Dia 10 de Julho de 1991 nascia uma pessoa maravilhosa: EU!
Hahaha, pra quem não sabe, hoje é meu aniversário e como não podia deixar de ser,
vim compartilhar esse momento com vocês, que sempre estão lendo meu blog, comentando, rindo. Brigadão, pessoal! Fico muito feliz com isso.
Hoje eu não vou postar uma história, pois to sem tempo para escrevê-la.
Vou contar três coisinhas sobre o meu dia:
- Eu nasci no dia da pizza. (agora eu entendo porque tenho essa bordinha de catupiry na barriga)
- Quando eu nasci, a médica chegou no quarto e disse pra minha mãe: “infelizmente tive que fazer um corte maior, a cabeça da criança é um pouco grande”. Como percebem, sofro bullying desde a maternidade e Graças à Deus o parto de mamãe não foi normal, porque né...
-Eu nunca comemorei meu aniversário no colégio/faculdade, sempre sonhei com um “Parabéns pra você” na sala e nunca tive. Se um dia eu for psicopata, vocês já sabem o motivo.
Então é isso, pessoal... Só espero que ninguém cante pra mim hoje:
“Hoje vai ter uma festa, bolo, guaraná, muitos doces pra você”
Pois eu NÃO BEBO REFRIGERANTE.
hihihi, beeeijos,
Thaís na versão 2.0
domingo, 10 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Será que ele é?
Eu tenho uma amiga que me pediu muuito para ter uma história dela postada aqui no blog.
Como eu sou uma ótima amiga e faço o possível pela felicidade dela, vou contar uma situação engraçada que eu presenciei.
Eu e Juliana* estudávamos no mesmo colégio e no terceiro ano, é tradição viajar para Porto Seguro – BA, e claro que seguimos a tradição. Quem já foi, sabe do que eu tô falando... Uma viagem pedagógica, onde os alunos conhecem a fundo a história da nação, desfrutam de bons momentos com os amigos e deparam-se com alunos do Brasil todo.
Leia-se: A galera avacalha o sistema por uma semana, bebe como se não tivesse um fígado a zelar, fica com uma pessoa de cada estado (ou 8 de cada estado, varia de cada pessoa) e se alimenta muito bem (miojo no café, miojo no almoço, no jantar, miojo cru, miojo com vodka, miojo com leite condensado...)
Outro dia eu falo mais dessa viagem.
Eu e Juliana ficamos no mesmo quarto (nessa hora grande parte dos leitores já sabem de quem eu tô falando), era muito engraçado, passamos por bons momentos nessa viagem. Mas a parte engraçada aconteceu numa manhã ensolarada na Bahia. Um amigo nosso que é gay, o Lauro*, também estava nessa excursão e sempre ia lá no quarto papear, tirar cochilo... Essas coisas. Esse meu amigo é gay assumido e vive contando os casos que já teve.
Juliana, por outro lado, é 100% heterossexual e já ficou com um dos meninos mais populares de Recife. Aí vocês pensam: Ela ficou com Carlinhos Bala? Com Jason Wallace? Com Cardinot? Com Jota Ferreira? Com... Calma, gente, quando eu falo popular eu me refiro àquela pessoa que tá em todas as baladas da cidade, que é o primeiro a comprar o ingresso do open bar concorrido e tem um sobrenome de referência. Eu não posso colocar o nome da criatura no blog, por isso, chamarei o elemento de José Henrique Vila Saldanha Peixoto*
(ficou nome de rico, né?).
Juliana já tinha sido vista várias vezes ao lado de José Henrique Vila Saldanha Peixoto, nas baladinhas do Recife, se orgulhava de ter ficado com ele e dizia que o mesmo tinha o borogodó. Mas todos nós sabemos, que quando uma pessoa é Pop, todos os olhares viram-se para ela... Surgiu um boato que José Henrinque Vila Saldanha Peixotoqueimava a rosca era gay.. Boatos são boatos até que alguém me prove o contrário.
Muito bem, estávamos eu, Juliana e Lauro conversando no quarto em Porto Seguro, quando surgiu o assunto “Eu já fiquei com...”, cada um que contasse de algum boy que ficou.
Juliana viu que aquela era a hora exata de sondar com Lauro se José Henrique Vila Saldanha Peixoto era ou não era uma racha louca. (Gente, to me superando na baixaria).
