje não é minha. É de um grande amigo meu: O Bartolomeu*. E apenas para que fiquem cientes, antes de postar a história eu mandei para Bartolomeu, disse que ele poderia mudar qualquer parte, caso se sentisse incomodado, mas ele disse que queria fosse pro blog desse jeitinho. Eu sei que eu contando a história por aqui, não é a mesma coisa que ouvi-la, o que dirá vivê-la. Juro que tentarei descrever exatamente como foi que tudo aconteceu. Vamos lá!
Bartolomeu estudava no mesmo colégio que eu e nos conhecemos na 8ª série. Eu digo a vocês que com certeza Bartô é meu amigo, pois se vocês me conhecessem na 8ª série pensariam duas vezes antes de começar uma amizade comigo #meupassadomecondena.
Lógico que eu não vou falar de como eu era, de como meu cabelo era (Deus, obrigada pela progressiva), também não vou falar do meu aparelho móvel (SE-BO-SO) e muito menos do meu tênis Kolosh preto. Já deu pra ter ideia de belezoca, né?
Eu estava me preparando para mais uma prova (Leia-se: eu estava preparando a cola na banca, antes de entregarem as provas)... E não sei como era no colégio que vocês estudavam, mas no meu, em dia de prova, misturavam todos os alunos, e foi justamente numa dessas misturas de turmas que eu conheci o Bartolomeu. Ele puxou papo comigo e começamos a conversar, em menos de 5 minutos já estávamos tirando fotos juntos, do celular dele, pois na época eu tinha um Nokia 1100 , hahaha. As fotos ficaram bizarras, velho. Sério mesmo, a gente tirou foto dos nossos tênis juntos. Alguém me explica qual o significado de tirar foto dos tênis juntos? (Mostrar para alguém que você usa Kolosh/All Star/Conga?) Top podre, mas tudo bem... O que interessa é que eu ganhei um amigo naquele dia e desde então nos tornamos BFF’s.
Bartolomeu era engraçado, simpático, educado... E tinha um jeito, muito... Como eu posso dizer... Afeminado. Sabe quando você conhece um cara e sente que a Coca é Fanta? Pois é, foi a primeira coisa que eu percebi em Bartô. Claro que eu não iria chegar pra ele e perguntar:
“Sois fresco é?”.
Sempre tive essa dúvida comigo. Ele apareceu namorando uma menina, eu fiquei em choque, mas fazer o que? Vai ver ele tinha esse jeito de Britney, mas no fundo era macho-cho.
Os anos passaram, meu cabelo conheceu a progressiva (Oh Glória!), meu aparelho móvel já não era mais usado, soube escolher melhor meus tênis... Porém Bartolomeu continuava aquela pessoa fofa e meiga.
Quando fomos pro 3º ano, ficamos na mesma turma. O convívio diário me fez perceber que Bartô era gay e ponto final, não tinha ninguém que me tirasse isso da cabeça. Uma vez cheguei a perguntá-lo sobre sua opção sexual, mas ele respondeu:
-Alocka! Claro que não queridjinha eu sou Homem com H maiúsculo!
Brincadeira! Ele simplesmente respondeu “Claro que não, Thaís”.
Ok, não quer admitir não admita. Mas que eu tenho certeza, eu tenho... Durante o ano ele comentava sobre meu cabelo, sobre as tendências de moda e falava tudo em francês. E ainda queria que eu acreditasse que ele era hétero? Faz-me rir, né?
Quem me conhece sabe que eu adoro ter amigos gays e super apoio a coragem deles de se expor nesse mundo preconceituoso, mas eu fico pensando que às vezes, eles próprios não se aceitam como querem que a sociedade os aceite? O blog não tem intuito de gerar polêmica, não mesmo. Mas logo na sequência, vocês vão ver como Bartolomeu foi maravilhoso e por que eu o admiro tanto.
Finalmente, nos formamos no Ensino Médio. Não nos falávamos todos os dias, mas sempre que dava saíamos para comer algo, botar o papo em dia... E mesmo depois do colégio, Bartolomeu não se assumiu. Eu fui muito displicente com nossa amizade em certa época. Ele me chamava para sair, eu sempre tinha compromisso e acabava adiando. Nunca me liguei que ele poderia tá me chamando para sair, pois queria desabafar, sei lá. Só sei que passei mais de 6 meses sem vê-lo. No fim daquele ano, Bartô me ligou dizendo que iria fazer intercâmbio! E disse que queria muito que eu fosse à despedida dele. Eu não fui. Ele me esperou no Aeroporto, no dia da viagem e eu também não fui (Ninguém precisa saber que eu moro do lado do Aeroporto). Bartô foi para Inglaterra e passou 6 meses lá. Quando ele voltou, conversamos muito no MSN e ele contou de como foi bom viajar, conhecer gente nova...
Em certo momento da conversa ele disse que tava muito chateado comigo por que eu não fui ao Aeroporto e tudo mais... Me senti péssima, mas disse que iria vê-lo assim que ele quisesse.
Não sei se foi o intercâmbio, que o deixou mais livre, mas vou tentar reproduzir a conversa histórica que tivemos:
Bartô I LOVE MADONNA diz:
Eu sou gay.
Thaís diz:
Eu sei (Gente, eu tava brincando, juro a vocês.. Falei para tirar onda).
Bartô I LOVE MADONNA diz:
Oxe! Como você sabe?
Thaís diz:
Ah sei lá... (Eu tava falando sem a mínima paciência)
Bartô I LOVE MADONNA diz:
Eu to falando sério Thaís! Sabe quando eu te chamava pra sair e você nunca ia? Eu queria contar para você que sou gay e me assumi.
Thaís TÔ OCUPADA, SÓ FALO COM BARTÔ:
É O QUE BARTOLOMEU? MEEEENTIRA! ME CONTAAA ISSO AGORA!!!!!
Bartô I LOVE MADONNA diz:
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiin, sou gaaaaaay, queria te contar há tanto tempo, mas vocÊ tava sempre ocupada... Vamos marcar de sair? Eu te conto tudo!
Minha gente, é sério, eu me arrependo muito por isso... Hoje em dia faço o impossível para estar com meus amigos quando eles me procuram. Enfim, eu fui ao encontro de Bartô, no Shopping. Chegando lá, depois de muito tempo sem vê-lo, percebi de como ele tava mudado,
ele já chegou dizendo:
-AMEEEEEI SUA SAIA DE CINTURA ALTA! E SUA PELE? PERFEITA!
kkkkkkkkkk, mas isso não importa, o que importa é o relato dele, de quando saiu do armário. Vou escrever as principais coisas que lembro:
-Primeiro de tudo, eu não saí do armário, eu desengavetei, que é muito mais bonito! (hahaha, minha gente ele DESENGAVETOU.)
-Mas e como foi isso?
-Ah, então... Eu conheci um bofe do babado, durante um curso e pegamos o mesmo táxi na volta pra casa... Até aí eu não tinha tido relação alguma com outros homens, mas senti que ele era gay, pois um gay reconhece outro gay (Isso é a mais pura verdade). Durante o caminho, o cara me chamou para sair com ele à noite, já que ele tava de passagem em Recife e queria conhecer a cidade (O nome agora é sair, na minha época era fornicar). E eu disse que sairia sim.
Pausa para comentário: Se fosse eu saindo com um cara que conheci durante um curso, eu era chamada de Bruna Surfistinha pra baixo, mas como estamos falando de um homem, ninguém repara isso.
Continuando o relato de Bartolomeu:
-Então, quando foi de noite, eu fui para o hotel em que ele estava hospedado e subi. Chegando no quarto eu me sentei na cama e esperei ele se arrumar. (Ah claro, até por que a pessoa sentar na cama com cara de “Meu nome é Bartô e apelido é quero dar” é super normal.)
De repente ele sentou do meu lado e deixou uma camisinha cair, nessa hora eu pensei
“ESTOU NO LUGAR CERTO.” (Essa foi a melhor hora pra mim.)
Começamos a conversar e eu perguntei se ele era gay ou Bi, ele me disse:
“Nunca fiquei com homens, mas você é uma gracinha”.
(Queria nem rir nessa hora, mentir é feio viu?).
Então começamos a nos beijar e...
Pois é, caros leitores, o final vocês já sabem... Finalmente, Bartolomeu se descobriu, e está feliz com a opção dele. Ele se assumiu para a família, para os amigos, sofre preconceitos, como qualquer pessoa, mas está em paz consigo mesmo e aproveitando a vida da melhor forma possível. Morro de rir com ele contando os casos amorosos, as aventuras e tudo mais.