Então Ju indagou:
-Lauro, tu sabe quem é Zé Henrique?
Lauro com cara de ai-como-eu-tô-bandida respondeu:
-José Henrique Vila Saldanha Peixoto?
Juliana toda orgulhosa:
-Sim, esse mesmo.
-JÁ PEGUEI!
Na moral, por que eu não gravei aquilo na hora? Vocês precisavam ver a cara de Juliana! Eu tive crises de riso...
Aí Lauro complementou:
- O que tem ele?
Juliana com o rabo entre as pernas:
-Eu também peguei.
Lauro sapequinha:
-Ain, ele é ótimo né? Um cavalheiro... Abre a porta do carro, paga a conta...
Antes que ele terminasse, eu interrompi:
-Lauro, tu fosse pros ” finalmentes” com José Henrique Vila Saldanha Peixoto?
Lauro poker face:
-COOOM CERTEZA, QUERIDA!
Na boa, por mais que eu descreva a cena, vocês não podem imaginar a cara de Juliana nessa hora... Ela ficou um pouco decepcionada. Imaginem, pô, seu castelo de ilusão sendo destruído.
Bem, depois que os dois descobriram que tinham um bofe em comum, começaram a comentar do indivíduo. Pois é, José Henrique Vila Saldanha Peixoto bate cabelo na boate gay, dança Lady Gaga no chuveiro e chora assistindo Titanic.
Com isso aprendi:
- Procure homens com sobrenomes comuns (ex: Silva, Guedes, Cavalcanti..)
- Quando tiver com um boy, coloque Madonna ou Lady Gaga pra tocar, se o gato for gay, com certeza vai soltar o David Brazil que tem dentro dele.
-Dê ouvidos aos boatos.
E por último:
Não cascavie o passado do seu amigo gay, você pode ter uma surpresinha.
Beijos,
Thaís.
*Lauro, Juliana e José Henrique Vila Saldanha Peixoto são pseudônimos.
*Juliana, demorou mas sua história está no blog. :)
Como eu sou uma ótima amiga e faço o possível pela felicidade dela, vou contar uma situação engraçada que eu presenciei.
Eu e Juliana* estudávamos no mesmo colégio e no terceiro ano, é tradição viajar para Porto Seguro – BA, e claro que seguimos a tradição. Quem já foi, sabe do que eu tô falando... Uma viagem pedagógica, onde os alunos conhecem a fundo a história da nação, desfrutam de bons momentos com os amigos e deparam-se com alunos do Brasil todo.
Leia-se: A galera avacalha o sistema por uma semana, bebe como se não tivesse um fígado a zelar, fica com uma pessoa de cada estado (ou 8 de cada estado, varia de cada pessoa) e se alimenta muito bem (miojo no café, miojo no almoço, no jantar, miojo cru, miojo com vodka, miojo com leite condensado...)
Outro dia eu falo mais dessa viagem.
Eu e Juliana ficamos no mesmo quarto (nessa hora grande parte dos leitores já sabem de quem eu tô falando), era muito engraçado, passamos por bons momentos nessa viagem. Mas a parte engraçada aconteceu numa manhã ensolarada na Bahia. Um amigo nosso que é gay, o Lauro*, também estava nessa excursão e sempre ia lá no quarto papear, tirar cochilo... Essas coisas. Esse meu amigo é gay assumido e vive contando os casos que já teve.
Juliana, por outro lado, é 100% heterossexual e já ficou com um dos meninos mais populares de Recife. Aí vocês pensam: Ela ficou com Carlinhos Bala? Com Jason Wallace? Com Cardinot? Com Jota Ferreira? Com... Calma, gente, quando eu falo popular eu me refiro àquela pessoa que tá em todas as baladas da cidade, que é o primeiro a comprar o ingresso do open bar concorrido e tem um sobrenome de referência. Eu não posso colocar o nome da criatura no blog, por isso, chamarei o elemento de José Henrique Vila Saldanha Peixoto*
(ficou nome de rico, né?).
Juliana já tinha sido vista várias vezes ao lado de José Henrique Vila Saldanha Peixoto, nas baladinhas do Recife, se orgulhava de ter ficado com ele e dizia que o mesmo tinha o borogodó. Mas todos nós sabemos, que quando uma pessoa é Pop, todos os olhares viram-se para ela... Surgiu um boato que José Henrinque Vila Saldanha Peixoto
Muito bem, estávamos eu, Juliana e Lauro conversando no quarto em Porto Seguro, quando surgiu o assunto “Eu já fiquei com...”, cada um que contasse de algum boy que ficou.