E com a história do Bartolomeu aprendi:
-Nunca apresente seu namorado a um amigo gay, vai que ele é uma gracinha e o bofe queira mudar de time.
-Se um amigo seu souber sobre moda, tratamento de beleza e adorar Madonna e derivados, Desconfie.
- Sempre dê atenção aos seus amigos, pois você pode tá perdendo um babado muito grande, sem sair com eles.
E por último:
Verifique sempre se você está no lugar certo. HAHAHAHAHA!
Beijos,
Thaís.
*Bartolomeu é pseudônimo.
*Te amo, seu fofo :*
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Philéo
Hoje é dia do amigo, eu até poderia contar uma história que eu vivi com um deles, mas eu já faço isso sempre! Pois todas as histórias do blog só existem porque meus amigos existem.
Obrigada a todos vocês, que passam os dias comigo e fazendo com que eu me meta nas situações mais engraçadas e assim posso escrever aqui.
Brigada aos amigos de infância, amigos da faculdade, aos amigos que viram amigo por acaso, a amiga que tá longe mais tá sempre perto. Enfim, um FELIZ DIA DO AMIGO à todos vocês, que quero sempre por perto.
Eu ia postar um texto da internet, mas achei melhor escrever um texto nesse dia.
Todo mundo tem amigo, o Orkut me disse uma vez que eu tinha 600 amigos. Já pensou se eu tivesse isso tudo mesmo? Meu celular não ia parar de tocar, eu sempre ia estar fora de casa, ia ter que consolar uns 10 amigos que os namoros acabassem por semana, quando eu fosse pra um show iria de caravana, uma simples ida ao shopping pareceria um arrastão, imagine a conta do telefone aqui de casa!
Ainda bem que eu não tenho 600 amigos, eu não daria conta deles não.
Os amigos que eu tenho, são contados nos dedos... E eu posso dizer com toda a certeza do mundo: Eu tenho os melhores amigos do mundo.
Eu tenho uma amiga que me acorda todo dia de manhã e mesmo assim eu continuo amando ela.
Tenho outra amiga que ri de tudo o que acontece de errado comigo, e não tem um dia que eu não ligue pra ela, nem que seja para dizer “Ain como tu é ridícula”.
Tem outra amiga que é tão diferente de mim que chega a ser igualzinha, parece que a gente nasceu para se conhecer.
Tem um amigo que é carente e sempre pergunta se ele é o preferido, e eu o amo desse jeitinho que ele é.
Tem aquele outro amigo, que por mim eu casaria com ele, só não caso por que daí nossa amizade não existiria mais.
Tem a maiga (eu não escrevi errado, é maiga mesmo) que mora tão longe, mas parece que tá aqui do meu lado e ela me ensina muita coisa, inclusive que saudade dói muito.
Tem aquela amiga que todo mundo queria ter, é a famosa AMIGA PRA CARALHO e morram de inveja: Ela é minha amiga desde que eu tinha quatro anos de idade.
Tem a amiga que só me chama pra farra, mas que tá sempre disposta a me ajudar e ela sabe da reciprocidade dessa doação.
Tem a amiga que é a irmã que eu nunca tive e que tenho por ela um amor infinito.
Tem a prima que é a amiga desde sempre e para sempre.
Tem a amiga que me tira do regime, eu finjo que odeio isso, mas no fundo eu AMO.
Tem a amiga que faz tudo o que você nunca faria. Sou fã dela e ela nem imagina.
Tem o amigo que te faz rir com as besteiras mais inimagináveis do mundo.
Pois é, como vocês podem ver, eu tenho uma variedade enorme de amigos e amo muito todos eles. Trocaria os 600 do Orkut só por esses aí.
Amados, parabéns pelo dia de vocês! Contem sempre comigo.
Beijos,
da amiga Thaís.
*Espero que todos se encontrem aí ;)
Obrigada a todos vocês, que passam os dias comigo e fazendo com que eu me meta nas situações mais engraçadas e assim posso escrever aqui.
Brigada aos amigos de infância, amigos da faculdade, aos amigos que viram amigo por acaso, a amiga que tá longe mais tá sempre perto. Enfim, um FELIZ DIA DO AMIGO à todos vocês, que quero sempre por perto.
Eu ia postar um texto da internet, mas achei melhor escrever um texto nesse dia.
Todo mundo tem amigo, o Orkut me disse uma vez que eu tinha 600 amigos. Já pensou se eu tivesse isso tudo mesmo? Meu celular não ia parar de tocar, eu sempre ia estar fora de casa, ia ter que consolar uns 10 amigos que os namoros acabassem por semana, quando eu fosse pra um show iria de caravana, uma simples ida ao shopping pareceria um arrastão, imagine a conta do telefone aqui de casa!
Ainda bem que eu não tenho 600 amigos, eu não daria conta deles não.
Os amigos que eu tenho, são contados nos dedos... E eu posso dizer com toda a certeza do mundo: Eu tenho os melhores amigos do mundo.
Eu tenho uma amiga que me acorda todo dia de manhã e mesmo assim eu continuo amando ela.
Tenho outra amiga que ri de tudo o que acontece de errado comigo, e não tem um dia que eu não ligue pra ela, nem que seja para dizer “Ain como tu é ridícula”.
Tem outra amiga que é tão diferente de mim que chega a ser igualzinha, parece que a gente nasceu para se conhecer.
Tem um amigo que é carente e sempre pergunta se ele é o preferido, e eu o amo desse jeitinho que ele é.
Tem aquele outro amigo, que por mim eu casaria com ele, só não caso por que daí nossa amizade não existiria mais.
Tem a maiga (eu não escrevi errado, é maiga mesmo) que mora tão longe, mas parece que tá aqui do meu lado e ela me ensina muita coisa, inclusive que saudade dói muito.
Tem aquela amiga que todo mundo queria ter, é a famosa AMIGA PRA CARALHO e morram de inveja: Ela é minha amiga desde que eu tinha quatro anos de idade.
Tem a amiga que só me chama pra farra, mas que tá sempre disposta a me ajudar e ela sabe da reciprocidade dessa doação.
Tem a amiga que é a irmã que eu nunca tive e que tenho por ela um amor infinito.
Tem a prima que é a amiga desde sempre e para sempre.
Tem a amiga que me tira do regime, eu finjo que odeio isso, mas no fundo eu AMO.
Tem a amiga que faz tudo o que você nunca faria. Sou fã dela e ela nem imagina.
Tem o amigo que te faz rir com as besteiras mais inimagináveis do mundo.
Pois é, como vocês podem ver, eu tenho uma variedade enorme de amigos e amo muito todos eles. Trocaria os 600 do Orkut só por esses aí.
Amados, parabéns pelo dia de vocês! Contem sempre comigo.
Beijos,
da amiga Thaís.
*Espero que todos se encontrem aí ;)
terça-feira, 19 de julho de 2011
Havaianas, TODO MUNDO USA.
Queria saber quem foi o gênio que criou esse slogan “Havaianas, todo mundo usa, recuse imitações”.
Aliás, esse meio gênio. Eu concordo que TODO MUNDO usa essas sandálias. Desde a famosa mais rica da Globo, que é fotografada no calçadão de Copacabana pela Contigo! até a diarista da minha casa. Quando eu digo que a pessoa que criou esse slogan é um meio gênio, é porque ninguém recusa uma imitação das Havaianas. Ou vai dizer que você aí, nunca usou uma Dupé, Ipanema ou Macarena (essa última é top podre, atestado master de “sou pobre sim, e daí?”). Na verdade, eu nem sei por que to dando tanta importância a essas sandálias, mas não podia ser diferente, já que a história de hoje gira em torno delas.
Eu tinha 18 anos quando essa história ocorreu.
Uma amiga minha me apresentou a um amigo dela, o Fabrício. Fomos nós 3 pra um barzinho e como vocês já sabem rolou aquilo que sempre rola num primeiro encontro. Todo mundo é simpático demais, quietinho demais e sem defeito demais, né? As conversas são super interessantes, e não sei por que, mas nesse momento “Tô te conhecendo” sempre se repetem as mesmas perguntas...
Comigo foi mais ou menos assim:
Fabrício:
-E aí faz o que da vida?
Eu sorrindo, já com câimbra no músculo risório:
-Fisioterapia...
- Tu gosta?
-Adoro! (Ele esperava que eu respondesse o que? “Ah velho, odeio, mas sabe como é, tava tão entediada em casa que resolvi estudar Fisioterapia, tenho fetiche por articulações do corpo humano”)
2ª pergunta clássica de primeiro encontro:
-Que tipo de música tu costuma ouvir?