Juliana viu que aquela era a hora exata de sondar com Lauro se José Henrique Vila Saldanha Peixoto era ou não era uma racha louca. (Gente, to me superando na baixaria).
Então Ju indagou:
-Lauro, tu sabe quem é Zé Henrique?
Lauro com cara de ai-como-eu-tô-bandida respondeu:
-José Henrique Vila Saldanha Peixoto?
Juliana toda orgulhosa:
-Sim, esse mesmo.
-JÁ PEGUEI!
Na moral, por que eu não gravei aquilo na hora? Vocês precisavam ver a cara de Juliana! Eu tive crises de riso...
Aí Lauro complementou:
- O que tem ele?
Juliana com o rabo entre as pernas:
-Eu também peguei.
Lauro sapequinha:
-Ain, ele é ótimo né? Um cavalheiro... Abre a porta do carro, paga a conta...
Antes que ele terminasse, eu interrompi:
-Lauro, tu fosse pros ” finalmentes” com José Henrique Vila Saldanha Peixoto?
Lauro poker face:
-COOOM CERTEZA, QUERIDA!
Na boa, por mais que eu descreva a cena, vocês não podem imaginar a cara de Juliana nessa hora... Ela ficou um pouco decepcionada. Imaginem, pô, seu castelo de ilusão sendo destruído.
Bem, depois que os dois descobriram que tinham um bofe em comum, começaram a comentar do indivíduo. Pois é, José Henrique Vila Saldanha Peixoto bate cabelo na boate gay, dança Lady Gaga no chuveiro e chora assistindo Titanic.
Com isso aprendi:
- Procure homens com sobrenomes comuns (ex: Silva, Guedes, Cavalcanti..)
- Quando tiver com um boy, coloque Madonna ou Lady Gaga pra tocar, se o gato for gay, com certeza vai soltar o David Brazil que tem dentro dele.
-Dê ouvidos aos boatos.
E por último:
Não cascavie o passado do seu amigo gay, você pode ter uma surpresinha.
Beijos,
Thaís.
*Lauro, Juliana e José Henrique Vila Saldanha Peixoto são pseudônimos.
*Juliana, demorou mas sua história está no blog. :)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Brenninho fazendo arte
Hoje eu não vou postar uma história... Mas um presentinho muito bonitinho que eu ganhei do meu amigo Brenninho. Ele já me ajudou uma vez numa ilustração, de "A menina do banheiro", recordam?
Então, ele tem um blog http://www.notprettyregularly.blogspot.com/ com as criações dele.
Ele não faz publicidade, apesar de levar muito jeito, mas se garante muito.
Qualquer dia escrevo alguma história engraçada dele e sempre que ele fizer uma montagem referente ao
Não bebo refrigerante, vou postar! :)
Beijos e a até a próxima postagem.
Thaís.
Então, ele tem um blog http://www.notprettyregularly.blogspot.com/ com as criações dele.
Ele não faz publicidade, apesar de levar muito jeito, mas se garante muito.
Qualquer dia escrevo alguma história engraçada dele e sempre que ele fizer uma montagem referente ao
Não bebo refrigerante, vou postar! :)
Beijos e a até a próxima postagem.
Thaís.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Mickey no cemitério
Antes de escrever a história, gostaria que ninguém me julgasse, ao término da leitura. Por mais cruel que pareça, eu JURO que não me controlei no dia. Estamos combinados?
A morte nunca foi e nunca será uma coisa fácil de lidar, por mais banal que pareça ou por mais evoluído espiritualmente que sejamos, é sempre embaraçoso passar por uma perda.
Como já devem deduzir, a história de hoje conta uma fatalidade.
Era uma tarde como todas as outras, eu estava sozinha em casa, comendo meu bom Biscoito Treloso com um copo de água (e depois notando o dente preto), a Sessão da tarde estava uma maravilha como sempre e minha escoliose sendo moldada pelo sofá. O tédio reinava, a "Lagoa azul" também e os farelos do biscoito se espalhavam pelo sofá (Odeio do fundo do meu coração esse farelos, por isso enfio um biscoito de uma vez só na boca, para evitar a sujeira), mas vou parar de enrolar... Quando eu menos espero o telefone toca. Fui muito arretada atender, jurando que era a mulher do Asilo Vovô João* pedindo ajuda, atendi:
-Alô?
-Alô, é da casa da Fabíola*? (Fabíola é minha mãe)
-Oi, é sim, mas ela tá trabalhando... Quer deixar recado?
-Oi, Thaís, quem tá falando é o Mário*, marido de Luísa*...
Uma pausa para explicação: Minha mãe e Luísa são amigas há anos, eu nunca havia atendido a uma ligação de Mário (o casal mora no Acre*)... Mas fiquei na minha e prossegui a ligação.
-Oi , Mário... Olha, tu queres ligar para o trabalho dela?
-Quero sim, qual o número?
-3333-7777
-Ok, brigada.
Voltei para o meu sofá lindo, peguei meu Treloso novamente e... A porcaria do telefone tocou de novo. Fiquei muito P. da vida, mas fui atender.
-Alô?
-Oi, Thaís, sou eu, o Mário.. Não consegui falar com a Fabíola, posso deixar o recado contigo?
-Ah, claro (Agora que você me fez perder o começo da Lagoa azul, pode falar uma hora aqui comigo, imagine que eu sou seu chat amizade)
-Thaís, avisa a Fabíola que Dona Amara faleceu. (Dona Amara era a sogra dele, mãe de Luísa)
-SÉÉÉRIO? (podem falar o que quiser, que minha pergunta foi ridícula, mas sempre eu reajo à essas notícias da pior forma... preciso trabalhar isso melhor)
Mário sem acreditar na minha pergunta idiota respondeu:
-Sério, o enterro será no fim da tarde no cemitério “Descanse em paz”*
-Morreu de quê?
-Coração.
-Ok, vou avisar a minha mãe.
-Obrigada.
Nessa hora fiquei meio em choque, sei lá, eu gostava de Dona Amara, era uma ótima pessoa e sempre que me via, fazia uma festa. Mas deixei a tristeza de lado e tentei ligar pra minha mãe.
Liguei pra empresa, liguei pro celular, liguei pro orelhão na frente da empresa, liguei pro Papa e minha mãe não atendia.
Resolvi ligar pra minha vó, que conhecia Dona Amara, para dar a notícia e pedir que ela ligasse pra minha mãe, vai que ela atendia.
-Alô, vovó?
-Oi minha fofinha, diga..
-Sabe quem morreu? (como podem perceber eu sou um pouco sem noção)
-Sei não..
-Dona Amara!
-Hen hen, foi nada! (E agora vocês percebem que genética é tudo.)
-Pois foi, vó, liga pra minha mãe e avisa, que eu não tô conseguindo.
-Tá certo, vou ligar...
Fui assistir ao filme, comer meu biscoito, mesmo que muito triste, não podia fazer nada, né?
Gente, de repente o portão abre, minha mãe chega aos prantos:
-Thaís, DONAAAAA AMARA MORREU!!!!!!!!!!!!!!!
-Eu sei mãe, eu mandei minha vó te ligar.
-Meeeu Deuuuuuuus, como aconteceu isso?
-Morreu, ué... Coração e tal..
-Se arrume, vamos ao enterro!
-Tá, mãe. (eu ia perder Malhação, mas tudo bem, não podia deixar minha mãe sozinha nessa hora).
Fomos ao cemitério. E antes de qualquer coisa, preciso dizer que é só entrar num cemitério que eu começo a rir, é tipo de nervoso sabe? Incontrolável. Contive-me e desci do táxi.
Todos choravam muito (Sério, Thaís? E a gente achando que tava rolando um Festival de Verão no cemitério) e eu sempre perto da minha mãe, já que o momento era difícil para todos.
Demos uma olhadinha no caixão, Dona Amara morreu serena. Falamos com a família toda, Luísa e Mário, o Viúvo e os demais.
Numa hora eu estava perto do caixão quando ouvi uma conversa de duas vizinhas de Dona Amara:
-Ela tava em depressão, por isso fez o que fez.
Minha mãe olhou pra mim e disse soletrando, praticamente:
- E-l- a s-e m-a-t-o-u
Fiquei em choque.É muito difícil entender como alguém, aparentemente feliz, tirou sua própria vida. Mas não podemos julgar ninguém, cada um tem problemas e a força para superá-los depende de cada um.