-Ah, sou super eclética, escuto tudo: MPB, forró, axé, música clássica, tango. (Mal sabe ele que no meu celular tem todas as músicas de Michele Melo, Luan Santana e Menudos)
Aí, quando você pergunta isso mesmo para o jovem, ele responde:
-Ah, eu também sou assim, escuto de tudo um pouco. (Fala sério, tu tem cara de quem fica roendo ao som de Belo, vendo o mesmo vídeo no youtube e ainda mais legendado, para acompanhar a letra).
Depois disso, vem a pergunta que vai fazer ele te julgar como santa ou piriguete:
-Tu costuma sair pra onde normalmente?
Você, com aquela cara de Açucena de Cordel Encantado, responde:
-Rapaz, sou muito caseira, nem saio muito, só às vezes... (Nessa hora você já pensa nas fotos do Facebook que podem te queimar... Aquelas fotos que você tá dançando funk na boate)
Aí, o moço olha com aquela cara de “Me engana que eu gosto”...
Agora sabe o que me deixa muito sem graça? Quando o indivíduo indaga bem assim:
-O que te atrai num homem?
Nessa hora TODA mulher responde utopicamente:
-Hum, tem que ter bom humor, ser sincero, legal, gentil, fiel, cheiroso e me tratar super bem, né? (Essa é a descrição perfeita do meu cabeleireiro gay)
Nessa hora o cara se desespera internamente, pois ele sabe que é praticamente impossível ter todos essas qualidades, mas mesmo assim ele faz uma cara de:
“Eu sou exatamente assim, baby”. #querovomitar
Bem, depois dessas perguntas e outras tantas, você começa a se ligar se o carinha é gente boa ou não, se vale a pena levar aquilo pra frente ou é melhor esperar outro primeiro encontro (com as mesmas perguntas).
No meu caso com o Fabrício, o encontro foi bem legal. Conversamos bastante, até que ele resolveu me chamar pra um show que aconteceria no dia seguinte, de uma banda de Axé. Como eu sou bem fã da tal banda, resolvi aceitar o convite dele. No fim da noite ele me deixou em casa e combinamos a saída da noite seguinte.
No outro dia, ele me adicionou no MSN e Orkut, e conversamos até a hora do show.
Por ser um show de Axé, mais despojado, resolvi colocar um short jeans e uma blusa arrumadinha, no pé coloquei uma sandália rasteira que eu tinha, muito bonitinha, cheia de strass. Falando sério, eu tava super arrumadinha.
Quando deu 19 horas, o Fabrício chegou aqui em casa. Eu entrei no carro super sem jeito, quando ele me deu uma flor (Izi Malia, que coija mais linda...), Não sou meeeeega fã de flor não, mas foi bonitinho né?
Seguimos para o local do show. Quando chegamos lá e eu desci do carro, simplesmente minha sandália partiu-se! Isso mesmo, meus caros, a porcaria da sandália arrebentou e não tinha como consertar. Eu entrei em desespero e olhei com cara de choro pra Fabrício, dizendo:
-Meu Deus, minha sandália partiu!
Fabrício um pouco sem entender a gravidade perguntou se não tinha como ajeitar ali.
-Tem não, e agora?
Aí ele:
-Entra descalça, ué?
É O QUE, MEU FILHO? DESCALÇA? PRA MIM EU SOU DALAI LAMA, PRA SAIR POR AÍ SEM SAPATO.
Vocês devem estar se perguntando por que eu não voltei em casa. Pô, Fabrício já tinha pagado o estacionamento que custou a ele 10 reais. Imagine o prejuízo que eu ia dar, sem condições.
Mas, eu sempre tenho as melhores ideias, isso é fato... No meio do desespero eu ouvi uma voz, que dizia assim:
-OLHA O CIGAAARRO, QUEM VAI QUERER? TEM MALBORO E DERBY.
Mermão, quando eu olhei pra vendedora de cigarro, vi que o no pé dela, tinham duas lindas Havaianas calçadas. Oxe, num tive dúvida, cheguei perto dela e disse:
-Moça, por quanto a senhora me vende sua sandália?
Ela:
-Han?
Eu quase chorando:
-É moça, minha sandália já era, preciso de uma sandália... Quanto a senhora calça?!
-39
-MEU NÚMERO, SUA LINDA. Me vende por quanto?
Ela cochichou com a vendedora de Hot-Dog e disse:
-Dez real!