O velório continuava, as pessoas chegavam e eu rezava para que tudo acabasse logo, tava angustiada. Mas a verdade é: Sempre tem um lado engraçado em tudo na vida.
Eu estava sentadinha esperando a hora do enterro, quando minha mãe me chama:
-Thaís, olha quem chegou (isso bem baixinho).
-Quem?
-Lili*... (Ela é dona de um Buffet infantil, que tem todos os personagens da Disney, para animar as crianças)
Na hora eu só tive um pensamento:
-Mãe, o Mickey veio?
Minha mãe não entendeu e questionou com a cabeça...
Eu repeti:
-O Mickey veio com Lili?
Nessa hora minha mãe começou a rir muito. Como eu sou uma boa filha fui abraçá-la e disse no ouvido dela:
-O Pato Donald veio também.
Bicho, nesse momento eu e minha mãe já estávamos morrendo de rir, imaginando esses personagens no cemitério. Vocês aí façam um esforço e imaginem também.
Depois disso os parentes estavam dando o último adeus, todos muito comovidos com aquilo tudo...
Eu já não tava rindo, mas minha mãe resolveu chegar no meu ouvido e dizer:
-Thaís, sabe quem tá muito chateada?
-Quem?
-Margarida!
-Han?
-É rapaz, roubaram o laço da Margarida e colocaram numa coroa de flores, ela tá reclamando com o Pato Donald.
Mermão, eu juro que nunca ri tanto. Para vocês terem ideia, acharam, que a gente tava chorando, deram lenço de papel e tudo mais... Mas tudo não passava de gargalhada.
Cheguei a um ponto, que tive que andar pelos túmulos para me recuperar.
Finalmente o corpo foi enterrado e eu pude voltar pra casa. Essa história aconteceu há uns 7 anos, mas até hoje eu lembro e conto pra todo mundo. Não pude colocar a história na integra, mas coloquei as principais partes.
Com isso aprendi:
-Nunca atenda o telefone quando estiver assistindo à Sessão da tarde e comendo Biscoito Treloso.
-Tente se controlar em velórios e enterros, pois o morto pode se vingar, nunca se sabe.
-Reze para que donas de buffets infantis não apareçam em um velório
E por último:
Jamais use o laço da Margarida numa coroa de flores, ela fica muito chateada.
Beijos,
Thaís.
*Fabíola, Mário, Luísa, Dona Amara e Lili são pseudônimos.
*Mudei o estado onde Luísa e Mário moravam e o nome do cemitério.
*Infelizmente tive uma crise nervosa e não consegui parar de rir, mas tenho total respeito por Dona Amara.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Nada Caliente
Essa história aconteceu com uma amiga minha, a Walquíria*, mas eu vou chamá-la de Wal, que fica mais fácil.
Wal sempre teve um gosto muito peculiar para homens. Falo isso com convicção, pois conheço grande parte dos homens com quem ela se envolveu. (O primeiro amor dela tinha um queixo que mais parecia um tobogã do Beach Park)
Essa minha amiga, faz coisas inusitadas... Mas com certeza, a história a seguir, é uma das maiores roubadas que essa garota já se meteu (Thaís jura que faz a propaganda da Sessão da tarde pra ta falando assim)
Mas vamos ao que interessa:
Acho que todo mundo já teve um professor ou professora por quem se “apaixonou”. Acho isso altamente normal. Na maioria das vezes a paixão é platônica, mas em outros casos, a tarefa de casa vai além do que se imagina. E foi assim que aconteceu com Walquíria.
Wal fazia um curso de espanhol... “Uh-la-la, muy caliente” vocês devem estar pensando. Sem dúvidas esse é um dos idiomas mais quentes do mundo. Imaginem só, um professor falando igualzinho ao Victor Valentim, deve ser no mínimo, interessante.
Wal desde o primeiro dia de aula, notou que o professor estava olhando para ela diferente do resto da turma. Adalberto* usava de todos os artifícios para impressionar sua aluna, puxava papo, usava exemplos na aula do tipo:
“Walquíria es muy guapa”
(Walquíria é muito bonita)
(Como vocês podem ver, Wal é uma menina fácil de se seduzir... Eu mesma só me impressionaria se o Adalberto se vestisse de toureiro, me desse rosas e cantasse "besame mucho".)
Mas minha querida Wal se encantou com o simples elogio que ele a fez.
O tempo foi passando, as aulas cada vez mais “atrativas” e Wal foi se envolvendo mais e mais com o seu mestre. Infelizmente, essa minha amiga, só me contou essa história, depois do fato consumado, ou melhor, quase consumado, vocês entenderão mais a frente.
Adalberto é torcedor fanático do Criciúma* e Walquíria é Rubro-Negra desde pequena. A partir daí vocês podem pensar que essa relação não ia a lugar nenhum. Seus bobinhos! Foi por conta dessa rivalidade futebolística que a atracion entre eles sucumbiu.
Depois de meses de conversa, aula
Juro que gostaria muito que a história terminasse por aqui, mas não. Adalberto chamou minha pobre, inocente e tímida amiga para um motel, isso mesmo, pessoal, MOTEL (era a primeira vez que Wal iria nesse estabelecimento). E ainda fez um pedido para sua aluninha:
- Vai com a camisa do Sport? Tenho um fetiche com isso.
Walquíria que não é boba nem nada, vestiu sua camisa rubro-negra, com uma lingerie nova por baixo e o esperou no lugar marcado.
Obviamente ele foi pontual, afinal, que professor não seria, sabendo que sua aluna iria fazer um trabalho extra em sua matéria?
Pois bem, eles chegaram ao tal motel e começaram a “namorar”... Obviamente não vou escrever aqui os detalhes que Wal me contou, pois levo em consideração que o blog não tem esse intuito... Mas eu devo e vou contar a melhor parte:
Adalberto simplesmente brochou!
Juro, que quando ouvi essa história imaginei muito Adalberto falando:
- Esa es la primera vez que me pasa eso!
(essa é a primeira vez que isso me acontece)
Depois dessa frustração homérica, os dois almoçaram e foram pra casa.
As aulas de Wal devem ter esfriado loucamente e Adalberto nunca mais passou nenhum dever de casa pra ela. Pelo menos Walquíria aprendeu um novo idioma, comeu um bom almoço e tem história pra contar.
Com isso aprendemos que:
-Jamais estude espanhol. Professores de grego ou latim não vão te seduzir, por exemplo.
-Faça as tarefas de casa que estão no LIVRO e nada mais...
-Saia para um barzinho, caso role um convite do professor.
Por último:
Español no es nada caliente.
Besos,
Thaís.
*Walquíria e Adalberto são pseudônimos, e eu mudei o time de Adalberto.
*A foto de Victor Valentim é meramente ilustrativa, pois Adalberto não é bonito, #prontofalei
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Está na Bíblia.
Eu tenho muitas saudades da época do colégio. Sinto falta de algumas coisas, como:
Meu professor de literatura que era lindo... Gente, é sério, tudo o que eu aprendi sobre Machado de Assis e Cia, eu devo a ele. Mas acho melhor mudar de assunto, pois esse mestre merece uma história só pra ele.
Sinto falta do contato diário com meus amigos, da responsabilidade que era bem menor, naquela época. Mas nada me faz tanta falta quanto o fato de ir de Condução Escolar pro colégio.
Quando eu entrei na faculdade, entrei também num submundo: o do ônibus CDU/CAXANGÁ/BOA VIAGEM, toda manhã, quando eu subo nele, só me vem um único pensamento na cabeça “Eu era feliz e não sabia”. O cheiro do desodorante vencido (em plena 7 da manhã), o empurra-empurra e as acochadas, me fazem lembrar os momentos felizes que passei na Condução de Tio Carlos*.
Eu sempre fui de transporte escolar pro colégio, do maternal ao 3º ano.
Normalmente, nesses transportes, a maioria dos alunos tem menos de 10 anos de idade.Cansei de ouvir as músicas de High School Musical e Rebelde. Mas (por sorte) eu não era a única idosa de lá, uma grande amiga, a Patrícia*, desfrutou de bons momentos com a criançada.
(Falei igual ao Palhaço Chocolate agora).
Eu e Patrícia, ríamos muito com as crianças. E como não podia deixar de ser, abusávamos da inocência infantil, inventando cada mentira horrível (Espero que a mãe de nenhum deles leia essa história).
Porém, dou minha palavra que nunca contei pra eles que Papai Noel não existe, que a Fadinha dos dentes é uma estelionatária e que eles não nasceram da cegonha (Até porque, do jeito que o mundo anda, eu aprendi isso com eles).