Na hora tirei o dinheiro e calcei as Havaianas (elas estavam encardidas já, e tão usadas que eu conseguia sentir o asfalto pelo solado), mas com o alívio que eu senti, parecia que tinha um par de Arezzo nos meus pés.
Fabrício sem acreditar naquilo, olhou com cara de nojo pros meus pés e disse:
- E se essa mulher tiver frieira?
Na hora eu respondi:
-Prefiro pegar micose que entrar descalça...
Aproveitei o show, super bem, com minhas novas sandálias e agradeço até hoje a vendedora de cigarro, por ter salvo minha noite. E antes que alguém pergunte, eu e Fabrício não demos certo... Descobri que ele é fã de Wando e Netinho de Paula. Brincadeira viu, pessoal?
Com isso aprendi:
- Antes de sair de casa, se certifique que sua sandália está bem colada, mas por precaução, leve uma reserva na bolsa.
-Faça um panfleto com as respostas que você com certeza dará num primeiro encontro, assim você economiza tempo e saliva.
-Antes de sair de casa, dê aquela checada no Facebook/Orkut e apague a foto que você aparece estilo Valeska Popozuda.
E por último:
Só vá pra shows, se tiver certeza que as vendedoras de cigarro/bombom/espetinho calçam o mesmo número de sandália que você.
Beijos,
Thaís.
*Fabrício é pseudônimo.
sábado, 16 de julho de 2011
Brenninho fazendo arte (2)
Olhaí, mais uma vez meu amigo Brenninho contribuindo para o Não bebo refrigerante. Adorei essa montagem, pois a Infinitologia de Jogos Mortais é uma das minhas preferidas :)
Brigada Brenninho!
Se der, ainda hoje eu posto uma historinha nova, beleza creuza?
Beijos,
Thaís.
Brigada Brenninho!
Se der, ainda hoje eu posto uma historinha nova, beleza creuza?
Beijos,
Thaís.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Papai Noel mão de vaca.
Adoro o Natal! Sério mesmo, para mim é uma das melhores festas do ano, ficando atrás somente da páscoa. Não sei por que, mas sempre que chega Dezembro e o Shopping fica todo enfeitado, fico extremamente feliz. Desde criança foi assim, apesar de eu ter todos os motivos para odiar o Papai Noel, sempre espero pela época do Véio.
Mas porque eu tenho todos os motivos para odiá-lo? Vocês saberão, ao ler mais um drama infantil de quem sofreu com a ilusão natalina, mas que hoje superou e pode contar sem lágrimas nos olhos.
Quando eu era criança, queria muito uma bicicleta. Quero dizer, eu e todas as crianças do mundo sonhávamos com uma bicicleta no Natal... Bando de criança clichê viu? Vou te contar...
Como de costume, em Novembro escrevi minha cartinha para o bom velhinho e pedi para minha mãe colocá-la no correio.
Caros leitores, se hoje, temos no mundo milhares de assassinos e marginais, com toda a certeza do a culpa é do Papai Noel. Beleza, que criança tem que acreditar que ele exista e que os sonhos são reais. Mas porque mandam a gente escrever uma carta se nem endereço nos dão?Porra! O Pólo Norte é grande, e os carteiros de lá não tem obrigação de saber onde ele mora não. Outra coisa, os nossos pais deveriam dizer antes, de escrevermos a tal carta, se o velhinho tá com dinheiro pra comprar nossos presentes. (Se nossos pais não têm dinheiro pra comprar a Barbie Castelo Encantado, deveriam deixar isso claro, usando o Papai Noel como desculpa).
Vocês devem tá pensando que eu não ganhei minha bicicleta e por isso sou revoltada assim. Sinto informar: Eu ganhei minha bicicleta Caloi, sim! Mas me fizeram acreditar que tudo o que eu quisesse, eu teria no Natal.
Analisem comigo:
-Eu escrevi uma cartinha pedindo uma bicicleta.
-Uma bicicleta rosa apareceu no meu quintal.
-Minha mãe é uma atriz e fingiu que não sabia de nada.
-Eu tinha 6 anos e não percebi a máfia da bike rosa.
Todos já perceberam que a bicleta foi plantada no quintal, pela mafiosa da minha mãe. Que por sinal, já havia feito isso um ano antes com a boneca da Angélica, tirando proveito da minha inocência.
Pois bem, eu tinha certeza que o velho barbudo existia, e tudo o que eu quisesse poderia pedir no Natal. Um ano se passou e eu fui escolher o bendito presente natalino.