O mais engraçado de conviver com eles, é que os pimpolhos acreditavam em TUDO o que a gente dizia, tudo mesmo. Uma vez eu e Patrícia dissemos que sabíamos falar inglês fluentemente, e começamos um diálogo mais ou menos assim:
-Everybody
-Rock your body
-Everybody
-Rock your body right
-Backstreet's Back alright.
Eles ficaram encantados com nossa desenvoltura lingüística, e, coitados, mal sabem eles que foram lesados.
Mas a história de hoje aconteceu em um dia depois da aula, por volta das 12:30. Foi mais ou menos assim:
Rafaela*, uma das meninas da condução, que tinha uns 7 anos, foi chamar Carlos, o motorista do transporte e claro que ela o chamava de” Tio Carlos”:
-Tio Carlos, o senhor vai dar bombom hoje? (Ele sempre dava, nas sextas)
Eu olhei pra ela, bem séria e disse:
-Rafaela, por que tu chama Carlos de tio? Ele é irmão da tua mãe ou teu pai?
Ela, um pouco confusa, respondeu:
-Não... Mas eu tenho que chamar ele de Tio.
Aí eu, muito malignamente disse:
-Sabia que é errado, chamar alguém que não é seu tio de verdade de Tio?
Rafaela ficou preocupada.
Aí Patrícia disse:
- Pois é Rafa, isso é pecado e Deus castiga.
Rafaela meio desconfiada retrucou:
-É nada, eu chamo todo mundo de tio e tia.
Eu com a maior cara de pau do mundo:
-É pecado, está na Bíblia.
Patrícia ainda completou:
-Mateus, capítulo 2, versículo 4...
Na mesma hora eu disse:
-Tá escrito “Não chamarás em vão, aquele que não for parente”
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, Vocês precisavam ver a cara de Rafaela nessa hora.
Ela ficou muuito preocupada, afinal, ela era uma pecadora desde os 3 anos de idade, no mínimo. Mas mesmo assim ainda duvidou.
Então Patrícia disse:
-Procure na Bíblia, Mateus 2:4.
Depois disso, Rafaela cada vez que ia falar com Tio Carlos, ficava com muito medo.
Mas tudo bem, ela foi pro colégio e eu e Patrícia não parávamos de rir. Sério, fiquei com uma dor de tanto gargalhar.
No outro dia Rafaela chega na condução dizendo que foi ver na Bíblia e não tinha isso. No mínimo ela contou pra mãe, e ela disse que era mentira.
Aí Patrícia disse:
-Que cor é a bíblia da sua casa?
Rafaela:
-Marrom
Patrícia:
-Pois é, só tem isso escrito na bíblia Azul.
Até hoje lembro da carinha desesperada dela.
Vocês podem até achar que éramos odiadas, por essas crianças, mas no meu último dia de condução, todas choraram muito. E antes que alguém diga que foi de felicidade,eu deixo claro que foi de tristeza, me senti como a Xuxa nesse dia.
Com isso aprendi:
-Nunca deixem seus filhos conversarem com gente tão mais velha.
-Não minta pra crianças, a não ser que seja necessário
-Tenha sempre duas bíblias de cores diferentes em casa.
e por último:
Não chamarás em vão, aquele que não for parente.Beijos,
Thaís.
*Tio Carlos, Rafaela e Patrícia são pseudônimos.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A menina do banheiro
Muita gente acredita na lenda urbana da Loira do banheiro, né?
Eu preciso compartilhar um fato com vocês: Por pouco eu não virei a menina do banheiro.
Sim. Menina, por que eu tinha apenas 6 anos, quando essa história aconteceu.
O ano era 1997. Nessa época, Chiquititas estava no auge do sucesso, Titanic era o filme mais comentado do momento, Lady Diana faleceu, Fernando Henrique era nosso Presidente, minha mãe assistia “Por amor” na Globo, Sandy não era Devassa e Júnior ainda estava na mídia,
“George: O rei da floresta” ainda era um filme inédito, Ivete Sangalo não era milionária. E eu, estava na Alfabetização.
Como toda criança, de seis anos de idade, minhas manhãs se resumiam a:
-Colar papel crepom picado num desenho.
-Usar tinta Guache como uma fonte inesgotável.