Eu queria ganhar as bonecas das Spice Girls, tipo assim, TODAS AS CINCO BONECAS:
Emma, Geri, Mel B, Mel C e Victoria.
Eu fiz tudo direitinho, escrevi a cartinha, entreguei pra minha mãe e esperei pelo presente.
Na noite de Natal eu estava muito ansiosa, ficava o tempo todo olhando pro céu, esperando o trenó aparecer e minhas bonecas serem depositadas na janela.
A ceia aconteceu normalmente, ganhei os presentes dos familiares, assisti ao Especial de Natal da Globo e nada do Velho chegar com minhas bonecas. A sorte dele é que na época não existia twitter, pois eu já teria o xingado muito #NoelPilantra.
A festa de Natal acabou, os convidados foram embora e eu fiquei na sala assistindo televisão, aguardando meu presente. Minha mãe que era comparsa do véio, nem pra me avisar que ele não viria. Aliás, nem pra me avisar que não tinha dinheiro para comprar as 5 bonecas, que na época custava 70 reais cada uma, ou seja, 350 reais seria o meu presente.
O relógio andava e eu não parava de olhar. Deu uma hora da manhã e eu resolvi diminuir meu pedido. Pensei sozinha:
“Papai Noel, pode trazer só quatro bonecas, eu não quero a Mel C”
Mesmo assim, não chegou nada... Os ponteiros continuavam a andar e minha esperança não morria de jeito nenhum.
Às 01:30 eu dispensei a Mel B e pensei novamente:
“Papai Noel, só traga 3 bonecas”
Vejam como eu era boazinha, reduzi o custo do meu presente em 140 reais.
Mais 20 minutos se passaram e NADA das renas no céu, eu já tava desesperada, mas mantive o pensamento positivo! Minha mãe já sabendo que eu não iria ganhar nada daquele veio safado, soltou a frase:
-Thaís, Papai Noel tá sem dinheiro...
Aí eu:
-Tá bom então eu só quero duas bonecas, a Emma e a Geri.
Gente, eu abri mão da Victoria Beckham e o Noel nem pra se sensibilizar?
DEU 2 DA MANHÃ E NADA DO MEU PRESENTE, aí eu apelei, mermão. Apelei mesmo:
“Papai Noel eu SÓ QUERO A BONECA DA GERI”
Velhoooo, num é possível, ele não tinha 70 reais pra comprar um presente pra mim? O que ele gasta como salário das Renas é bem mais que isso. O que ele gasta com aquela roupa vermelha ridícula, também é bem mais, ou vocês acham que veludo pra fazer uma roupa que caiba num obeso daqueles é barato? E ele não foi capaz de me trazer uma bonequinha?
Ah fala sério...
Depois disso tudo eu fui dormir, muito triste obviamente e desiludida com o Natal.
Alguns anos mais tarde minha mãe abriu o jogo comigo e disse que não tinha condições de dar 350 reais num presente pra mim e que Papai Noel nunca existiu.
Com isso aprendi:
-Antes de escrever sua cartinha pro Papai Noel veja o saldo bancário dos seus pais.
-No dia do Natal fique atento a movimentação na sua casa, pois é quando estamos distraídos que a máfia acontece.
- Se papai Noel não chegar até meia-noite, pode tirar sua Rena da chuva, ele não vem mais.
E por último:
Nunca peça uma coleção de bonecas ao Papai Noel, pois ele é mão de vaca.
Beijos,
Thaís.
Mas porque eu tenho todos os motivos para odiá-lo? Vocês saberão, ao ler mais um drama infantil de quem sofreu com a ilusão natalina, mas que hoje superou e pode contar sem lágrimas nos olhos.
Quando eu era criança, queria muito uma bicicleta. Quero dizer, eu e todas as crianças do mundo sonhávamos com uma bicicleta no Natal... Bando de criança clichê viu? Vou te contar...
Como de costume, em Novembro escrevi minha cartinha para o bom velhinho e pedi para minha mãe colocá-la no correio.
Caros leitores, se hoje, temos no mundo milhares de assassinos e marginais, com toda a certeza do a culpa é do Papai Noel. Beleza, que criança tem que acreditar que ele exista e que os sonhos são reais. Mas porque mandam a gente escrever uma carta se nem endereço nos dão?