-Escrever textos ricos do tipo: “A bola é vermelha”, “A menina é bonita”, “A flor é rosa”
-Sentar no chão, até a bunda ficar quadrada, ao som de Eliana, Angélica ou Xuxa.
-Correr na hora do recreio para pegar o balanço vazio.
Eu estudava num colégio, que, ficava em frente ao Edifício onde eu morava, era tão perto que eu
A minha sala de aula era ampla e tinha uma peculiaridade: Nela havia um banheiro.
Tudo bem que criança não consiga segurar
Era uma manhã ensolarada, de sexta-feira. Sim, eu tenho boa memória! Tudo ocorria muito bem... Mas é como dizem “Bom demais pra ser verdade”.
Eu já tinha feito a caligrafia do dia (Acho que em vão, pois até hoje minha letra parece uma psicografia).
Já tinha desenhado uma árvore e era chegada a hora mais esperada do dia:
Sentar no chão para ouvir música!
#TODASGRITA
No meio da música “borboletinha tá na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha”, fiquei muito apertada e fui fazer xixi. Fiz xixi e lavei minhas mãos, assim como o Castelo Ra-tim-bum me ensinou. Quando eu girei a maçaneta da porta, SIMPLESMENTE NÃO ABRIA, NÃO ABRIA.
Fiquei desesperada, louca, alucinada...” E agora? O que farei?” pensei na hora.
Resolvi bater na porta e gritar. Mas a música da Eliana estava muito alta, e 25 crianças cantavam junto com a professora, Tia Dandara*.
Reparei que a janela do banheiro tinha vista para minha casa! Subi na privada e comecei a gritar desesperadamente:
-NAAAAALVA, NAAAAALVA, NAAAAALVA (minha babá, na época)
E Nalva ouviu? NÃO ¬¬
Eu já tava conformada com a ideia de morar no banheiro... Olhei pra torneira e logo pensei :
“Quando eu sentir sede, vou tomar essa água”
(o que mais me doía é que do outro lado da porta, na minha lancheirinha, estava minha garrafinha de Pitchula Guaraná, e eu iria tomar água da COMPESA. Oh, vida injusta!)
Mas tudo bem até aí... mas e quando a fome batesse?
E quando a escola fechasse?
Por que provavelmente, quando Nalva fosse me buscar e não me achasse lá, minha mãe ia na polícia dizer que eu fui sequestrada.
Comecei a imaginar minha vida toda naquele banheiro... eu crescendo, e comemorando anos de vida junto com uma privada, uma pia, um espelho e uma toalhinha (que por sinal, era verde e muito fedida)... Imaginei minha mãe com outra filha e eu assistindo tudo da janelinha.
Me imaginei adulta e ainda assim, morando no banheiro.
Pra falar a verdade eu até comecei a me acostumar com a ideia, tirando o fato, claro, de morrer de fome. Isso era o pior, tendo em vista que sempre me alimentei direitinho.
Eu tava gostando da ideia, pois eu seria a primeira criança a morar sozinha, aos 6 anos de idade.
Depois de muito sofrimento, planos pro futuro (nada como a inocência de uma criança) e sede:
BEEEEEEEEEEEEEI! (Onomatopeia referente a porta abrindo violentamente).
Tia Dandara abriu a porta e me salvou!
Todas as crianças ficaram comovidas com meu caso, fizeram uma roda ao meu redor, me abraçaram, prometeram picolé (que até hoje não deram) e eu só fazia chorar.
Com isso aprendi:
-Nunca matricule seu filho numa escola que tem um banheiro dentro da sala de aula.
-Sempre leve comida, água mineral e celular ao banheiro, nunca sabemos quando vamos ficar presos.
-Peça pra abaixar a música da Eliana, quando você for se ausentar.
E o mais importante:
-SEMPRE AVISE A SUA BABÁ QUE VOCÊ PODE ESTAR NO BANHEIRO DA ESCOLA.
Beijos e Bom São João,
Thaís.
Obs:Tia Dandara é pseudônimo
Obs²: E gostaria de agradecer ao meu amigo Brenno, pela ilustração da história de hoje.
Ah, e ele tem um blog muito legal: http://notprettyregularly.blogspot.com/
Obs³: Gostaria de agradecer também, à todos, que acessaram o Não bebo refrigerante. Brigadão, tá :)
Depois do São João, prometo uma história massa... Já que no feriado ficarei impossibilitada de postar.
Assinar:
Postagens (Atom)