Vocês devem tá pensando que eu não ganhei minha bicicleta e por isso sou revoltada assim. Sinto informar: Eu ganhei minha bicicleta Caloi, sim! Mas me fizeram acreditar que tudo o que eu quisesse, eu teria no Natal.
Analisem comigo:
-Eu escrevi uma cartinha pedindo uma bicicleta.
-Uma bicicleta rosa apareceu no meu quintal.
-Minha mãe é uma atriz e fingiu que não sabia de nada.
-Eu tinha 6 anos e não percebi a máfia da bike rosa.
Todos já perceberam que a bicleta foi plantada no quintal, pela mafiosa da minha mãe. Que por sinal, já havia feito isso um ano antes com a boneca da Angélica, tirando proveito da minha inocência.
Pois bem, eu tinha certeza que o velho barbudo existia, e tudo o que eu quisesse poderia pedir no Natal. Um ano se passou e eu fui escolher o bendito presente natalino.
Eu queria ganhar as bonecas das Spice Girls, tipo assim, TODAS AS CINCO BONECAS:
Emma, Geri, Mel B, Mel C e Victoria.
Eu fiz tudo direitinho, escrevi a cartinha, entreguei pra minha mãe e esperei pelo presente.
Na noite de Natal eu estava muito ansiosa, ficava o tempo todo olhando pro céu, esperando o trenó aparecer e minhas bonecas serem depositadas na janela.
A ceia aconteceu normalmente, ganhei os presentes dos familiares, assisti ao Especial de Natal da Globo e nada do Velho chegar com minhas bonecas. A sorte dele é que na época não existia twitter, pois eu já teria o xingado muito #NoelPilantra.
A festa de Natal acabou, os convidados foram embora e eu fiquei na sala assistindo televisão, aguardando meu presente. Minha mãe que era comparsa do véio, nem pra me avisar que ele não viria. Aliás, nem pra me avisar que não tinha dinheiro para comprar as 5 bonecas, que na época custava 70 reais cada uma, ou seja, 350 reais seria o meu presente.
O relógio andava e eu não parava de olhar. Deu uma hora da manhã e eu resolvi diminuir meu pedido. Pensei sozinha:
“Papai Noel, pode trazer só quatro bonecas, eu não quero a Mel C”
Mesmo assim, não chegou nada... Os ponteiros continuavam a andar e minha esperança não morria de jeito nenhum.
Às 01:30 eu dispensei a Mel B e pensei novamente:
“Papai Noel, só traga 3 bonecas”
Vejam como eu era boazinha, reduzi o custo do meu presente em 140 reais.
Mais 20 minutos se passaram e NADA das renas no céu, eu já tava desesperada, mas mantive o pensamento positivo! Minha mãe já sabendo que eu não iria ganhar nada daquele veio safado, soltou a frase:
-Thaís, Papai Noel tá sem dinheiro...
Aí eu:
-Tá bom então eu só quero duas bonecas, a Emma e a Geri.
Gente, eu abri mão da Victoria Beckham e o Noel nem pra se sensibilizar?
DEU 2 DA MANHÃ E NADA DO MEU PRESENTE, aí eu apelei, mermão. Apelei mesmo:
“Papai Noel eu SÓ QUERO A BONECA DA GERI”
Velhoooo, num é possível, ele não tinha 70 reais pra comprar um presente pra mim? O que ele gasta como salário das Renas é bem mais que isso. O que ele gasta com aquela roupa vermelha ridícula, também é bem mais, ou vocês acham que veludo pra fazer uma roupa que caiba num obeso daqueles é barato? E ele não foi capaz de me trazer uma bonequinha?
Ah fala sério...
Depois disso tudo eu fui dormir, muito triste obviamente e desiludida com o Natal.
Alguns anos mais tarde minha mãe abriu o jogo comigo e disse que não tinha condições de dar 350 reais num presente pra mim e que Papai Noel nunca existiu.
Com isso aprendi:
-Antes de escrever sua cartinha pro Papai Noel veja o saldo bancário dos seus pais.
-No dia do Natal fique atento a movimentação na sua casa, pois é quando estamos distraídos que a máfia acontece.
- Se papai Noel não chegar até meia-noite, pode tirar sua Rena da chuva, ele não vem mais.
E por último:
Nunca peça uma coleção de bonecas ao Papai Noel, pois ele é mão de vaca.
Beijos,
Thaís.
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